Escoamento de passageiros em Coimbra-B
O presidente da Metro Mondego afirmou que o tempo de espera de cerca de 10 minutos para passageiros que fazem transbordo entre comboio e 'metrobus' em Coimbra-B é um fenómeno habitual face ao volume de utilizadores que chegam em simultâneo. Leonel Serra, que já foi quadro da CP, apontou para situações em que dois comboios chegam com cerca de 300 pessoas cada e criam pressão sobre a capacidade de escoamento dos modos de transporte locais.
«Esperar 10 minutos por um transbordo é normal em qualquer local, em qualquer país do mundo»
Na explicação pública, o responsável realçou números concretos: entre as 08:40 e as 09:04 houve oito circulações a sair de Coimbra-B, o que, segundo a Metro Mondego, equivale a cerca de 136 pessoas por circulação e a aproximadamente 900 pessoas potencialmente a sair nesse intervalo. Estes valores, defendeu, ilustram a dificuldade de um sistema, por melhor que seja, em absorver de forma imediata um afluxo concentrado de passageiros.
Contexto operacional e comparações
Leonel Serra contrapôs ainda a atual configuração — em que o 'metrobus' assegura ligações frequentes, incluindo até à Praça da República e, futuramente, aos hospitais — com o anterior serviço ferroviário até à Baixa (Coimbra-A). Segundo o responsável, a ligação ferroviária tradicional não tinha a frequência de cinco em cinco minutos que caracteriza o 'metrobus' em hora de ponta e, por isso, não gerava o mesmo tipo de pressão sobre os transportes subsequentes na cidade.
O presidente da Metro Mondego mencionou também um dado que pretende sublinhar a dimensão da operação: o sistema registou um recorde de 27.594 utilizadores num único dia, cifra usada para contextualizar a escala de passageiros que a rede tem vindo a servir.
Impactos e questões pendentes
Para utentes e para a gestão do tráfego urbano, concentrar chegadas de centenas de passageiros num curto espaço de tempo impõe desafios práticos: filas nas paragens, maior pressão sobre veículos e motoristas, e necessidade de coordenação entre operadores ferroviários e de transporte urbano. A Metro Mondego defende que tempos de espera de cerca de 10 minutos são compatíveis com um sistema que enfrenta picos concentrados.
- Volume de passageiros em hora de ponta pode superar a capacidade imediata de transporte complementar.
- A diferenciação entre serviço ferroviário direto e o atual sistema de 'metrobus' altera padrões de afluência e espera.
- A gestão de fluxos depende da coordenação entre operadores e da oferta de veículos nas linhas urbanas e intermunicipais.
Questionado sobre medidas imediatas para reduzir as filas e a espera em períodos de ponta, o presidente foi provocado sobre a possibilidade de reforço do serviço em Coimbra-B; a declaração pública disponível não detalha eventuais decisões operacionais adicionais nem o plano concreto para alterações de oferta no curto prazo.
| Parâmetro | Valor citado |
|---|---|
| Tempo de transbordo considerado «normal» | 10 minutos |
| Circulações entre 08:40 e 09:04 | 8 |
| Utilizadores por circulação (média apontada) | 136 pessoas |
| Estimativa de pessoas nesse intervalo | ~900 pessoas |
| Recorde diário de utilizadores | 27.594 |
O debate sobre a mobilidade em Coimbra e a capacidade de articulação entre meios de transporte mantém-se ao centro das preocupações de autarcas e utentes. A Metro Mondego sublinha o esforço de operação e compara a situação com outras regiões do país, ao mesmo tempo que assume limites técnicos face a picos concentrados de procura.
Serviços de transporte, autoridades locais e utilizadores seguem atentos a eventuais alterações na oferta que possam diminuir o tempo de espera e melhorar a fluidez nas trocas entre comboio e 'metrobus' em Coimbra-B.