O clássico Rei da Amazônia entre Remo e Paysandu voltará a decidir um título das categorias de base do futebol paraense. Neste domingo (16), as duas equipes confirmaram presença na final da Supercopa Pará Sub-17, em partidas que consolidaram a hegemonia dos clubes na formação de jovens atletas no estado.
Como chegaram à final
O Remo assegurou a vaga ao vencer o Carajás por 2 a 0, jogo realizado no Estádio Rosenão, em Parauapebas. A vitória manteve o aproveitamento perfeito do Leão sob comando de Allyson Costa: segundo o levantamento do clube, são 13 vitórias em 13 partidas entre a Copa Pará Metropolitana e a Supercopa — um saldo que destaca a regularidade do trabalho nas categorias de base.
Do outro lado, o Paysandu teve sequência de confrontos mais longa nas fases finais. Após eliminar o Maracanã fora de casa, o Papão enfrentou o Águia de Marabá na Curuzu. O time bicolor foi para o intervalo vencendo por 2 a 1 e, na segunda etapa, ampliou o placar para fechar o jogo em 4 a 1, garantindo a vaga na decisão com autoridade.
Reedição e importância para as categorias de base
O duelo entre Remo e Paysandu na final da Supercopa será uma reedição da decisão da Copa Pará Metropolitana Sub-17, conquistada recentemente pelo Remo após duas vitórias sobre o rival. A repetição do clássico em finais evidencia a força das estruturas de base dos dois clubes e o impacto dessas competições na formação de atletas jovens no Pará.
Para a comunidade esportiva local, clássicos como o clássico Re-Pa funcionam como vitrine — atletas ganham experiência em jogos de pressão, olheiros observam talentos e as torcidas acompanham um ciclo de renovação que alimenta a elite do futebol estadual e nacional.
Próxima etapa e definição
A partida decisiva será disputada em jogo único. A Federação Paraense de Futebol (FPF) ainda definirá data, horário e local da final. A indefinição burocrática da entidade compete à logística e à organização do calendário estadual, e envolverá também decisões sobre segurança, arbitragem e entrada do público.
- Remo: venceu Carajás por 2 a 0 no Rosenão; aproveitamento de 13 vitórias em 13 jogos entre competições.
- Paysandu: venceu Águia de Marabá por 4 a 1 na Curuzu; eliminou o Maracanã fora de casa nas fases anteriores.
- Final será em jogo único; data e local serão definidos pela FPF.
| Clube | Adversário | Local | Placar |
|---|---|---|---|
| Remo | Carajás | Rosenão (Parauapebas) | 2 x 0 |
| Paysandu | Águia de Marabá | Curuzu (Belém) | 4 x 1 |
Impacto local e formação de jovens na Amazônia
Além do resultado esportivo, as campanhas mostram a centralidade das categorias de base como instrumento social na região amazônica. Em estados como o Pará, competições juvenis movimentam municípios, privilégios de exposição para atletas locais e oportunidades de permanência no esporte profissional. A tradição do Re-Pa nas categorias de base reafirma um circuito de clubes, famílias e comunidades que se mobilizam em torno do futebol jovem.
Ao acompanhar a final da Supercopa Sub-17, clubes, agentes e dirigentes avaliam não só o título, mas também o processo de formação técnica, tática e educativa dos garotos — aspectos que, em contextos amazônicos, dialogam com necessidades de infraestrutura, trânsito entre centros urbanos e cidades do interior, e políticas públicas de incentivo ao esporte juvenil.
A expectativa agora se volta para o anúncio da FPF sobre quando e onde o clássico será disputado. Para as torcidas, trata-se de mais uma oportunidade de celebrar rivalidade histórica e de acompanhar de perto os futuros nomes do futebol do Pará.
Reportagem por Amanda Tembé Guajará, Correspondente no Pará — cobertura comprometida com a Amazônia e seus povos, destacando como o esporte de base integra comunidades e trajetórias juvenis na região.