O segundo turno da eleição para o governo do Espírito Santo colocou Vitória no centro da disputa, com o ex-prefeito da capital, Lorenzo Pazolini (Republicanos), em posição de vantagem sobre o governador Ricardo Ferraço (MDB), segundo levantamento recente. A campanha ganhou visibilidade na Orla de Camburi, palco de um ato em que Pazolini recebeu o apoio público de Flávio Bolsonaro, em caravana que atraiu amplo público.
Intenção de voto e margem
Pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra Pazolini à frente, com 52,4% das intenções de voto, ante 39,8% de Ferraço. Brancos e nulos somam 4,4% e 3,4% dos entrevistados disseram não saber ou não opinaram. A margem de erro do levantamento é de 2,7 pontos percentuais.
| Candidato | Intenção de voto |
|---|---|
| Lorenzo Pazolini (Republicanos) | 52,4% |
| Ricardo Ferraço (MDB) | 39,8% |
Apoios e presença em Vitória
No último fim de semana, a presença de Flávio Bolsonaro em evento na Orla de Camburi foi um dos episódios mais comentados da campanha em Vitória. Flávio e Pazolini percorreram a avenida em cima de um caminhão trio elétrico, em ato que contou também com outras lideranças do bolsonarismo, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Segundo a cobertura dos atos, a movimentação ocorreu no trecho mais conhecido da orla da capital capixaba, um dos principais cartões-postais da cidade, o que ampliou a repercussão do apoio dentro do eleitorado local.
Repercussão entre partidos e posicionamentos
O cenário político estadual também foi afetado pelos resultados do primeiro turno. Flávio Bolsonaro teve forte votação no Espírito Santo, com 1.233.194 votos no primeiro turno, o que corresponde a 54,78% dos votos válidos no Estado. Esse desempenho embasou o estreitamento da relação entre Pazolini e o bolsonarismo durante o segundo turno, segundo analistas políticos que acompanham a disputa.
O Partido dos Trabalhadores (PT) optou por uma orientação diferente para este segundo turno. A legenda, que disputou o governo com o deputado federal Helder Salomão — terceiro colocado com 15,32% dos votos válidos —, decidiu orientar seus filiados e apoiadores a:
- "não votarem nos aliados do candidato Flávio Bolsonaro";
- evitar, no entanto, um pedido explícito de voto em Ricardo Ferraço;
- manter uma posição de distância institucional em relação à campanha do governador, com exceções individuais, como o presidente estadual do partido, João Coser, que declarou voto em Ferraço.
"a não votarem nos aliados do candidato Flávio Bolsonaro"
Consequências para Vitória e o Estado
Para Vitória, a intensidade da campanha e a visibilidade dos atos na Orla de Camburi evidenciam a capacidade da capital de potencializar apoios e mobilizações. A vitória de um ou outro candidato terá implicações na gestão de políticas locais e em projetos com impacto direto no município, principalmente considerando que Pazolini já exerceu o cargo de prefeito da cidade.
O segundo turno ocorre neste domingo, 25, e a definição do novo governador determinará os rumos administrativos do Espírito Santo a partir do mandato subsequente. O resultado também servirá como termômetro para a presença de forças nacionais no eleitorado capixaba, numa disputa marcada pela entrada pública de lideranças federais e regionais em palcos da capital.
Em Vitória, eleitores e lideranças municipais acompanham a reta final da campanha com atenção, avaliando projetos e alianças que podem influenciar investimentos e políticas públicas locais nos próximos anos.