A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) desencadeou, nesta quarta-feira (19), mais uma fase da Operação Última Chamada, com cumprimento de mandados de busca e apreensão e fiscalização de estabelecimentos comerciais em cinco municípios: Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Guarapari. A ação local integra uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Alvos da ação e objetivos
No Estado, as diligências têm foco na investigação de crimes relacionados ao roubo, furto e receptação de aparelhos celulares. As equipes também trabalham na localização de pessoas que não compareceram às intimações do projeto Recupera e na verificação da procedência dos aparelhos comercializados por lojas e outros estabelecimentos.
Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, além de fiscalizar vários pontos previstos como alvos. A Superintendência de Polícia Regional Metropolitana (SPRM) coordena as ações no Espírito Santo.
Continuidade do projeto Recupera
A Operação Última Chamada dá sequência ao trabalho do projeto Recupera, iniciativa que visa recuperar telefones com registro de roubo, furto ou extravio e interromper a cadeia criminosa que movimenta aparelhos de origem ilícita. Na etapa anterior, realizada no sábado (15), cerca de 500 pessoas foram intimadas a comparecer à Polícia Civil como parte das investigações.
Segundo a PCES, além de coibir a prática de roubos e furtos, a estratégia inclui o combate aos receptadores e comerciantes que negociam aparelhos sem procedência comprovada. Durante as fiscalizações, os agentes conferem documentos, verificam números de série e procuram possíveis irregularidades na venda.
- Período da operação: de 10 a 19 de agosto, com fases em diferentes dias;
- Cidades fiscalizadas: Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Guarapari;
- Ações no ES: cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, além de diversas fiscalizações;
- Coordenação: SPRM no Espírito Santo e MJSP em âmbito nacional.
Mesmo com o foco policial, a operação tem efeitos práticos sobre o comércio local. Lojistas de celulares e revendedores informais passam por checagens que podem impactar o fluxo de mercadorias e a rotina de estabelecimentos, sobretudo em regiões metropolitanas onde a circulação de aparelhos é mais intensa.
Repercussão no varejo e na segurança pública
Para comerciantes formais, a ação reforça a necessidade de manter controles e documentação das aquisições. Para o setor de segurança pública, a iniciativa busca reduzir a oferta de aparelhos de origem criminosa, desestimulando o ciclo que sustenta roubos e furtos. A articulação entre diferentes Polícias Civis estaduais, coordenada pelo MJSP, amplia a capacidade de atuação em cadeias que envolvem origem, transporte e comercialização de produtos ilícitos.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Mandados cumpridos no ES | 4 |
| Pessoas intimadas na fase anterior | ~500 |
| Período da operação (nacional) | 10 a 19 de agosto |
Autoridades estaduais mantêm silêncio sobre detalhes operacionais que possam comprometer investigações em curso, mas informaram que a operação segue até esta quarta-feira. A mobilização nacional envolve Polícias Civis de diferentes estados, o que permite cruzamento de dados e identificação de rotas e pontos de venda que abastecem o mercado ilegal.
Além do impacto direto sobre o comércio de celulares, ações como essa têm repercussão para a segurança nas ruas: redução da oferta de receptadores tende a diminuir a atratividade econômica do roubo de aparelhos, uma das modalidades de crime contra o patrimônio que afeta especialmente áreas urbanas e corredores comerciais.
Para quem comprou recentemente um aparelho, a recomendação é checar sempre a nota fiscal e o número de série (IMEI) antes da compra e, em caso de qualquer suspeita, procurar a delegacia mais próxima ou utilizar os canais oficiais da PCES para verificação. Comerciantes que forem alvo de fiscalização devem colaborar com as equipes e apresentar a documentação solicitada.
A Operação Última Chamada reflete a ação coordenada entre esferas e a continuidade das iniciativas estaduais contra o roubo e a receptação de celulares. No Espírito Santo, a SPRM segue acompanhando os desdobramentos e a Polícia Civil informou que novas medidas podem ser adotadas conforme as apurações avancem.
Reportagem local com acompanhamento das ações policiais e atenção às comunidades afetadas pelo comércio de eletrônicos e pela violência patrimonial no entorno dos centros urbanos do Estado.