Oficinas analisam diagnóstico e definem próximos passos para a RLV
O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) coordenou entre junho e julho de 2026 uma série de oficinas com representantes da Comissão Estadual para o Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CEDODS) com o objetivo de consolidar a Revisão Local Voluntária (RLV) do Estado do Rio de Janeiro. O trabalho busca mapear avanços, lacunas e oportunidades na implementação da Agenda 2030 no território fluminense.
Durante a etapa realizada na capital, técnicos e gestores das secretarias estaduais analisaram de forma colaborativa o diagnóstico preliminar preparado para a RLV. A ação teve caráter consultivo e visou correlacionar as metas do Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social com os ODS, bem como confrontar iniciativas em curso ou planejadas com indicadores e informações coletadas por formulário.
"O que fizemos? Onde estamos? E para onde vamos?"
Essas três perguntas orientaram as discussões e serviram para que os participantes apresentassem contribuições a partir das ações já desenvolvidas em suas áreas de atuação. Segundo o material do processo, a proposta é construir um instrumento de monitoramento que reflita não apenas resultados, mas também desafios e oportunidades para acelerar o alcance das metas dos ODS no estado.
Ampliação da participação municipal nas próximas etapas
Após a fase com representantes estaduais, o processo entra em nova etapa: o Ciclo de Oficinas Regionais da Revisão Local Voluntária, que percorrerá as nove regiões hidrográficas do estado. A ideia anunciada é ampliar a participação dos municípios e incorporar diferentes perspectivas locais ao diagnóstico final.
- Período das oficinas estaduais: junho a julho de 2026;
- Objetivo: verificar correlação entre Plano Estratégico e Agenda 2030 e revisar indicadores;
- Próxima etapa: oficinas regionais nas nove regiões hidrográficas para engajar municípios.
A participação das secretarias estaduais foi destacada como essencial para mapear ações setoriais e identificar indicadores compatíveis com a RLV. O enfoque colaborativo pretende evitar sobreposição de políticas e gerar um retrato mais fiel das prioridades e dos entraves locais, em particular nas áreas de desenvolvimento social, econômico e gestão de recursos hídricos.
| Momento | Objetivo |
|---|---|
| Junho–julho de 2026 | Análise situacional com secretarias estaduais e diagnóstico preliminar |
| Próxima etapa | Ciclo de Oficinas Regionais nas nove regiões hidrográficas para ampliar participação municipal |
Implicações para políticas públicas e monitoramento
Para gestores públicos e sociedade civil no Rio de Janeiro, a RLV tem papel prático: além de ser uma ferramenta de prestação de contas internacional, orienta a priorização de políticas e a alocação de recursos com base em indicadores compartilhados. A incorporação das contribuições municipais pretende também tornar o processo mais sensível às diferentes realidades do estado, desde áreas metropolitanas até regiões mais rurais ou com maior pressão sobre mananciais.
O esforço conjunto entre ONU-Habitat e poderes estaduais sinaliza uma agenda de monitoramento continuado, em que dados e diagnósticos servirão de subsídio para futuras ações. Resta agora acompanhar a realização das oficinas regionais e a consolidação das propostas para que a RLV reflita, de fato, um diagnóstico plural e aplicável às necessidades do Rio de Janeiro.