Concentração, cortejo e homenagem aos 50 anos do Miss Brasil Gay
Juiz de Fora recebeu, no domingo (23), a 15ª Parada LGBTQIA+, que ocupou as ruas do Centro com música, atividades culturais e demandas por direitos. A concentração começou ao meio-dia na Praça Deputado Clodesmidt Riani (antiga Praça Riachuelo), nas proximidades da estátua do Zé Kodak, e a saída do cortejo ocorreu por volta das 15h30.
O trajeto seguiu pela avenida Rio Branco até a Catedral Metropolitana, em um evento que encerrou a semana de programação dedicada à população LGBTQIA+ na cidade. A edição deste ano trouxe o tema
"50 anos existindo, 2026 decidindo", referência aos 50 anos do Miss Brasil Gay e à celebração da presença e da participação cidadã nos espaços públicos.
Programação musical e convidados
A programação musical foi dividida em dois trios, que reuniram artistas locais e de outras regiões e marcaram o encerramento das atividades da semana. Também esteve presente a representante eleita Miss Brasil Gay 2026, Allessa Paes, conforme divulgado pela organização.
- Trio Miss Brasil Gay: Diveras, DJ Fontz, Alma Quimera e DJ Dan.
- Trio ASTRA / Baile do Manifesto Convida Clube Contra: Apollo, Plínio, Amanda Fie, Natik, Beire, Crraudio, Leona Souki (de Belo Horizonte) e B2B Contra.
Centro de Referência para direitos humanos LGBTQIA+
Durante a programação, os organizadores divulgaram que Juiz de Fora terá um Centro de Referência de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos voltado à população LGBTQIA+, com inauguração prevista para novembro. Segundo a Prefeitura, o edital para implantação foi divulgado em maio; detalhes sobre funcionamento e instalações deverão ser apresentados posteriormente.
| Item | Informação |
|---|---|
| Data do evento | 23 de agosto de 2026 |
| Concentração | Praça Deputado Clodesmidt Riani, às 12h |
| Saída do cortejo | Por volta das 15h30, pela avenida Rio Branco |
| Destino | Catedral Metropolitana |
| Previsão de inauguração do centro | Novembro de 2026 (divulgado pela organização / Prefeitura) |
Contexto local e implicações
A Parada, que chega à sua 15ª edição em Juiz de Fora, articula de maneira simbólica e prática a ocupação dos espaços públicos pela cidadania LGBTQIA+. Trata-se de um momento de visibilidade que combina celebração cultural e reivindicações por políticas públicas específicas — como o Centro de Referência anunciado — e pela ampliação de garantias de direitos para travestis, transexuais, transgêneros, pessoas não-binárias, intersexo, assexuais e outras identidades da comunidade.
Em uma cidade com tradição de eventos cívicos e culturais no Centro, a Parada também chama atenção para a logística urbana: fechamento de vias, presença de trios elétricos e concentração de público que exige articulação prévia entre organizadores, Prefeitura e forças de segurança. A divulgação de um equipamento público dedicado à promoção e defesa de direitos sinaliza uma resposta institucional às demandas longamente expressas por movimentos e coletivos locais.
Fontes participantes da organização e comunicados oficiais informaram a participação de artistas e a relação com o Miss Brasil Gay 2026, sem, contudo, detalhar ainda a estrutura final do Centro de Referência. A perspectiva de inauguração em novembro cria expectativa sobre prazos e o conteúdo dos serviços que serão oferecidos.
Próximos passos
Organizadores e Prefeitura prometeram divulgar mais informações sobre o Centro de Referência nas próximas semanas. A comunidade e interessados deverão acompanhar comunicados oficiais para saber sobre endereços, horários de funcionamento e a oferta de serviços de acolhimento, proteção e promoção de direitos.
O evento em Juiz de Fora integrou a pauta regional sobre diversidade e direitos humanos, reforçando o papel das manifestações culturais como espaços de visibilidade e como instrumentos para reivindicação de políticas públicas locais.