A mais recente pesquisa registrada no Pará indica vantagem do candidato Dr. Daniel sobre a governadora Hana Ghassan na disputa pelo governo estadual. O levantamento foi realizado pela Futura Inteligência, registrado sob o número PA-00636/2026, e divulgado nacionalmente no portal Poder 360. Foram ouvidos 1.000 eleitores, com 16 anos ou mais, em 108 municípios entre os dias 17 e 19 de agosto de 2026, por entrevistas telefônicas assistidas por computador.
Resultados principais
No cenário estimulado — quando os entrevistados recebem uma lista de nomes — Dr. Daniel aparece com 43,9% das intenções de voto, enquanto Hana Ghassan soma 30,7%. O índice de indecisos alcança 14,1%, e aqueles que dizem votar em branco, nulo ou em ninguém representam 5,1% do total.
| Candidato | % estimulado |
|---|---|
| Dr. Daniel | 43,9% |
| Hana Ghassan | 30,7% |
| Cléber Rabelo | 3,0% |
| Araceli | 1,9% |
| Gal Leite | 0,9% |
| José Moita | 0,5% |
| Indecisos | 14,1% |
| Branco/Nulo/Ninguém | 5,1% |
Confronto em eventual segundo turno
Em um confronto direto entre os dois nomes mais citados, a vantagem de Dr. Daniel aumenta: ele alcança 52,3% dos votos, contra 36,8% de Hana Ghassan. Nesse cenário, 7,5% permanecem indecisos e 3,4% declaram voto em branco ou nulo. A margem de erro informada pela pesquisa é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Espontânea e grau de indefinição
Quando os nomes não são apresentados (pergunta espontânea), Dr. Daniel também lidera numericamente, citado por 32,4% dos entrevistados, frente a 21,4% de Hana Ghassan. No entanto, chama atenção o percentual de eleitores sem definição: 34,7% responderam que não sabem ou se declararam indecisos na espontânea, o que evidencia espaço de mudança nas próximas semanas de campanha. Outros 7,4% citaram nomes diversos, 3,6% registraram branco, nulo ou ninguém e 0,5% mencionaram Araceli.
Distribuição da amostra e metodologia
O levantamento ouviu mil pessoas em 108 municípios paraenses, por telefone, entre 17 e 19 de agosto. A técnica utilizada foi a de entrevistas assistidas por computador. A cobertura regional ampla busca representar realidades urbanas e do interior, embora a pesquisa não detalhe aqui a distribuição por município ou por estratos socioeconômicos e demográficos.
Implicações para a disputa no Pará
Os números refletem uma vantagem consistente de Dr. Daniel nos cenários apresentados, mas a elevada taxa de indecisos e a presença de votos em branco e nulo indicam que a eleição ainda não está consolidada. Em uma democracia marcada pela diversidade territorial do Pará — com realidades distintas entre capital, áreas metropolitanas, municípios do interior e comunidades tradicionais — a capacidade das campanhas de alcançar eleitores em diferentes contextos pode alterar cenários.
- Vantagem clara no cenário estimulado e ampliação no hipotético segundo turno.
- Alta parcela de indecisos na pergunta espontânea, que pode influenciar resultado final.
- Margem de erro de 3,1 pontos e amostra de 1.000 eleitores, fatores a considerar na interpretação.
Para movimentos sociais, organizações da floresta e lideranças indígenas e ribeirinhas, os resultados serão observados à luz das propostas apresentadas pelos candidatos sobre meio ambiente, desenvolvimento sustentável e direitos territoriais — temas centrais na agenda do Pará. A disputa entre o atual governo e alternativas políticas que se posicionam de modo diferente em relação às políticas ambientais e à gestão de recursos naturais tende a ganhar foco nas próximas semanas.
Com a campanha em curso, resta acompanhar como a polarização regional e a articulação com eleitores do interior, muitas vezes impactados por questões fundiárias, infraestrutura e acesso a serviços públicos, repercutirão nos números. A pesquisa fornece um retrato momentâneo, mas a dinâmica política local continua sujeita a mudanças até a data do pleito.