Seis pessoas foram presas em Uberlândia na última segunda-feira (14) durante operação da Polícia Civil que apura um esquema de golpes envolvendo ofertas de crédito, financiamento e consórcios. Segundo os investigadores, as vítimas eram atraídas por anúncios e propostas que prometiam contemplação rápida ou liberação de recursos mediante pagamento antecipado.
Como funcionava o golpe
De acordo com a Polícia Civil, os contatos se iniciavam por meio de anúncios de veículos em redes sociais, muitas vezes com imagens retiradas de outras plataformas. Em seguida, os interessados eram atendidos com propostas de compra de veículos ou de liberação de crédito, com a promessa de disponibilização rápida de valores. Em casos investigados, consumidores foram direcionados à contratação de consórcios ou a serviços de consultoria, mediante cobrança de valores antecipados.
"Vítimas eram atraídas com propostas de aquisição de veículos ou liberação de crédito, com promessa de contemplação ou disponibilização rápida de valores mediante pagamento de entrada e parcelas"
Durante a ação policial foram identificadas, no momento das prisões, duas vítimas em negociação com as empresas investigadas. Uma delas já havia efetuado pagamento de R$ 900 e estava prestes a quitar o restante de R$ 10 mil. A outra vítima foi impedida de realizar qualquer pagamento devido à intervenção da polícia.
Histórico e investigação
Os investigadores apontam que existem registros anteriores com características semelhantes associadas ao mesmo endereço e aos principais suspeitos. Conforme o relatório preliminar, foram localizados ao menos oito registros relacionados ao local onde houve a intervenção policial, todos em 2026, além de outros registros ligados aos suspeitos nos anos de 2025 e 2026. Essas ocorrências estão em análise para verificar conexão entre os casos e eventual atuação reiterada das empresas envolvidas.
Entre as empresas citadas na investigação estão a MKV Empreendimentos e Consultoria e a Capital Empreendimentos. A Polícia Civil informou que a investigação continua no sentido de mapear o número total de vítimas e apurar o prejuízo global causado pelo esquema.
| Item | Valor |
|---|---|
| Pessoas presas | 6 |
| Registros identificados no endereço | 8 (em 2026) |
| Pagamento citado | R$ 900 e pendência de R$ 10.000 |
Consequências locais e recomendações
Esquemas desse tipo costumam explorar a expectativa de quem busca crédito ou aquisição de veículo com rapidez e costumam se valer de anúncios nas redes sociais para dar aparência de legitimidade. Para moradores de Uberlândia, a investigação reforça a necessidade de cautela: checar histórico da empresa, buscar referências, confirmar registros em órgãos competentes e desconfiar de exigência de pagamentos adiantados sem contrato formal ou garantia documental.
- Verificar a existência de CNPJ e registros fiscais das empresas anunciantes;
- Exigir contratos formais e consultar órgãos de defesa do consumidor em caso de dúvida;
- Desconfiar de promessas de contemplação imediata mediante pagamento antecipado.
A Polícia Civil não divulgou, até o momento, o detalhamento completo sobre a participação de cada preso nem a soma total dos prejuízos causados. As apurações prosseguem para identificar a extensão do esquema e possíveis outras vítimas. Moradores que acreditam ter sido lesados por empresas ou indivíduos ligados ao caso devem procurar a delegacia responsável para registrar ocorrência e colaborar com as investigações.
O episódio coloca em evidência, mais uma vez, a importância de canais institucionais de orientação e denúncia em Uberlândia, cidade que cresce rapidamente e onde operações comerciais por meios digitais têm se tornado rotineiras. A apuração, feita com calma, busca estabelecer se houve atuação reiterada e qual o alcance dos danos financeiros causados aos consumidores locais.