Uma professora da rede municipal de ensino de Santo André foi agredida por uma mãe de aluno na tarde desta quinta-feira (3) dentro da Emeief (Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental) Carolina Maria de Jesus, segundo relato da própria docente ao Diário do Grande ABC. A vítima, identificada como Bruna Ponce Louzada, 38 anos, atuava como substituta na unidade durante esta semana.
Como ocorreu o conflito
De acordo com Bruna, a sequência de atritos começou um dia antes, na quarta-feira (2), quando a mãe compareceu à escola para reclamar que o filho havia dito ter sido chamado de “burro” por uma professora durante uma prova — acusação que a docente nega. A direção registrou a conversa e ficou acertado que a escola iria ouvir a criança para apurar o ocorrido.
Segundo a professora, relatos de colegas e depoimento do próprio aluno, em seguida, indicaram que a ofensa não teria partido dela, e sim de outro estudante. Ainda segundo Bruna, após a verificação, a família foi acionada para buscar o menino ao final do período, mas não respondeu às tentativas de contato realizadas pela escola. Em novo momento, a mãe retornou à unidade para levar a criança.
Fora da sala, dentro da escola
Bruna relata que estava na porta da sala, acompanhada por outra professora, quando a mulher, já alterada, começou a ofendê-la. "
Eu tentei conversar com ela, falar para ela: ‘Mãe, não foi, não aconteceu nada’". Ainda segundo a docente, ao ser convidada a buscar a direção para tratar do assunto, a mãe se recusou e a discussão evoluiu para agressão física.
“Ela me empurrou na porta da sala, na frente das crianças. Nesse momento, as crianças ficaram bem nervosas, começaram a chorar”, relatou Bruna, conforme reportagem. A agressão ocorreu dentro da sala de aula e deixou os alunos traumatizados naquele momento.
Registro e rotina escolar
A direção da escola registrou a ocorrência inicial e ouviu as crianças para esclarecer as versões. A professora afirma que não é titular daquela turma, mas estava substituindo esta semana. A escola havia atendido ao pedido da mãe para que seu filho não realizasse outra prova, que ocorreu no dia da agressão.
- Vítima: Bruna Ponce Louzada, 38 anos, professora substituta.
- Local: Emeief Carolina Maria de Jesus, Santo André.
- Data: confronto começou em 2 de setembro; agressão ocorreu em 3 de setembro.
Técnica e consequências imediatas
A agressão em ambiente escolar levanta questões sobre medidas de segurança, protocolos de atendimento a conflitos entre famílias e funcionários e proteção às crianças que presenciaram o episódio. A presença de outra docente no momento da agressão, segundo a professora, reduziu o risco de escalada maior, mas não evitou o impacto emocional nas crianças.
| Data | Evento |
|---|---|
| 2 de setembro | Mãe comparece à escola, reclama que filho teria sido chamado de “burro” por professora; direção registra conversa |
| 2 de setembro | Escola decide ouvir a criança e aceita pedido da mãe para que o aluno não faça outra prova |
| 3 de setembro | Mãe retorna no fim do período e, segundo a professora, ofende e empurra a docente durante a saída dos alunos |
Até a última atualização da reportagem, às 14h11, não havia informação pública sobre medida disciplinar ou boletim de ocorrência formal registrado pela direção em relação à agressora. Também não foram divulgados detalhes sobre atendimento médico ou psicológico às crianças presentes.
O episódio reforça o debate sobre convivência nas escolas públicas e a necessidade de protocolos claros para mediação de conflitos entre familiares e profissionais da educação. Autoridades municipais e a Secretaria de Educação de Santo André podem ser acionadas por pais e comunidade para detalhar procedimentos que previnam episódios semelhantes.