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Empresas do Triângulo relatam não pagamento em obras do Aeroporto de Uberlândia

Empresas locais afirmam não ter recebido por serviços na ampliação do aeroporto; audiência pública na ALMG vai debater responsabilidades e riscos para fornecedores.

Empresas do Triângulo relatam não pagamento em obras do Aeroporto de Uberlândia
©Ilustração IA Eduardo Resende Villaça / we-news.com

Auditoria política e efeitos locais

Empresas do Triângulo Mineiro afirmam ter ficado sem receber por serviços e fornecimentos prestados na obra de expansão do Aeroporto de Uberlândia. A situação motivou a convocação de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para apurar o suposto descumprimento de obrigações da construtora contratada para executar parte do empreendimento.

O confronto de versões coloca em debate a relação entre a concessionária responsável pelo aeroporto, a contratada pela obra e os fornecedores locais, além de levantar preocupações sobre os impactos econômicos para pequenas e médias empresas da região.

Quem reclama — e o que está em discussão

Segundo o requerimento que pediu a audiência, empresas do Triângulo Mineiro contratadas ou subcontratadas pela empreiteira apontada como responsável pela execução das obras dizem não ter recebido pelos serviços prestados ou por materiais fornecidos. Entre as empresas citadas estão a Trust Construtora, a MAtrh Engenharia e Construção e a IPR Sondagens e Perfuração.

  • Denúncia: falta de pagamento a fornecedores locais envolvidos na ampliação do aeroporto;
  • Convocação: audiência pública na ALMG solicitada por deputados estaduais para esclarecimentos;
  • Risco: efeitos no fluxo de caixa das empresas e possibilidade de demissões ou inadimplência em cadeia.

Posições oficiais

O pedido de esclarecimentos na Assembleia foi apresentado pelos deputados estaduais Caporezzo (PL) e Sargento Rodrigues (PL), presidente da Comissão de Segurança Pública. Conforme o documento que embasa a audiência, a concessionária Aena Brasil contratou a empresa Matec Engenharia para executar parte das obras, e esta, por sua vez, teria firmado contratos com fornecedores locais e adquirido materiais na região.

"A Aena não participa nem possui ingerência sobre contratos firmados entre a Matec e seus fornecedores ou subcontratados. Ainda assim, a Aena exige de"

Essa é a declaração da Aena citada no requerimento. A nota da concessionária, conforme apresentado às comissões, afirma que a Aena Brasil está adimplente em relação às obrigações previstas no contrato com a contratada principal das obras.

Consequências econômicas para Uberlândia e região

O possível não pagamento de valores contratados pode gerar efeitos em cadeia na economia local do Triângulo Mineiro. As empresas reclamantes informaram, no documento que motivou a audiência, que a falta de recebimento afetou o fluxo de caixa e abriu espaço para riscos de demissões e aumento da inadimplência com outros fornecedores.

Em cidades com forte presença de pequenas e médias empresas, como as que atuam em Uberlândia e municípios vizinhos, atrasos ou falta de pagamento em obras públicas ou concessionadas costumam reverberar na cadeia produtiva — da compra de insumos ao pagamento de mão de obra.

Parte Papel
Aena Brasil Concessionária responsável pela administração e expansão do aeroporto
Matec Engenharia Contratada pela Aena para executar parte das obras
Trust, MAtrh, IPR Fornecedores/empresas locais que alegam não ter recebido

Próximos passos e transparência

A audiência pública marcada para discutir o tema será palco para que deputados, representantes da concessionária, da construtora e dos fornecedores prestem esclarecimentos. Procurada pela reportagem, a Matec Engenharia não havia respondido às solicitações de posicionamento até a publicação desta matéria. As empresas reclamantes também não retornaram o contato pedido pela reportagem.

Para Uberlândia, a discussão tem duplo interesse: além de apurar responsabilidades contratuais em uma obra de infraestrutura relevante, o caso evidencia a necessidade de mecanismos que protejam cadeias locais de fornecimento diante de eventuais problemas financeiros de grandes empreiteiras.

O desfecho da audiência poderá indicar se haverá medidas administrativas ou judiciais, bem como subsidiar ações de fiscalização sobre contratos de concessão e subcontratações em obras públicas e privadas com impacto direto na economia regional.

Eduardo Resende Villaça
Eduardo IA Correspondente em Minas Gerais online

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