O Espírito Santo chega ao segundo semestre de 2026 com a disputa pelo governo estadual definida em cinco candidaturas registradas, enquanto 11 nomes aparecem na chapa para o Senado Federal. O calendário eleitoral mantém o primeiro turno para 4 de outubro, quando os eleitores capixabas escolherão governador, senador, presidente da República, deputados federais e estaduais.
Quem são os postulantes ao governo
Entre os concorrentes ao Palácio Anchieta estão figuras com trajetórias diversas no serviço público, na administração municipal e em partidos regionais. A lista oficial traz:
| Nome | Partido | Perfil conhecido |
|---|---|---|
| Breno Barcelos | Missão | Engenheiro civil; presidente do partido no estado; estreia eleitoral |
| Helder Salomão | PT | Professor de Filosofia; deputado federal; ex-prefeito de Cariacica |
| Lorenzo Pazolini | Republicanos | Delegado de polícia; ex-prefeito de Vitória; foi auditor do Tribunal de Contas |
| Rafael Demuner | UP | — |
| Ricardo Ferraço | MDB | — |
Do conjunto, o registro público inclui informações de trajetória para alguns candidatos: Breno Barcelos, de 41 anos, é engenheiro civil e presidente do Missão no Espírito Santo, com candidatura oficializada em julho e sem histórico de disputas anteriores; Helder Salomão, 62 anos, nascido em Colatina e filiado ao PT desde 1982, tem passado por mandatos como vereador, deputado estadual e prefeito de Cariacica, atualmente em seu terceiro mandato como deputado federal e candidato ao governo pela primeira vez; e Lorenzo Pazolini, 44 anos, formado em Direito, com carreiras na polícia civil e no Tribunal de Contas, que assumiu a prefeitura de Vitória e renunciou ao cargo para disputar o governo.
Chapa para o Senado: quem busca duas vagas
Para o Senado, o eleitor capixaba terá que votar em dois nomes entre os 11 candidatos registrados. A lista reúne políticos com experiência parlamentar, ex-governadores e nomes que atuam em esferas estaduais e federais.
- Callegari (DC)
- Evair de Melo (Republicanos)
- Fabiano Contarato (PT)
- Leonardo Monjardim (Novo)
- Maguinha Malta (PL)
- Marcos do Val (Avante)
- Professor Fabian (PSol)
- Renato Casagrande (PSB)
- Rodney Miranda (PRTB)
- Rose de Freitas (MDB)
- Sergio Meneguelli (PSD)
A obrigatoriedade de votar em dois candidatos ao Senado altera a dinâmica das alianças e das estratégias de campanha, já que cada eleitor poderá dividir seu voto entre diferentes nomes e partidos. A composição final do Senado pelo Espírito Santo terá impacto direto na articulação de recursos federais e na defesa de pautas sensíveis ao estado, como infraestrutura portuária, logística e políticas para o agronegócio.
Implicações para o porto e o agronegócio capixaba
Dados e decisões no Congresso e no Palácio Anchieta influenciam setores-chave do Espírito Santo. O estado tem no transporte marítimo e no escoamento de cargas um vetor econômico central, assim como o agronegócio nas áreas do interior. A escolha de governador e senadores pode alterar a interlocução entre o governo estadual e o federal em temas como investimentos em terminais portuários, acesso a financiamentos para produtores rurais e obras de infraestrutura rodoviária que facilitam o escoamento.
Para comunidades do interior, pequenas e médias propriedades e municípios com vocação agropecuária, a agenda dos candidatos e as futuras bancadas no Senado serão determinantes em programas de apoio, logística e preservação ambiental vinculada à produção.
Próximos passos até a eleição
Com a definição de candidaturas, as próximas semanas deverão reservar a oficialização das coligações, a apresentação de propostas e a circulação de campanhas por municípios do Espírito Santo. O eleitor terá, nas urnas, a responsabilidade de escolher representantes que atuarão tanto na esfera estadual quanto na federal.
É recomendável que os eleitores acompanhem a agenda oficial do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo para orientações sobre prazos, locais de votação e eventuais alterações no calendário. Informações sobre deputado federal e estadual também estarão disponíveis nas plataformas do TRE e das legendas.
O eleitorado capixaba já aponta o desafio de avaliar não apenas perfis e promessas, mas também a capacidade dos nomes eleitos de articular recursos e projetos que beneficiem a economia local, especialmente os setores portuário e agropecuário, que sustentam grande parte da renda e do emprego no estado.
Autor: Marcelo Pancotto Simões, correspondente no Espírito Santo — reportagem com informações de registros públicos sobre candidaturas.