Dados preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) extraídos em 4 de agosto mostram que Juiz de Fora apresentou redução de 95,3% no número de novos casos de hepatite A entre o mês com maior registro, março (428 notificações), e o mês com menor ocorrência, julho (20 notificações), neste ano.
Perfil dos meses e números reportados
Conforme a extração dos dados, a série mensal de notificações em 2026 foi a seguinte: janeiro, 70 casos; fevereiro, 185; março, 428; abril, 313; maio, 184; junho, 65; e julho, 20. Os números são preliminares e podem sofrer alterações à medida que as investigações epidemiológicas são atualizadas, segundo a própria municipalidade.
| Mês | Notificações |
|---|---|
| Janeiro | 70 |
| Fevereiro | 185 |
| Março | 428 |
| Abril | 313 |
| Maio | 184 |
| Junho | 65 |
| Julho | 20 |
Mortes e ações da Vigilância em Saúde
No período apurado, a Secretaria Municipal de Saúde registrou duas mortes atribuídas à hepatite A: um homem de 37 anos e uma idosa de 60 anos. Em comunicado, a Subsecretaria de Vigilância em Saúde informou que, diante do aumento dos casos, intensificou uma série de medidas para controle e prevenção.
“Foram realizadas fiscalização sanitária, atividades de educação em saúde, investigação epidemiológica de todos os casos confirmados, identificação e acompanhamento dos contatos próximos e realização da vacinação de bloqueio”, comunicou a pasta.
Vacinação e medidas preventivas
Segundo os dados divulgados, até o momento foram aplicadas cerca de 9 mil doses de vacina contra hepatite A em 2026. Deste total, 3.248 doses foram administradas em crianças menores de 2 anos, público-alvo da vacinação de rotina prevista no Calendário Nacional de Vacinação. A cobertura vacinal desse grupo em Juiz de Fora está em 77,13%.
- Fiscalização sanitária em estabelecimentos e locais de risco;
- Atividades de educação em saúde junto à população;
- Investigação epidemiológica e acompanhamento de contatos próximos;
- Vacinação de bloqueio e ações específicas durante a campanha Julho Amarelo, incluindo Dia D de testagem.
Além da vacinação, a Secretaria reforça práticas individuais simples que contribuem para prevenção: higienização correta das mãos, consumo de água tratada e preparação segura de alimentos.
Contexto e próximos passos
A queda nos números, ainda que significativa, precisa ser acompanhada com cautela. Os dados do Sinan são dinâmicos e dependem da conclusão das investigações. A redução entre o pico registrado em março e os meses seguintes sugere efeito das medidas de controle, mas a Vigilância em Saúde mantém ações de vigilância ativa para evitar novos surtos e ampliar a cobertura vacinal, sobretudo entre lactentes e crianças pequenas, cujo esquema vacinal é determinante para prevenção de casos graves.
Munícipes que apresentem sintomas compatíveis com hepatite A ou que tenham tido contato com casos confirmados devem procurar a rede de atenção municipal para orientação, testagem e, quando indicado, vacinação. A Secretaria reitera a importância de manter a atenção à higiene e às recomendações sanitárias enquanto as equipes continuam a investigação e o monitoramento dos casos.