A pesquisa Quaest publicada neste sábado, último levantamento disponível antes do segundo turno marcado para domingo, indica que o candidato Lorenzo Pazolini (Republicanos) lidera a disputa pelo governo do Espírito Santo com 55% dos votos válidos, frente a 45% para o candidato Ricardo Ferraço (MDB). O estudo foi encomendado pela Rede Gazeta e registrado na Justiça Eleitoral com o número ES-04365/2026.
Metodologia e recortes principais
Foram entrevistados 2.154 eleitores aptos a votar, com coletas realizadas nos dias 23 e 24 de outubro. O levantamento adota intervalo de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O registro na Justiça Eleitoral e a divulgação na véspera do segundo turno conferem relevância prática às informações para eleitores, campanhas e observadores.
No cenário que considera todos os entrevistados — incluindo indecisos e aqueles que dizem que irão anular ou votar em branco — os números apresentados divergem do quadro por votos válidos: Pazolini tem 45% das intenções totais, enquanto Ferraço aparece com 41%. Os indecisos somam 9% e os que declararam intenção de votar branco ou anular representam 5%.
Pesquisas espontânea e firmeza do voto
A pesquisa também mediu o cenário espontâneo, quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos. Nesse formato, Pazolini atinge 35% e Ferraço 32%; os indecisos aparecem em maior proporção, com 29%, e votos em branco ou nulo somam 4%.
Sobre a estabilidade das preferências, o levantamento aponta que 86% dos eleitores que já declararam candidato dizem que a decisão está tomada e não deve mudar, enquanto 13% admitem a possibilidade de trocar de voto. Esses indicadores de firmeza e indecisão são decisivos em uma disputa de segundo turno, quando mobilização e comparecimento podem alterar a contagem final.
- Entrevistados: 2.154 eleitores
- Período de coleta: 23 e 24/10
- Registro: ES-04365/2026 (Justiça Eleitoral)
- Intervalo de confiança: 95%
- Margem de erro: ±2 pontos percentuais
Contexto local e implicações
O resultado por votos válidos coloca Pazolini em vantagem numérica no estado, ainda que a diferença nas intenções totais seja menor e exista um contingente relevante de indecisos e de eleitores que cogitam anular o voto. Em um estado com economia marcada pelo agronegócio, portos ativos e centros urbanos como Vitória, a capacidade das campanhas de converter intenção em voto e de mobilizar eleitores nos municípios do interior será determinante.
Historicamente, pleitos em que a margem é estreita tendem a ser definidos por fatores como comparecimento às urnas, mobilização territorial das campanhas, e desempenho em regiões-chave. Nas próximas horas, a argumentação das candidaturas, a presença em programas locais e a atuação de lideranças regionais podem influenciar undecisos e eleitores de menor firmeza.
| Indicador | Pazolini | Ferraço |
|---|---|---|
| Votos válidos | 55% | 45% |
| Intenção total (inclui indecisos/branco/nulo) | 45% | 41% |
| Indecisos | 9% | |
| Branco/Nulo | 5% | |
O que observar até a votação
Com o segundo turno imediatamente adiante, três pontos merecem atenção do eleitor e dos observadores:
- como as campanhas vão direcionar recursos e presença em municípios do interior e nas zonas portuárias, onde a pauta econômica costuma ter forte efeito;
- a taxa de comparecimento no domingo e a eficácia das operações de mobilização de eleitores de cada coligação;
- a movimentação de eleitores indecisos e daqueles que sinalizam possibilidade de mudar de voto, especialmente em áreas onde a disputa está mais equilibrada.
O levantamento Quaest entrega um retrato quantitativo que ajuda a mapear riscos e oportunidades para as campanhas, mas a leitura final só ocorrerá quando as urnas forem apuradas. Até lá, o foco será converter intenção em voto e garantir que seguidores compareçam às seções eleitorais em todo o Espírito Santo.
Correspondente no Espírito Santo, cobrindo os efeitos da campanha e as repercussões para as comunidades do interior e para o setor produtivo capixaba.