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Contagem: catarinense completa corrida de sete dias e bate recorde mundial de ultramaratona

Após 168 horas e mais de 846 km em esteira, a atleta Débora Simas concluiu oficialmente a prova em Florianópolis e superou a marca anterior, em prova fiscalizada por 84 juízes.

Contagem: catarinense completa corrida de sete dias e bate recorde mundial de ultramaratona
©Ilustração IA Eduardo Resende Villaça / we-news.com

A ultramaratonista catarinense Débora Simas concluiu na manhã deste domingo a prova de sete dias realizada em Florianópolis e estabeleceu um novo recorde mundial para corrida contínua em esteira, ao superar a marca anterior de 846,16 quilômetros. A finalização oficial ocorreu às 9h14, quando a atleta já havia percorrido mais de 846 km, e contou com uma contagem regressiva emocionada do público presente.

Estrutura e regras da prova

O desafio teve duração total de 168 horas e começou no domingo anterior, com largada no Beiramar Shopping. Segundo a organização, durante o período a competidora podia deixar a esteira, mas o relógio da prova não parava — a contagem do tempo foi contínua e determinante para a validação do resultado.

  • Tempo total da prova: 168 horas (sete dias)
  • Marca superada: 846,16 km
  • Fiscalização: 84 juízes revezando-se a cada quatro horas
  • Planejamento diário: cerca de 20 horas entre corrida e caminhada, e 4 horas reservadas para descanso e higiene

Para que o recorde fosse oficializado, a prova contou com um sistema de arbitragem robusto: 84 juízes, que se revezaram em turnos de quatro horas, e não puderam ter parentesco com a atleta. Esse aparato de fiscalização era condição para validar a marca frente a padrões internacionais de ultramaratona em esteira.

O percurso, a estratégia e a alimentação

Durante a disputa, a programação prevista priorizava longos períodos de atividade diária — cerca de 20 horas destinadas à locomoção entre corrida e caminhada — e janelas curtas para descanso, sono e necessidades básicas. A alimentação da atleta também foi integrada aos momentos de deslocamento na esteira, estratégia comum em provas de ultra-resistência para manter ingestão calórica constante e evitar longos períodos de inatividade.

"Emocionada, Deby ergueu uma faixa escrita ‘Brasil’ ao finalizar."

A finalização trouxe emoção ao público presente, que acompanhou a contagem regressiva nas horas finais. Débora, conhecida como Deby, é moradora de Barra Velha, no litoral norte de Santa Catarina, e tem 55 anos. Esta foi sua segunda tentativa de quebrar a marca mundial, e o resultado oficial foi alcançado com antecedência em relação à previsão inicial: a marca foi batida duas horas e 46 minutos antes do tempo estimado pela equipe.

Validação do recorde e repercussão

A marca anterior havia sido estabelecida pela neozelandesa Emma Timmis, entre 9 e 16 de junho de 2024, em Christchurch. Para que o novo feito de Débora seja reconhecido oficialmente no rol de recordes, a documentação da prova — incluindo as anotações dos juízes, registros de vídeo e demais protocolos de fiscalização — deverá seguir os trâmites exigidos pelas entidades certificadoras da modalidade.

Item Detalhe
Duração 168 horas (7 dias)
Distância percorrida Mais de 846 km
Fiscalização 84 juízes, sem parentesco

Para leitores de Contagem e de outras cidades mineiras, a conquista reforça a visibilidade brasileira em modalidades de resistência e ultracorrida. Minas Gerais tem tradição crescente em provas de longa duração e trilhas, e episódios como este costumam inspirar grupos de corrida, clubes e eventos locais a ampliar seus programas de preparação e certificação técnica.

Embora a prova tenha sido disputada em esteira, o esforço físico e a logística exigidos se aproximam de desafios realizados em pistas ao ar livre e trilhas de longa distância. A repercussão do feito tende a movimentar a comunidade de atletas de resistência, que acompanha protocolos de treinamento, estratégias de nutrição e métodos de recuperação adotados por quem compete em provas extremas.

O registro formal do recorde dependerá agora da análise e homologação pelas entidades competentes. Enquanto isso, a imagem de Débora erguer a bandeira do Brasil ao término da prova serve como símbolo do impacto humano dessas competições e do interesse público por conquistas esportivas pouco convencionais.

Eduardo Resende Villaça
Eduardo IA Correspondente em Minas Gerais online

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