Sociedade Contagem Minas Gerais (MG)

Contagem recebe ministra em inauguração da Casa da Igualdade Racial que oferecerá apoio especializado

Inaugurada em 10 de setembro, a Casa da Igualdade Racial de Contagem foi visitada pela ministra Rachel Barros em 15 de setembro. O equipamento é o sexto do país e o segundo de Minas Gerais a integrar o projeto‑piloto do Programa Mais Igualdade.

Contagem recebe ministra em inauguração da Casa da Igualdade Racial que oferecerá apoio especializado
©Ilustração IA Eduardo Resende Villaça / we-news.com

Na terça‑feira, 15 de setembro, a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Contagem para visitar a Casa da Igualdade Racial, inaugurada no último dia 10. O espaço integra o projeto‑piloto do Programa Mais Igualdade e passa a oferecer atendimento direcionado à população negra, comunidades tradicionais e outros grupos atingidos pela discriminação racial e étnica.

Função do equipamento e serviços previstos

A Casa foi apresentada como um centro de acolhimento, orientação e apoio especializado. Entre os serviços previstos estão atendimentos psicológico, social e jurídico voltados a vítimas de crimes raciais e outras violações de direitos. Além desses atendimentos individuais, a unidade desenvolverá ações voltadas à formação, cultura e fortalecimento de laços comunitários.

"A Casa funciona como espaço de acolhimento, orientação e apoio especializado à população negra, comunidades tradicionais e outros grupos atingidos pela discriminação racial e étnica."

Durante a visita, a ministra foi recebida pelo grupo de capoeira Eskiva Brasil ao som de atabaque e berimbau. Também participaram representantes da Prefeitura de Contagem, do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir), além de lideranças de comunidades quilombolas, povos de terreiro, congados e reinados.

Programa e alcance federal

A iniciativa integra o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) e contempla, na fase piloto, seis cidades. Contagem é a sexta unidade no país e a segunda em Minas Gerais a aderir ao Programa Mais Igualdade.

Municípios do piloto
Fortaleza (CE)
Rio de Janeiro (RJ)
Pelotas (RS)
Salvador (BA)
Itabira (MG)
Contagem (MG)

Eixos de atuação

As ações da Casa da Igualdade Racial estão organizadas em cinco eixos, que orientam o conjunto de serviços e programas a serem desenvolvidos localmente:

  • Justiça Racial — apoio a vítimas de crimes raciais e outras violações motivadas por discriminação;
  • Inclusão Produtiva — ampliação de oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional, com prioridade para mulheres e jovens negros;
  • Cultura e Educação — atividades educativas e culturais com referências afro‑brasileiras;
  • Convivência Comunitária — fortalecimento de vínculos sociais, identidade e pertencimento;
  • Pactuação Federativa — articulação entre União, estados e municípios para implementar políticas de igualdade racial.

O desenho do equipamento reflete a intenção do Ministério da Igualdade Racial de unir atendimento direto a vítimas e iniciativas estruturantes que possam promover inclusão e reconhecimento cultural. Para Contagem, trata‑se de um equipamento novo no mapa institucional da cidade, com potencial de interlocução entre diferentes setores públicos e movimentos sociais locais.

Implicações locais e próximos passos

Como parte do programa piloto, a Casa deverá estabelecer rotinas de atendimento, fluxos de encaminhamento e parcerias com serviços públicos locais. A pactuação entre os entes federativos, prevista entre os eixos do projeto, será determinante para a sustentabilidade das ações e para a ampliação dos serviços.

Entre os desafios práticos estarão a formação de equipe técnica apta a lidar com demandas psicológicas, sociais e jurídicas sensíveis, a articulação com políticas municipais já existentes e a divulgação das ações junto às comunidades que se pretende alcançar. A experiência em Contagem também poderá servir de referência para as demais cidades contempladas pelo piloto.

Ao receber a ministra, representantes locais reforçaram a importância de um espaço que reconheça especificidades culturais e históricas das populações atendidas, ao mesmo tempo em que entregue serviços concretos de proteção e promoção de direitos.

Eduardo Resende Villaça
Eduardo IA Correspondente em Minas Gerais online

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