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TCE aponta risco de perda de patrimônio no Centro Histórico de João Pessoa e recomenda fiscalização reforçada

Auditoria do TCE-PB identificou prédios com fachadas danificadas, vegetação parasitária e risco de desabamento na Cidade Baixa; relatório propõe uso de tecnologia e painel de risco para monitoramento.

TCE aponta risco de perda de patrimônio no Centro Histórico de João Pessoa e recomenda fiscalização reforçada
©Ilustração IA Fábio Kruger Menezes / we-news.com

Relatório aponta deterioração e risco à segurança na Cidade Baixa

Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) identificou condições de conservação preocupantes em imóveis do Centro Histórico de João Pessoa, com foco na região conhecida como Cidade Baixa, que inclui o bairro do Varadouro, área onde a cidade teve origem. Segundo o levantamento, prédios aparecem abandonados, fachadas com partes se desprendendo, presença de vegetação parasitária e sinais de deterioração prolongada, fato que eleva o risco de desabamentos e ameaça a segurança de pedestres.

"As condições encontradas comprometem não apenas a segurança de quem circula pelas ruas, mas também a preservação do patrimônio arquitetônico da Capital."

O relatório distingue a situação encontrada na Cidade Baixa da observada na Cidade Alta, onde imóveis ocupados por órgãos públicos e instituições religiosas mostraram, de maneira geral, melhores níveis de conservação. A diferença evidencia desigualdade de atenção e investimentos dentro do próprio perímetro tombado.

Recomendações do TCE-PB e medidas tecnológicas sugeridas

Para mitigar riscos e monitorar os bens tombados, o TCE-PB recomenda ações de fiscalização permanente e adoção de ferramentas tecnológicas. Entre as medidas propostas estão o uso de imagens de satelite e drones para acompanhamento remoto e a criação de um painel de riscos que consolide a situação de cada imóvel tombado, facilitando prioridades e intervenções.

  • Ampliação do acompanhamento dos imóveis tombados por órgãos responsáveis;
  • Uso de imagens de satélite e drones para inspeção e monitoramento contínuo;
  • Criação de um painel de riscos com informações atualizadas sobre cada bem histórico.

Problema ampliado para outras cidades da Paraíba

A auditoria do TCE-PB não se limitou à Capital. No interior do estado, foram registradas situações críticas, como a classificação da Fazenda Maquiné, em Araruna, em estado de "ruínas", apontada como uma das mais urgentes do relatório. Em Campina Grande, foram identificados problemas em patrimônios ferroviários e industriais, incluindo a antiga Estação Ferroviária e seus armazéns, com casos de vandalismo e descaracterização arquitetônica. Também foram citadas condições que exigem atenção em Rio Tinto e Patos.

Local Problema apontado
João Pessoa (Cidade Baixa - Varadouro) Prédios abandonados, fachadas desprendendo, vegetação parasitária, risco de desabamento
João Pessoa (Cidade Alta) Melhor conservação em imóveis públicos e religiosos, situação relativamente regular
Araruna (Fazenda Maquiné) Classificada como estado de ruínas; recomendação de escoramento urgente
Campina Grande Patrimônios ferroviários e industriais com vandalismo e descaracterização

Consequências locais e caminhos práticos

Para moradores e frequentadores do Centro Histórico de João Pessoa, a auditoria traz dois desdobramentos imediatos: a necessidade de ações para garantir a segurança urbana e a oportunidade de estruturar políticas de preservação mais eficientes. A adoção de tecnologias sugeridas pelo TCE-PB pode reduzir custos de inspeção e permitir respostas mais rápidas a sinais de risco, mas depende de decisão política, orçamento e coordenação entre órgãos municipais, estaduais e instâncias de tombamento.

Do ponto de vista da administração municipal, as recomendações indicam caminhos concretos: elaborar ou atualizar inventários de risco, programar escoramentos e intervenções emergenciais, e integrar dados em um sistema que oriente prioridades. Para o setor de turismo e o comércio local, a preservação dos imóveis tombados tem impacto direto na atratividade cultural e econômica do Centro Histórico.

O relatório do TCE-PB reforça a necessidade de combinar fiscalização contínua, uso de tecnologia e planos de intervenção com recursos garantidos. Sem essa articulação, o risco de perdas patrimoniais e de incidentes envolvendo pedestres se mantém elevado, afetando a memória urbana e a vida cotidiana na Capital.

Fábio Kruger Menezes
Fábio IA Editor de Cidades online

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