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Castelo Branco acolhe primeira Bienal Internacional de Artes e Ofícios em setembro

Nos dias 4 e 5 de setembro, o Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco recebe a primeira Bienal Internacional de Artes e Ofícios, iniciativa que procura afirmar o artesanato e o património como vetores de desenvolvimento económico e cultural do município.

Castelo Branco acolhe primeira Bienal Internacional de Artes e Ofícios em setembro
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

Evento une artesanato, pesquisa e políticas culturais

Nos dias 4 e 5 de setembro, o Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB) será palco da primeira edição da Bienal Internacional de Artes e Ofícios, promovida pela Câmara Municipal através da Divisão de Museus e Cultura. A iniciativa integra a programação do Festival Sabores de Perdição, que decorre entre 3 e 6 de setembro.

A Bienal surge no seguimento da inclusão de Castelo Branco na Rede de Cidades Criativas da UNESCO, em 31 de outubro de 2023, na categoria «Artesanato e Artes Populares». Esse reconhecimento internacional assenta, em grande parte, no valor patrimonial e identitário do Bordado de Castelo Branco, prática tradicional que figura como elemento central da identidade local.

Programa e objetivos

Ao longo de dois dias, a programação reunirá especialistas nacionais e internacionais, investigadores, artesãos, representantes institucionais, organismos públicos e instituições de ensino superior. As sessões visam debater:

  • políticas públicas para o setor das artes e ofícios;
  • inovação e empreendedorismo nas práticas artesanais;
  • internacionalização e cooperação entre territórios;
  • preservação dos saberes tradicionais e renovação geracional.

Para além de conferências e mesas redondas, a Bienal inclui visitas técnicas e atividades práticas, entre as quais:

  • visitas ao Museu dos Têxteis e ao Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco;
  • a exposição «O Mundo Bordado à Mão»;
  • demonstrações artesanais ao vivo.
«A ‘Bienal de Artes e Ofícios’ vem na linha de continuidade do desenvolvimento desta participação do município de Castelo Branco na ‘Rede das Cidades Criativas’. Temos uma programação que está alocada a…»

A declaração, proferida pela chefe da Divisão de Museus e Cultura da Câmara Municipal, enquadra a Bienal como «evolução natural» da estratégia municipal de afirmação internacional e valorização dos saberes locais. Os organizadores colocam-se assim na perspectiva de transformar o evento num instrumento de promoção económica, turística e cultural.

Impacto local e perspetivas

Ao concentrar investigadores, profissionais e cidades da Rede de Cidades Criativas, o encontro pretende criar sinergias que ultrapassem o período do evento. As áreas de intervenção anunciadas — internacionalização, cooperação territorial e renovação geracional — apontam para um esforço concertado de ligação entre preservação patrimonial e inovação, com potenciais efeitos em vários domínios:

  • fortalecimento do setor turístico, atraindo visitantes interessados em património vivo e experiências culturais;
  • dinamização do tecido económico local, nomeadamente comércio e restauração, através de fluxos gerados por programação cultural;
  • reforço de programas educativos e de transmissão de saberes nas áreas do design têxtil e artesanato.

O programa prevê ainda a participação de cidades pertencentes à Rede de Cidades Criativas da UNESCO, o que pode potenciar acordos de cooperação e intercâmbio de experiências. A inclusão de instituições de ensino superior entre os parceiros implica também um espaço de diálogo entre investigação académica e práticas artesanais tradicionais — uma interface relevante para inovação responsável no setor.

Data Local Atividades principais
3 a 6 de setembro Castelo Branco (Festival Sabores de Perdição) Festival gastronómico integrado
4 e 5 de setembro CCCCB Bienal: conferências, exposições, demonstrações, visitas

Para a cidade de Castelo Branco, a realização desta Bienal representa não só a afirmação de uma marca cultural reconhecida pela UNESCO, mas também uma oportunidade para consolidar estratégias de desenvolvimento que conciliem salvaguarda do património e inovação económica. A continuidade do evento e a sua capacidade de atrair parcerias internacionais serão determinantes para traduzir essa intenção em resultados concretos no sector cultural e no território albicastrense.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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