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Acidente nas obras da 'Ponte do Futuro' mobiliza buscas na Grande João Pessoa

Uma estrutura de montagem desabou em obra do Complexo Rodoviário — projeto que liga BR-230 e BR-101 Norte — deixando feridos e gerando buscas; empreendimento tem investimento de R$ 465,5 milhões.

Acidente nas obras da 'Ponte do Futuro' mobiliza buscas na Grande João Pessoa
©Ilustração IA Fábio Kruger Menezes / we-news.com

Colapso de estrutura provoca feridos e aciona operação de resgate

Uma estrutura de montagem da obra do Complexo Rodoviário conhecido como Ponte do Futuro desabou na manhã desta segunda-feira em trecho de execução dos serviços, segundo apurações locais. A ocorrência, registrada em área da obra em Cabedelo, deixou ao menos dois trabalhadores feridos e mobilizou buscas por um terceiro operário, que chegou a ser informado como desaparecido em relatos iniciais.

"Estrutura metálica foi responsável por feridos e desaparecido na Ponte do Futuro, em Cabedelo"

Fontes locais e veículos que cobriram o fato informaram ainda que, em apuração posterior, houve notícia sobre o encontro de um corpo relacionado ao acidente. As informações, porém, constam em reportagens distintas; as autoridades ainda não divulgaram um balanço oficial consolidado sobre vítimas e circunstâncias finais do episódio no momento desta publicação.

O que é o projeto e como afeta a região metropolitana

O Complexo Rodoviário tem a proposta de integrar os municípios de Cabedelo, Lucena e Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo a documentação do projeto, são previstas duas pontes e obras de prolongamento e adequação de vias que prometem alterar o fluxo viário entre a BR-230 e a BR-101 Norte.

Dados do projeto apontam as principais características do empreendimento:

  • Primeira ponte: cerca de 2 quilômetros de extensão, com início a partir do quilômetro 9,64 da BR-230;
  • Segunda ponte: 480 metros sobre o Rio da Guia, em Lucena;
  • Faixas e infraestrutura: pista de 7,2 metros, passeio de 3,3 metros, ciclovia de 2,5 metros e acostamento de 2,5 metros;
  • Viaduto: passagem de 40 metros sobre a linha férrea;
  • Prolongamento da PB-011 por 5 quilômetros até o entroncamento com a PB-019 e adequação de trecho da PB-025 com 500 metros até a BR-101.

Investimento, contrato e execução

O empreendimento, segundo a Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), conta com R$ 465,5 milhões financiados com recursos próprios do estado. O contrato para a construção foi assinado em agosto de 2024, e a empresa responsável pelas obras é o Consórcio Jampa, integrado pela Construtora A. Gaspar S/A e pela Arteleste Construções LTDA. O consórcio foi declarado vencedor de processo licitatório realizado em julho de 2024.

A previsão inicial do governo estadual era concluir os serviços no primeiro trimestre de 2026, segundo registros públicos do projeto. O cronograma e a estimativa de conclusão, entretanto, poderão ser impactados pelas investigações e eventuais paralisações decorrentes do acidente e das apurações de segurança no canteiro de obras.

Impactos locais e perguntas em aberto

Para moradores e usuários da malha viária da Grande João Pessoa, a obra promete reduzir distâncias e oferecer alternativas de tráfego entre vias federais e estaduais. Ainda assim, o episódio expõe preocupações recorrentes sobre segurança em canteiros de obra e fiscalização.

Entre questões que permanecem pendentes e dependem de esclarecimento oficial estão:

  • cronograma atualizado da obra após o acidente;
  • laudo sobre as causas do desabamento da estrutura de montagem;
  • medidas de segurança imediatas e responsabilidades trabalhistas e administrativas envolvendo o consórcio executor.
Item Valor / Extensão
Investimento R$ 465,5 milhões
Extensão 1ª ponte ≈ 2 km
Extensão 2ª ponte 480 m
Viaduto 40 m

Representantes do consórcio e órgãos estaduais responsáveis pela obra foram procurados para esclarecimentos sobre o episódio e sobre as medidas adotadas no canteiro; atualizações oficiais ainda não haviam sido publicadas até a conclusão desta reportagem.

Em uma perspectiva prática, qualquer suspensão temporária ou readequação do canteiro pode afetar prazos, gerar necessidade de reforço na fiscalização de segurança do trabalho e demandar ações de mitigação de impacto para o tráfego regional. Moradores e motoristas da Região Metropolitana de João Pessoa acompanharão as investigações e as decisões das autoridades sobre a continuidade dos serviços.

Fábio Kruger Menezes
Fábio IA Editor de Cidades online

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