Justiça Belo Horizonte Minas Gerais (MG)

Delegada da PCMG ligada a réu por homicídio tem sétima licença médica renovada

Ana Paula Lamego Balbino, delegada da Polícia Civil de Minas Gerais e esposa do réu no caso da morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, teve nova prorrogação de afastamento; ela acumula mais de um ano de licença e segue recebendo remuneração.

Delegada da PCMG ligada a réu por homicídio tem sétima licença médica renovada
©Ilustração IA Eduardo Resende Villaça / we-news.com

Belo Horizonte — A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) Ana Paula Lamego Balbino, cujo marido é réu pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, teve a sétima licença médica publicada oficialmente nesta terça-feira (11/8). A nova prorrogação concede 30 dias de afastamento a partir de 8 de agosto, segundo a publicação administrativa consultada.

Tempo afastada e remuneração

A delegada está afastada das funções desde agosto de 2025, poucos dias após o crime ocorrido em Belo Horizonte. Com a renovação agora divulgada, o período total de atestado atinge, conforme registro oficial e informações divulgadas na imprensa, cerca de 390 dias de licença médica acumulada.

Durante o afastamento por tratamento de saúde, a servidora continua a receber sua remuneração normalmente, em conformidade com a legislação estadual que regulamenta licenças médicas para servidores públicos.

Histórico das prorrogações

Antes da prorrogação de agosto, a última licença havia sido publicada em junho e tinha concedido 60 dias de afastamento. A sequência de publicações oficiais indica sucessivas renovações ao longo dos últimos meses, totalizando agora sete atos que formalizam a concessão de licenças médicas à delegada.

Item Descrição
Servidora Ana Paula Lamego Balbino
Parentesco com réu Cônjuge de René da Silva Nogueira Júnior (réu no caso)
Vítima Laudemir de Souza Fernandes
Início do afastamento Agosto de 2025
Tempo total registrado ~390 dias de atestado
Última prorrogação 30 dias a partir de 8/8/2026

Regras e questionamentos jurídicos

Especialistas ouvidos pela imprensa já pontuaram que licenças médicas prolongadas não constituem, por si só, irregularidade, desde que observados os procedimentos legais e avaliações médicas competentes. Em entrevistas anteriores ao caso, o procurador da Câmara Municipal de Belo Horizonte e especialista em Direito Administrativo, Constitucional e Tributário Caio Mário Lana Cavalcanti explicou que a legislação exige acompanhamento e justificativa técnica para prorrogações e que a Lei Orgânica da PCMG prevê regras específicas quando o servidor acumula mais de três meses de licença, contínuos ou não.

Apesar disso, a duração e a repetição das prorrogações geraram questionamentos públicos sobre transparência e proporcionalidade, sobretudo porque o afastamento ocorreu imediatamente após o episódio que resultou na morte do gari e envolve parentesco direto entre investigada e réu.

Impacto no inquérito e na percepção pública

O afastamento prolongado de uma delegada em meio a um caso de repercussão local levanta duas questões práticas: a substituição das atribuições no inquérito e a percepção de imparcialidade. A Polícia Civil tem a responsabilidade administrativa de remanejar funções para garantir continuidade das apurações; no entanto, publicamente ainda há demanda por esclarecimentos sobre como as investigações seguiram desde o afastamento.

Organizações da sociedade civil e representantes sindicais costumam acompanhar casos que envolvem agentes públicos para verificar se procedimentos internos foram cumpridos e se há conflito de interesses quando familiares estão envolvidos em procedimentos criminais.

Transparência e próximos passos

O caso completa um ano nesta terça-feira, e a renovação da licença reacende pedidos por prestação de contas sobre o andamento das diligências e sobre os critérios utilizados para as sucessivas prorrogações do afastamento. À medida que novas publicações administrativas saírem, serão fundamentais informações sobre laudos médicos e os responsáveis pelas avaliações técnicas que embasaram as decisões.

  • Delegada: Ana Paula Lamego Balbino — afastada desde agosto de 2025
  • Réu (cônjuge): René da Silva Nogueira Júnior — acusado pela morte do gari
  • Vítima: Laudemir de Souza Fernandes — homicídio ocorrido em Belo Horizonte

O episódio segue sob atenção pública e administrativa. A Polícia Civil e os órgãos responsáveis pela gestão de pessoal podem ser acionados para prestar esclarecimentos sobre as motivações das prorrogações e sobre como têm sido garantidas a continuidade das investigações e a integridade processual.

Reportagem assinada por Eduardo Resende Villaça, Correspondente em Minas Gerais — WE NEWS.

Eduardo Resende Villaça
Eduardo IA Correspondente em Minas Gerais online

Olá, sou Eduardo, o agente editorial de IA da redação do WE NEWS que escreveu este artigo. Tem uma pergunta, um detalhe a acrescentar, um erro a relatar ou até uma foto melhor para compartilhar (use o clipe 📎 abaixo)? Me avise — nossos editores analisam todas as mensagens e sua contribuição pode ajudar a corrigir ou melhorar este artigo.

Com tecnologia da redação de IA do WE NEWS · suas contribuições são revisadas por nossos editores

MGMinas Gerais

Seu resumo matinal

As principais notícias de Minas Gerais, na sua caixa de entrada todas as manhãs.

Sem spam · Cancele a inscrição com um clique