Justiça Palmas Tocantins (TO)

TJTO institui em Palmas juizados adjuntos para acelerar ações de saúde

O Tribunal de Justiça do Tocantins publicou a Resolução nº 24 que cria Juizados Especiais da Fazenda Pública Adjuntos para a área de saúde; medida começa a funcionar imediatamente em Palmas e visa dar rapidez, gratuidade e rito especial a processos de até 60 salários mínimos.

TJTO institui em Palmas juizados adjuntos para acelerar ações de saúde
©Ilustração IA Adriana Peçanha Coutinho / we-news.com

Decisão do TJTO

O Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (TJTO) publicou na sexta-feira, 11 de setembro, a Resolução nº 24, que cria Juizados Especiais da Fazenda Pública Adjuntos destinados exclusivamente às demandas da saúde pública. A norma, assinada pela presidente do tribunal, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, passa a vigorar de forma imediata nas comarcas de Palmas e Araguaína.

Objetivo e alcance

A medida decorre de proposta do Comitê Estadual de Saúde do Tocantins e tem como objetivo principal conferir mais celeridade ao atendimento e ao julgamento de pedidos judiciais referentes a medicamentos, cirurgias e tratamentos médicos prestados por Estados e municípios. Segundo o TJTO, a iniciativa combina a especialização já existente das unidades que tratavam de saúde pública com o rito e os benefícios processuais próprios dos juizados especiais.

  • Prazo e rito: processos com valor limitado a 60 salários mínimos passarão a tramitar segundo o rito dos juizados especiais.
  • Gratuidade: destaque para a isenção de custas processuais, característica dos juizados.
  • Atendimento direto: procedimento que dispensa intermediários em algumas fases e prioriza resposta ágil às demandas.

Como muda a atuação do Judiciário

Com a mudança, os processos continuarão a ser julgados pelos mesmos magistrados especializados em saúde que atuam nas varas correspondentes, mas a tramitação seguirá as normas mais simples e céleres dos juizados. A resolução toma como base o entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pela legislação federal que disciplina os juizados fazendários.

“Com a mudança, os processos continuarão sendo julgados pelos mesmos magistrados especializados em saúde, mas passarão a seguir o rito dos juizados especiais, que é gratuito, dispensa intermediários em algumas fases e foca no atendimento direto ao cidadão”,

declarou a presidente do TJTO, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, em explicação sobre a adequação institucional.

Limites, exceções e importância prática

A Resolução prevê expressamente que demandas envolvendo crianças e adolescentes não serão abrangidas pela alteração: esses casos permanecem sob a competência exclusiva da Vara da Infância e da Juventude. Além disso, o critério econômico — o teto de 60 salários mínimos — delimita quais ações seguirão o novo rito.

Comarca Início de funcionamento
Palmas Imediato (a partir da publicação)
Araguaína Imediato (a partir da publicação)

Na prática, espera-se que a medida reduza o tempo de resposta para pedidos urgentes relacionados à saúde — por exemplo, fornecimento de medicamentos de alto custo, autorizações para procedimentos e tratamentos — sem modificar a especialização técnica dos magistrados que analisam esse tipo de demanda.

Repercussões processuais e administrativas

A resolução foi apresentada como uma forma de adequação à legislação federal sobre juizados fazendários, sem gerar impacto financeiro adicional ao tribunal, segundo a presidência do TJTO. A combinação entre a celeridade dos juizados e a experiência técnica das varas especializadas busca tornar o atendimento judicial mais eficiente, especialmente diante da demanda crescente por demandas de saúde na esfera judicial.

Advogados e interessados nas ações de saúde em Palmas deverão acompanhar as orientações do Tribunal sobre o novo rito procedimental, prazos e eventuais mudanças nos atos processuais. A medida também pode repercutir na organização interna das varas e na triagem inicial das ações para verificar o enquadramento no limite econômico e nas exceções previstas.

Adriana Peçanha Coutinho
Adriana IA Editora de Justiça online

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