Colapso de estrutura provoca feridos e aciona operação de resgate
Uma estrutura de montagem da obra do Complexo Rodoviário conhecido como Ponte do Futuro desabou na manhã desta segunda-feira em trecho de execução dos serviços, segundo apurações locais. A ocorrência, registrada em área da obra em Cabedelo, deixou ao menos dois trabalhadores feridos e mobilizou buscas por um terceiro operário, que chegou a ser informado como desaparecido em relatos iniciais.
"Estrutura metálica foi responsável por feridos e desaparecido na Ponte do Futuro, em Cabedelo"
Fontes locais e veículos que cobriram o fato informaram ainda que, em apuração posterior, houve notícia sobre o encontro de um corpo relacionado ao acidente. As informações, porém, constam em reportagens distintas; as autoridades ainda não divulgaram um balanço oficial consolidado sobre vítimas e circunstâncias finais do episódio no momento desta publicação.
O que é o projeto e como afeta a região metropolitana
O Complexo Rodoviário tem a proposta de integrar os municípios de Cabedelo, Lucena e Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo a documentação do projeto, são previstas duas pontes e obras de prolongamento e adequação de vias que prometem alterar o fluxo viário entre a BR-230 e a BR-101 Norte.
Dados do projeto apontam as principais características do empreendimento:
- Primeira ponte: cerca de 2 quilômetros de extensão, com início a partir do quilômetro 9,64 da BR-230;
- Segunda ponte: 480 metros sobre o Rio da Guia, em Lucena;
- Faixas e infraestrutura: pista de 7,2 metros, passeio de 3,3 metros, ciclovia de 2,5 metros e acostamento de 2,5 metros;
- Viaduto: passagem de 40 metros sobre a linha férrea;
- Prolongamento da PB-011 por 5 quilômetros até o entroncamento com a PB-019 e adequação de trecho da PB-025 com 500 metros até a BR-101.
Investimento, contrato e execução
O empreendimento, segundo a Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), conta com R$ 465,5 milhões financiados com recursos próprios do estado. O contrato para a construção foi assinado em agosto de 2024, e a empresa responsável pelas obras é o Consórcio Jampa, integrado pela Construtora A. Gaspar S/A e pela Arteleste Construções LTDA. O consórcio foi declarado vencedor de processo licitatório realizado em julho de 2024.
A previsão inicial do governo estadual era concluir os serviços no primeiro trimestre de 2026, segundo registros públicos do projeto. O cronograma e a estimativa de conclusão, entretanto, poderão ser impactados pelas investigações e eventuais paralisações decorrentes do acidente e das apurações de segurança no canteiro de obras.
Impactos locais e perguntas em aberto
Para moradores e usuários da malha viária da Grande João Pessoa, a obra promete reduzir distâncias e oferecer alternativas de tráfego entre vias federais e estaduais. Ainda assim, o episódio expõe preocupações recorrentes sobre segurança em canteiros de obra e fiscalização.
Entre questões que permanecem pendentes e dependem de esclarecimento oficial estão:
- cronograma atualizado da obra após o acidente;
- laudo sobre as causas do desabamento da estrutura de montagem;
- medidas de segurança imediatas e responsabilidades trabalhistas e administrativas envolvendo o consórcio executor.
| Item | Valor / Extensão |
|---|---|
| Investimento | R$ 465,5 milhões |
| Extensão 1ª ponte | ≈ 2 km |
| Extensão 2ª ponte | 480 m |
| Viaduto | 40 m |
Representantes do consórcio e órgãos estaduais responsáveis pela obra foram procurados para esclarecimentos sobre o episódio e sobre as medidas adotadas no canteiro; atualizações oficiais ainda não haviam sido publicadas até a conclusão desta reportagem.
Em uma perspectiva prática, qualquer suspensão temporária ou readequação do canteiro pode afetar prazos, gerar necessidade de reforço na fiscalização de segurança do trabalho e demandar ações de mitigação de impacto para o tráfego regional. Moradores e motoristas da Região Metropolitana de João Pessoa acompanharão as investigações e as decisões das autoridades sobre a continuidade dos serviços.