Obras e objetivos
A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) São Gonçalo passa por um programa de modernização e ampliação com investimento global estimado em R$ 120 milhões. Segundo a concessionária responsável, as intervenções devem beneficiar cerca de 300 mil pessoas e elevar a capacidade média de tratamento para aproximadamente 52 milhões de litros por dia.
O trabalho em curso inclui a construção de dois novos tanques de aeração, a instalação de um decantador secundário e a substituição e automação de equipamentos, bombas e motores. A fase atual representa um aporte de cerca de R$ 57 milhões e tem previsão de conclusão para julho de 2027, conforme informações divulgadas pela concessionária Águas do Rio.
Impactos previstos
A ampliação da ETE é apresentada pelos responsáveis como um instrumento para reduzir o volume de esgoto sem tratamento que chega aos corpos d’água e, dessa forma, integrar as ações de recuperação da Baía de Guanabara. Além do ganho ambiental, a expansão também tem desdobramentos em saúde pública e na infraestrutura urbana, já que beneficia bairros que dependem do sistema municipal de esgotamento.
"a unidade terá capacidade média para tratar cerca de 52 milhões de litros de esgoto por dia"
Outra vertente do projeto é a produção de água de reúso. A ETE, após a modernização, poderá fornecer água tratada para o Complexo de Energias Boa Ventura, reduzindo o consumo de água potável em atividades industriais e contribuindo para a conservação de recursos hídricos.
Etapas e conexões com a rede
As obras integram um conjunto maior de intervenções no sistema de esgotamento sanitário do município. Entre as iniciativas correlatas está a implantação do chamado coletor em tempo seco, destinado a interceptar, em períodos sem chuva, o esgoto lançado irregularmente na rede de drenagem e conduzi‑lo para tratamento. A concessionária informa que mais de 60% das redes previstas para esse coletor já foram implantadas.
Além disso, está em construção uma segunda unidade de captação às margens do Rio Brandoas, que deve ampliar a coleta e o encaminhamento de efluentes para tratamento adequado. Esses elementos mostram que a modernização da ETE não é obra isolada, mas parte de um arranjo de infraestrutura pensado para aumentar a cobertura e eficiência do saneamento no município.
Dados principais
| Item | Valor / prazo |
|---|---|
| Investimento total estimado | R$ 120 milhões |
| Valor da fase atual | R$ 57 milhões |
| Capacidade média prevista | 52 milhões de litros/dia |
| Pessoas beneficiadas (estimativa) | ~300 mil |
| Previsão de conclusão da etapa atual | julho de 2027 |
Consequências locais e próximas etapas
Para moradores de São Gonçalo, a ampliação da capacidade de tratamento pode significar redução de odores, menores riscos sanitários em áreas ribeirinhas e melhoria na qualidade de água de córregos e canais que deságuam na Baía de Guanabara. Na esfera econômica, o fornecimento de água de reúso ao Complexo de Energias Boa Ventura pode reduzir custos operacionais e incentivar práticas industriais mais sustentáveis.
- Ampliação visa diminuir lançamento de esgoto sem tratamento nos corpos d’água.
- Obras envolvem automação e modernização de equipamentos, além de novas estruturas físicas.
- O projeto integra outras obras de saneamento, como o coletor em tempo seco e nova captação no Rio Brandoas.
A Águas do Rio afirma que as ações são parte de um esforço contínuo para ampliar a cobertura e a eficiência do saneamento em São Gonçalo. A execução dentro do cronograma e a efetiva integração das novas estruturas com a rede existente serão determinantes para que os benefícios ambientais e de saúde pública se concretizem nos próximos anos.