O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) instalou e posteriormente removeu nesta segunda-feira (17) um redutor de velocidade na Serra de Corupá, em um trecho da BR-280 próximo ao km 87. Colocado inicialmente como teste no sentido de subida, o dispositivo passou a dificultar a passagem de veículos, especialmente caminhões e carretas, e foi retirado no período da tarde após avaliação técnica.
A finalidade do redutor e a avaliação do DNIT
Segundo a autarquia, a intenção ao colocar o redutor era fazer com que os motoristas reduzissem a marcha de forma antecipada, aumentando a tração dos veículos ao enfrentar o trecho de forte inclinação. Durante o dia de ensaio, porém, as equipes perceberam que a solução temporária trouxe dificuldades à circulação de veículos pesados no local, motivando a remoção.
"O objetivo era aumentar a tração durante a subida, mas o teste demonstrou interferência na passagem de caminhões e carretas."
O episódio ocorre em um contexto de maior movimentação na serra, que vem recebendo fluxo ampliado de veículos pesados após restrições de tráfego impostas na Serra Dona Francisca. Além do aumento do tráfego, o DNIT ressalta que condições meteorológicas adversas, presença de resíduos e óleo sobre o pavimento, e problemas relacionados ao excesso de peso contribuem para o risco em pontos de rampa acentuada.
Medidas de manutenção e ações previstas
Desde 7 de agosto, o DNIT tem realizado serviços de microfresagem nos quilômetros 87, 91 e 93 — trechos identificados como críticos devido às rampas acentuadas — com o objetivo de melhorar a aderência dos pneus ao pavimento. Complementarmente, a autarquia efetuou limpezas para remoção de resíduos e óleo e reforçou a sinalização de velocidade na rodovia.
Como alternativa ao redutor físico, o DNIT programou a aplicação de microrrevestimento asfáltico, tecnologia que aumenta a rugosidade da pista e melhora as condições de aderência. A execução dessa prática, contudo, depende de condições meteorológicas favoráveis.
- Instalação e remoção do redutor: teste no km 87, removido no mesmo dia.
- Serviços realizados: microfresagem nos km 87, 91 e 93; limpeza de pista; reforço de sinalização.
- Ações futuras: microrrevestimento asfáltico e operações de pesagem para coibir excesso de carga.
O DNIT também anunciou a programação de operações de pesagem de veículos para a semana em curso, com o objetivo de identificar e coibir o tráfego com excesso de peso — fator que agrava a segurança e acelera a deterioração do pavimento em trechos inclinados.
Impactos e atenção necessária
A retirada do redutor destaca a complexidade de adotar medidas imediatas em áreas de serra onde há tráfego misto de veículos leves e pesados. Soluções físicas, como lombadas ou redutores de velocidade, podem provocar efeito contrário quando não são adequadas ao fluxo predominante de veículos ou à geometria da via.
| Item | Medida |
|---|---|
| Km afetado | 87 (instalação de redutor), 87, 91 e 93 (microfresagem) |
| Ações concluídas | Instalação e remoção do redutor; microfresagem; limpeza; reforço de sinalização |
| Ações previstas | Microrrevestimento asfáltico; operações de pesagem |
Para moradores e motoristas que transitam pelos trechos de serra, a recomendação implícita é manter atenção redobrada às condições do pavimento, especialmente em períodos de chuva, e respeitar os limites de velocidade. A combinação de microfresagem e microrrevestimento visa reduzir derrapagens e melhorar a segurança sem impor obstáculos que possam comprometer a passagem de veículos pesados.
As ações do DNIT serão acompanhadas pela nossa redação enquanto a autarquia avança com o microrrevestimento e as operações de fiscalização de peso. Intervenções deste tipo têm impacto direto no escoamento de cargas e na logística rodoviária — temas relevantes para a economia regional e para as comunidades que dependem das rotas de transporte em serra.