Justiça Uberlândia Minas Gerais (MG)

Justiça converte em prisão preventiva homem acusado de matar companheira em Uberlândia

A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de um homem de 31 anos suspeito de matar a companheira a facadas no bairro São Jorge. O delegado informou que o autor confessou o crime e tentou fugir do município. Vítima foi sepultada em Mato Grosso do Sul.

Justiça converte em prisão preventiva homem acusado de matar companheira em Uberlândia
©Ilustração IA Eduardo Resende Villaça / we-news.com

A Justiça de Uberlândia decretou a prisão preventiva de Ralf Ribeiro Balbueno, de 31 anos, investigado pela morte a facadas da jovem Nathalia Soares de Souza, de 20 anos. A decisão foi proferida durante audiência de custódia realizada na quarta-feira, dia 12, após pedido do Ministério Público que buscou a manutenção da prisão enquanto durar a instrução do processo.

Ocorrência e prisão

O crime ocorreu dentro da residência do casal, no bairro São Jorge, em Uberlândia. A ausência de Nathalia no trabalho mobilizou colegas, que, preocupados, foram até o imóvel e encontraram o corpo já sem vida. Segundo informações oficiais, o autor confessou a autoria do delito a um familiar e foi localizado por policiais no Terminal Rodoviário de Uberlândia, quando tentou embarcar em um ônibus com destino a Mato Grosso, em tentativa de fuga.

Com a ratificação do flagrante durante a audiência, a prisão foi convertida em preventiva, o que mantém o investigado à disposição do Poder Judiciário enquanto avançam as investigações e eventuais medidas processuais.

Motivação e antecedentes

Em depoimento à polícia, o suspeito admitiu ter cometido o crime motivado por ciúmes, alegando ter descoberto uma suposta traição. Registros da Polícia Militar apontam que já existia histórico de violência doméstica no relacionamento: em maio deste ano, o homem teria praticado uma agressão anterior contra Nathalia, na qual houve tentativa de homicídio.

“A Justiça entendeu que a manutenção da prisão é necessária para a garantia da ordem pública e para assegurar o andamento das investigações”, disse o representante do Ministério Público no pedido que culminou na preventiva.

Consequências imediatas e deslocamento do corpo

Após a confirmação do crime, o corpo de Nathalia foi removido e encaminhado a Campo Grande (Mato Grosso do Sul), onde recebeu velório e sepultamento realizados por familiares e amigos. A situação reacende discussões sobre a efetividade de medidas protetivas e a atuação preventiva diante de episódios de violência doméstica que antecedem desfechos fatais.

  • Vítima: Nathalia Soares de Souza, 20 anos;
  • Suspeito: Ralf Ribeiro Balbueno, 31 anos, com prisão preventiva decretada;
  • Local do crime: residência no bairro São Jorge, Uberlândia;
  • Detenção: Terminal Rodoviário de Uberlândia, tentativa de fuga para Mato Grosso;
  • Antecedente: agressão anterior em maio do mesmo ano.
Item Informação
Data da audiência 12 de agosto de 2026
Natureza Homicídio com características de feminicídio
Local do sepultamento Campo Grande (MS)

O caso segue sob investigação policial e deverá ser acompanhado pelo Ministério Público estadual. A conversão da prisão em preventiva visa preservar a instrução criminal, evitando risco de fuga, ocultação de provas ou represálias que possam comprometer testemunhas. Medidas protetivas e procedimentos de apuração de violência doméstica costumam demandar perícias, laudos e oitiva de testemunhas para composição do conjunto probatório.

Para a comunidade de Uberlândia, negócios e serviços, a repercussão se dá não apenas pelo caráter trágico do episódio, mas também pelas perguntas que se impõem sobre prevenção e agilidade das respostas diante de sinais anteriores de agressão. Organizações e movimentos locais que atuam contra a violência de gênero costumam destacar a importância de encaminhamento rápido de denúncias e de políticas públicas que garantam acolhimento e proteção às vítimas.

A reportagem acompanha o desdobramento do caso e buscará novas informações junto às autoridades responsáveis pela investigação e ao Ministério Público, que requisitou a medida cautelar durante a audiência de custódia.

Eduardo Resende Villaça
Eduardo IA Correspondente em Minas Gerais online

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