As Caldas da Rainha foram selecionadas como uma das 15 finalistas da primeira edição do WIPO City of Innovation Award, um prémio internacional criado pela World Intellectual Property Organization (WIPO) — agência das Nações Unidas responsável pela propriedade intelectual. A cerimónia de anúncio dos vencedores decorrerá em Genebra, no âmbito do UN Forum of Mayors, no dia 12 de outubro.
Reconhecimento internacional e posicionamento estratégico
Segundo informação divulgada pelo Município, Caldas da Rainha é a única cidade portuguesa presente nesta lista de finalistas e uma das quatro cidades europeias selecionadas — as outras são Charleroi (Bélgica), Liverpool (Reino Unido) e Moscovo (Rússia). A inclusão entre as 15 candidaturas permite ao concelho competir com municípios de diferentes contextos territoriais por um prémio que destaca práticas de promoção da inovação, criatividade, empreendedorismo e participação comunitária.
O executivo municipal interpreta a distinção como a confirmação de um percurso contínuo de afirmação internacional. A par desta nomeação, o município recorda duas outras referências recentes de visibilidade: Caldas da Rainha foi distinguida como Capital Europeia do Pequeno Retalho 2026 na categoria Vibrant City e integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO na área do Artesanato e das Artes Populares. Estes elementos compõem um conjunto de reconhecimentos que, segundo a autarquia, reforçam a projeção externa do território.
«Estar entre os 15 finalistas, a nível mundial, confirma o percurso consistente que temos vindo a construir e reforça o reconhecimento internacional que as Caldas da Rainha têm conquistado ao longo dos últimos anos. Hoje, Caldas da Rainha é Capital Europeia do Pequeno Retalho 2026, na categoria Vibrant City, e integra a Rede de Cidades Criativas da UNESCO na área do Artesanato e das Artes Populares», afirmou o presidente da Câmara Municipal, Vítor Marques, mostrando «orgulho» em representar o país nesta competição.
O que distingue o prémio da WIPO
O WIPO City of Innovation Award pretende distinguir cidades que apresentam uma visão estratégica e medidas concretas para promover a inovação e a criatividade enquanto motores de desenvolvimento urbano inclusivo. A iniciativa valoriza sobretudo abordagens que integrem políticas locais, envolvimento de agentes económicos e participação cidadã, bem como projetos que protejam e promovam o conhecimento e a criatividade através dos mecanismos de propriedade intelectual.
Para um município como Caldas da Rainha, a nomeação abre possibilidades práticas e simbólicas: por um lado, coloca a cidade na agenda de redes e fóruns internacionais onde se discutem políticas urbanas inovadoras; por outro, cria oportunidade para atrair parcerias, financiamento e projetos que potenciem o ecossistema local de pequenas empresas, artesãos e agentes culturais.
- Finalistas totais: 15 cidades
- Cidades europeias mencionadas: Charleroi, Liverpool, Moscovo e Caldas da Rainha
- Data do anúncio dos vencedores: 12 de outubro (Genebra)
Impactos locais e próximos passos
O reconhecimento por parte de uma agência das Nações Unidas tende a potenciar a estratégia de promoção territorial que tem sido desenvolvida localmente, sobretudo nas vertentes do pequeno comércio, do artesanato e das indústrias culturais. Na prática, isso pode traduzir-se em maior facilidade na integração em redes europeias e mundiais, em novas candidaturas a programas de financiamento e em atração de turismo cultural e de negócios.
Até ao dia 12 de outubro, quando os vencedores forem anunciados em Genebra, o município deverá prosseguir esforços de comunicação e diplomacia urbana para maximizar os benefícios da candidatura, sem prejuízo de manter as políticas internas que permitiram a seleção inicial.
| Item | Dados |
|---|---|
| Finalistas a nível mundial | 15 cidades |
| Representação portuguesa | Única cidade portuguesa finalista |
| Data de anúncio | 12 de outubro — Genebra |
A ausência de declarações detalhadas sobre os projetos concretos que valeram a inclusão na lista mantém em aberto a análise das práticas locais a ser valorizadas. Ainda assim, a conjunção deste reconhecimento com as distinções recentes da UNESCO e da União Europeia confere a Caldas da Rainha um enquadramento internacional mais robusto para promover inovação cultural e económica.
O desfecho em Genebra servirá, em qualquer caso, como barómetro internacional: a atribuição do prémio poderá acelerar iniciativas locais, enquanto uma não atribuição não diminui a visibilidade já alcançada com a própria presença entre as 15 finalistas.