Uma menina de 6 anos relatou à família ter sido agredida por três colegas dentro da Escola Municipal Professora Thereza Falci, no bairro Santa Luzia, em Juiz de Fora. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela mãe, a criança disse ter sido pega no colo contra a própria vontade, arremessada para o alto e ter batido a cabeça ao cair.
Atendimento médico e evolução clínica
Conforme o registro policial, a direção da escola acionou a mãe após constatar que a aluna havia batido a cabeça. Foi informado à mãe, naquela ocasião, que a criança havia caído; gelo foi aplicado no local e a menina aparentava estar bem. Mesmo assim, a mãe levou a filha à UPA Norte para avaliação médica.
Durante o atendimento na unidade de pronto atendimento, a menina desmaiou e apresentou uma convulsão, segundo consta no boletim de ocorrência. Em seguida, ela foi transferida para a Santa Casa para continuidade do atendimento. A mãe informou ao veículo que publicou a ocorrência que a filha já recebeu alta, mas permanece assustada.
Imagens de segurança e versões sobre o episódio
As imagens das câmeras de segurança da escola não confirmaram integralmente a versão inicial narrada pela criança. De acordo com o boletim, as câmeras mostram três crianças, com idades entre 6 e 7 anos, entrando no banheiro logo após a vítima. No entanto, não há equipamentos de vídeo no interior do banheiro, local onde a criança afirma que o episódio ocorreu, o que impede a reconstrução completa do acontecimento a partir das imagens.
Em conversa posterior com a mãe e com a avó, a menina apresentou outra versão sobre os fatos, reiterando que três crianças que não pertencem à sua turma estariam envolvidas. O boletim de ocorrência registra essas divergências entre relatos e imagens.
Medidas adotadas e apuração
A Secretaria de Educação da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) declarou que acompanha a situação, presta suporte à família e realiza uma apuração junto à escola para definir as medidas cabíveis.
"acompanha a situação, presta suporte à família e realiza uma apuração junto à escola para definir as medidas cabíveis"
Entre as providências informadas no boletim e em comunicados oficiais, destacam-se:
- chamada da família pela direção da escola após o incidente;
- registro de ocorrência policial e encaminhamento para atendimento médico;
- verificação de imagens de circuito interno e identificação de lacunas na cobertura das câmeras (ausência de imagem no interior do banheiro);
- acompanhamento por parte da Secretaria de Educação e oferta de suporte à família.
Contexto e implicações locais
Casos envolvendo violência entre crianças em ambiente escolar costumam gerar debates sobre segurança, supervisão e estruturação de espaços comuns, especialmente em unidades de ensino fundamentais. Em Juiz de Fora, episódios dessa natureza mobilizam a comunidade escolar — pais, professores e gestores — e cobram maior clareza sobre protocolos de proteção e atendimento imediato.
As imagens de câmeras externas que registraram a entrada de três crianças no banheiro indicam que houve movimentação no local, mas a ausência de registro interno limita a apuração técnica. As autoridades municipais agora têm a tarefa de conciliar os relatos familiares com os elementos objetivos disponíveis, além de avaliar eventuais medidas disciplinares e educativas envolvendo alunos e servidores.
| Item | Descrição |
|---|---|
| Local | Escola Municipal Professora Thereza Falci, bairro Santa Luzia |
| Vítima | Menina, 6 anos (recebeu alta da Santa Casa) |
| Suspeitos | Três crianças, entre 6 e 7 anos, segundo imagens |
| Atendimento | UPA Norte; transferência para a Santa Casa |
| Ação da prefeitura | Acompanhamento à família e apuração junto à escola |
O caso segue em investigação administrativa pela Secretaria de Educação e foi registrado em boletim de ocorrência. Moradores e responsáveis por alunos da rede municipal acompanham a apuração com expectativa por esclarecimentos e por medidas que aumentem a segurança dentro das escolas.
Relatórios e decisões resultantes da apuração da pasta municipal ainda não foram divulgados publicamente. A possibilidade de medidas pedagógicas, disciplinares ou de revisão de rotinas de supervisão e monitoramento será definida conforme o desenrolar das investigações e da análise das imagens e depoimentos.