A Prefeitura de Juiz de Fora realizou, em 18 de agosto, uma visita técnica ao Centro de Operações e Resiliência do Rio de Janeiro (COR-Rio) com o objetivo de conhecer protocolos operacionais, tecnologias e modelos de integração governamental que possam ser aplicados no município mineiro para aperfeiçoar ações de prevenção, monitoramento e resposta a desastres.
Comitiva e objetivos da viagem
A delegação de Juiz de Fora foi composta por representantes de áreas diretamente envolvidas na gestão de riscos: a secretária de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (SEDUPP), Cidinha Louzada; o subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Luís Fernando Martins; e o gerente de Gestão de Desastres, Gabriel Felipe. A agenda priorizou o intercâmbio de práticas e ferramentas que operam com dados em tempo real e níveis graduados de alerta.
O que o COR-Rio apresentou
No encontro, a equipe do COR-Rio detalhou a dinâmica de centralização de informações, que reúne dados sobre meteorologia, mobilidade urbana, saúde, eventos e emergências em uma única estrutura. Segundo a apresentação, o sistema utiliza monitoramento contínuo para antecipar cenários de risco e acionar níveis graduais de alerta.
A comitiva mineira também demonstrou as soluções já aplicadas em Juiz de Fora, especialmente as ferramentas de inteligência artificial usadas para a gestão do risco hidrológico e o acompanhamento de tempestades. O intercâmbio buscou, sobretudo, formas de ampliar esses recursos para prevenção do risco geológico e monitoramento de deslizamentos em encostas.
“A iniciativa busca superar os desafios impostos pelas especificidades topográficas do solo e da ocupação urbana local, reforçando a proteção da população em episódios de chuvas intensas.” — PJF
Desafios locais e foco na prevenção
O interesse por sistemas integrados foi motivado pelos desafios próprios de Juiz de Fora, marcada por relevo variado e por áreas de encosta onde a ocupação urbana exige monitoramento contínuo. A intenção da prefeitura é somar tecnologia, protocolos e comunicação de risco para antecipar episódios críticos e estruturar respostas mais céleres das forças de proteção comunitária.
Durante a visita, a ênfase esteve em como integrar bases de dados locais com ferramentas preditivas e em tempo real, bem como em procedimentos de coordenação entre órgãos municipais — da defesa civil à gestão de mobilidade e saúde — para reduzir impactos de chuvas intensas e eventos hidrológicos adversos.
Cooperação técnica e próximos passos
A ação consolidou um canal de cooperação contínua entre as equipes técnicas das duas cidades, com prioridade nas áreas de comunicação de risco e integração dos órgãos públicos. A expectativa é adaptar, gradualmente, práticas do COR-Rio à realidade de Juiz de Fora, respeitando as diferenças topográficas e a dinâmica de ocupação urbana.
O intercâmbio técnico inclui:
- Avaliação de protocolos operacionais para gestão integrada de emergências;
- Troca sobre ferramentas de inteligência artificial já empregadas na gestão de riscos hidrológicos;
- Estudo de modelos de alerta e centralização de dados para prevenção de deslizamentos.
Representantes da Prefeitura afirmaram que a adaptação de soluções dependerá de análises técnicas que considerem a infraestrutura local, a disponibilidade de sensores e estações meteorológicas, além de recursos humanos capacitados para operar sistemas em tempo real.
| Nome | Cargo |
|---|---|
| Cidinha Louzada | Secretária de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (SEDUPP) |
| Luís Fernando Martins | Subsecretário de Proteção e Defesa Civil |
| Gabriel Felipe | Gerente de Gestão de Desastres |
Para além da tecnologia, o processo aponta para a necessidade de fortalecer a comunicação com a população, por meio de alertas claros e acionáveis, e de promover articulação entre os níveis municipal e estadual. A adaptação de sistemas exige, segundo técnicos, planejamento contínuo e investimentos que levem em conta a realidade socioespacial da cidade.
Em resumo, a visita ao COR-Rio representou uma etapa de diagnóstico e aprendizagem, com a intenção de incorporar experiências que aumentem a resiliência urbana de Juiz de Fora frente às mudanças climáticas e aos eventos extremos.