Uma pesquisa realizada pela Quaest entre eleitores do Pará revela vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no cenário de primeiro turno, com 39% das intenções de voto. O levantamento também aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) em segundo lugar, com 28%.
Metodologia e confiança
O estudo ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 25 e 28 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral é PA-07718/2026.
Distribuição das intenções de voto
Além dos dois candidatos à frente, a pesquisa mostra outros nomes com representações menores no eleitorado paraense. Entre os resultados apresentados no levantamento:
- Lula (PT): 39%
- Flávio Bolsonaro (PL): 28%
- Augusto Cury (Avante): 5%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Ronaldo Caiado (PSD): 2%
- Pablo Marçal (PRTB): 2%
- Demais nomes (Samara Martins, Wilson Grassi, Rui Costa Pimenta, Edmilson Costa, Romeu Zema, Clariana Barão, Hertz Dias): 0% a 1%
- Branco/nulo/não vai votar: 5%
- Indecisos: 15%
Cenário alternativo sem Pablo Marçal
O instituto também simulou um quadro sem a presença de Pablo Marçal. Nesse cenário, Lula aparece com 37% e Flávio Bolsonaro com 29%, mantendo a margem de vantagem para o ex-presidente, embora com variação nos percentuais. Outros nomes mantêm fatias pequenas do eleitorado.
Estabilidade e volatilidade do eleitorado
Segundo a pesquisa, 73% dos entrevistados afirmaram que a escolha do candidato já é definitiva. Em contrapartida, cerca de 26% disseram que ainda podem mudar o voto até o dia das eleições, em 4 de outubro. O índice de indecisos no levantamento ficou em 15%, reforçando a existência de parcela relevante de eleitores cujo posicionamento pode ser determinante em cenários mais apertados.
Disputa para o Senado no Pará
No levantamento para a vaga de senador pelo Pará, o ex-governador Helder Barbalho (MDB) aparece na liderança com 23% das intenções de voto. A lista segue com o delegado Éder Mauro (PL) em segundo lugar, com 14%, e Zequinha Marinho (Podemos) com 11%. Outros candidatos têm percentuais menores, conforme os números divulgados pela Quaest.
| Cargo | Principal nome | Percentual |
|---|---|---|
| Presidência | Lula (PT) | 39% |
| Presidência | Flávio Bolsonaro (PL) | 28% |
| Senado (PA) | Helder Barbalho (MDB) | 23% |
Contexto regional e implicações
Os números refletem a dinâmica eleitoral no Pará, um estado marcado por diversidade política e por fortes vínculos entre voto e questões locais, como desenvolvimento regional, pressões sobre territórios tradicionais e demandas por políticas públicas. A liderança de um candidato nacional, nesse sentido, não elimina a relevância da disputa por cadeiras no Congresso e por apoios regionais que podem influenciar a performance no segundo turno.
O que observar até a eleição
Com pouco tempo até o dia 4 de outubro, fatores que podem alterar o panorama incluem a consolidação dos decisores de voto entre os 26% que admitem mudança, a migração de votos de candidatos menores e a intensidade das campanhas locais. A presença de 15% de indecisos sugere espaço para mobilização eleitoral, sobretudo em municípios com histórico de alta abstenção ou de resultados apertados.
O levantamento da Quaest oferece um retrato momentâneo do cenário paraense. As flutuações dentro da margem de erro e as variações em cenários alternativos mostram que a disputa segue aberta, com foco tanto em estratégias nacionais quanto em articulações regionais que podem ser decisivas nos dias finais de campanha.
Reportagem de Amanda Tembé Guajará, correspondente no Pará, com dados da pesquisa Quaest (PA-07718/2026).