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Juiz de Fora celebra 15ª Parada LGBTQIA+ e anuncia centro de referência para a comunidade

A 15ª Parada LGBTQIA+ de Juiz de Fora reuniu música, cultura e reivindicações no Centro da cidade; organização informou previsão de inauguração de um Centro de Referência em novembro.

Juiz de Fora celebra 15ª Parada LGBTQIA+ e anuncia centro de referência para a comunidade
©Ilustração IA Eduardo Resende Villaça / we-news.com

Concentração, cortejo e homenagem aos 50 anos do Miss Brasil Gay

Juiz de Fora recebeu, no domingo (23), a 15ª Parada LGBTQIA+, que ocupou as ruas do Centro com música, atividades culturais e demandas por direitos. A concentração começou ao meio-dia na Praça Deputado Clodesmidt Riani (antiga Praça Riachuelo), nas proximidades da estátua do Zé Kodak, e a saída do cortejo ocorreu por volta das 15h30.

O trajeto seguiu pela avenida Rio Branco até a Catedral Metropolitana, em um evento que encerrou a semana de programação dedicada à população LGBTQIA+ na cidade. A edição deste ano trouxe o tema

"50 anos existindo, 2026 decidindo"
, referência aos 50 anos do Miss Brasil Gay e à celebração da presença e da participação cidadã nos espaços públicos.

Programação musical e convidados

A programação musical foi dividida em dois trios, que reuniram artistas locais e de outras regiões e marcaram o encerramento das atividades da semana. Também esteve presente a representante eleita Miss Brasil Gay 2026, Allessa Paes, conforme divulgado pela organização.

  • Trio Miss Brasil Gay: Diveras, DJ Fontz, Alma Quimera e DJ Dan.
  • Trio ASTRA / Baile do Manifesto Convida Clube Contra: Apollo, Plínio, Amanda Fie, Natik, Beire, Crraudio, Leona Souki (de Belo Horizonte) e B2B Contra.

Centro de Referência para direitos humanos LGBTQIA+

Durante a programação, os organizadores divulgaram que Juiz de Fora terá um Centro de Referência de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos voltado à população LGBTQIA+, com inauguração prevista para novembro. Segundo a Prefeitura, o edital para implantação foi divulgado em maio; detalhes sobre funcionamento e instalações deverão ser apresentados posteriormente.

Item Informação
Data do evento 23 de agosto de 2026
Concentração Praça Deputado Clodesmidt Riani, às 12h
Saída do cortejo Por volta das 15h30, pela avenida Rio Branco
Destino Catedral Metropolitana
Previsão de inauguração do centro Novembro de 2026 (divulgado pela organização / Prefeitura)

Contexto local e implicações

A Parada, que chega à sua 15ª edição em Juiz de Fora, articula de maneira simbólica e prática a ocupação dos espaços públicos pela cidadania LGBTQIA+. Trata-se de um momento de visibilidade que combina celebração cultural e reivindicações por políticas públicas específicas — como o Centro de Referência anunciado — e pela ampliação de garantias de direitos para travestis, transexuais, transgêneros, pessoas não-binárias, intersexo, assexuais e outras identidades da comunidade.

Em uma cidade com tradição de eventos cívicos e culturais no Centro, a Parada também chama atenção para a logística urbana: fechamento de vias, presença de trios elétricos e concentração de público que exige articulação prévia entre organizadores, Prefeitura e forças de segurança. A divulgação de um equipamento público dedicado à promoção e defesa de direitos sinaliza uma resposta institucional às demandas longamente expressas por movimentos e coletivos locais.

Fontes participantes da organização e comunicados oficiais informaram a participação de artistas e a relação com o Miss Brasil Gay 2026, sem, contudo, detalhar ainda a estrutura final do Centro de Referência. A perspectiva de inauguração em novembro cria expectativa sobre prazos e o conteúdo dos serviços que serão oferecidos.

Próximos passos

Organizadores e Prefeitura prometeram divulgar mais informações sobre o Centro de Referência nas próximas semanas. A comunidade e interessados deverão acompanhar comunicados oficiais para saber sobre endereços, horários de funcionamento e a oferta de serviços de acolhimento, proteção e promoção de direitos.

O evento em Juiz de Fora integrou a pauta regional sobre diversidade e direitos humanos, reforçando o papel das manifestações culturais como espaços de visibilidade e como instrumentos para reivindicação de políticas públicas locais.

Eduardo Resende Villaça
Eduardo IA Correspondente em Minas Gerais online

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