Fafá de Belém completou 70 anos enquanto relembrou publicamente uma fase dura de sua vida — uma crise aguda de síndrome de burnout que, segundo a própria cantora, a levou à internação no ano passado. Em entrevista ao programa Fantástico, acompanhando as celebrações do seu aniversário, ela disse ter passado por um “negócio complexo” e descreveu as mudanças de rotina que adotou desde então.
Internação e retomada do cuidado
Ao recordar o episódio, Fafá explicou que viveu um pico de estresse que a fez “desconectar”. A partir dessa experiência, ela retomou práticas que considera essenciais à recuperação: voltou a fazer terapia e a meditar. Em suas palavras, foi um aprendizado sobre a necessidade de cuidar de si mesma, especialmente na idade que completa agora.
“Foi um negócio complexo, fui internada”, disse a cantora ao recordar a crise. “Eu desconectei. Estava num pico de estresse.”
Mesmo ao falar das dificuldades, a cantora deixou clara sua disposição para seguir ativa. Ela rejeitou a ideia de aposentadoria e descartou a possibilidade de “desacelerar” de forma definitiva. “Desacelerar? Nem pensar. Eu só tenho 70 anos (risos)”, afirmou, sinalizando desejo de continuidade na vida artística.
História, arte e escolhas pessoais
Na conversa com a repórter Jalília Messias, Fafá também usou tom pessoal para avaliar sua trajetória: disse olhar para trás com satisfação pelo que construiu e com expectativa sobre o que ainda há por fazer. Em meio aos ritos da festa, houve um momento lúdico: a artista foi transformada em princesa à meia-noite, lembrando exceptivas e brincadeiras que marcaram a celebração.
- Idade: 70 anos.
- Problema de saúde relatado: crise aguda de síndrome de burnout e internação no ano anterior.
- Medidas de autocuidado: retomada de terapia e meditação.
Fafá também comentou aspectos de sua vida pessoal e escolhas que marcaram a carreira: revelou que a música não era inicialmente seu plano — queria ser psicóloga — e mencionou apoio familiar na formação de sua trajetória artística. A artista falou ainda sobre expectativas sociais em relação às mulheres e seu posicionamento diante delas, reforçando a ideia de autonomia.
Relevância para o Pará e a Amazônia
Como figura que carrega o nome de Belém e do Pará na voz, a trajetória de Fafá reverbera na região. Sua declaração sobre sofrimento psíquico e a forma como buscou ajuda pública abrem espaço para debates importantes no estado e na região Norte: acesso a serviços de saúde mental, estigma em torno de doenças relacionadas ao trabalho e estratégias de autocuidado entre profissionais de alta exposição pública e comunitária.
| Aspecto | Constatação |
|---|---|
| Evento | Entrevista ao Fantástico e festa de aniversário |
| Situação de saúde | Crise de burnout com internação |
| Práticas adotadas | Terapia e meditação |
A presença de Fafá no diálogo público, seja celebrando a carreira ou relatando vulnerabilidades, é simbólica para as comunidades que vêem na artista a projeção cultural da região. Para além do gesto afetivo que envolve aniversários e homenagens, o relato sobre saúde mental pode contribuir para reduzir preconceitos e ampliar a busca por tratamento adequado no Pará.
Ao recusar a aposentadoria e afirmar que ainda há muito por construir, Fafá reafirma sua ligação com o público e com a cena cultural do Norte. A experiência do burnout, confessada com franqueza, serve também como lembrança de que artistas e agentes culturais, em especial os que representam regiões periféricas culturalmente ricas como a Amazônia, enfrentam pressões que merecem atenção coletiva e políticas públicas voltadas ao bem-estar.