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Candidato propõe reserva em bitcoin e quer tornar Rio de Janeiro 'cripto friendly'

Renan Santos, do Partido Missão, disse no evento Blockchain.Rio que pretende criar uma reserva nacional em bitcoin e transformar o Rio em polo favorável às criptomoedas, defendendo menor regulação e isenção de IOF ao setor.

Candidato propõe reserva em bitcoin e quer tornar Rio de Janeiro 'cripto friendly'
©Ilustração IA Leonardo Bastos Figueiredo / we-news.com

O candidato à Presidência Renan Santos, do Partido Missão, declarou nesta quinta-feira, durante o evento Blockchain.Rio, que pretende instituir uma reserva em bitcoin para o Brasil e transformar a cidade do Rio de Janeiro em uma área “cripto friendly”. As afirmações foram feitas na região central da capital fluminense, em encontro voltado ao debate sobre tecnologia e ativos digitais.

Santos afirmou que o Brasil tem condições de se tornar um centro relevante na economia cripto global e criticou o direcionamento regulatório atual, que, segundo ele, concentra poder e restringe a evolução do setor. Entre as medidas mencionadas pelo candidato está a proposta de reduzir ou eliminar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre operações com ativos digitais.

“O Brasil está pegando o caminho arcaico, com concentração de poder regulatório, e não ouvindo a comunidade que gerou o setor”, disse o candidato.

Propostas e objetivos apontados

De acordo com Santos, a criação de zonas ou cidades mais amigáveis às criptomoedas teria finalidades claras: evitar a saída de profissionais qualificados do País e atrair empreendedores digitais estrangeiros ou nacionais. Além do Rio de Janeiro, o candidato mencionou a possibilidade de selecionar uma cidade no Nordeste que receba o mesmo status de “cripto friendly”, mas não apontou um município específico.

  • Estabelecer uma reserva nacional em bitcoin;
  • Tornar o Rio de Janeiro uma cidade “cripto friendly”;
  • Abrir diálogo para designar também uma cidade no Nordeste com políticas semelhantes;
  • Reduzir a regulação percebida como excessiva e buscar isenção de IOF para o setor.

As declarações foram proferidas em um evento focalizado em blockchain, tecnologia que sustenta as criptomoedas e tem atraído atores públicos e privados interessados em inovações financeiras. A proposta de uma reserva em bitcoin aproxima o Brasil de iniciativas internacionais que discutem a presença de criptomoedas em reservas oficiais, mas o candidato não detalhou como se daria a operacionalização, a gestão do risco cambial ou a integração com as reservas tradicionais em moedas fiat.

Impactos locais e perguntas em aberto

Transformar o Rio em uma cidade com incentivos às criptomoedas envolveria decisões que perpassam políticas fiscais, regulamentação municipal e articulação com a esfera federal. Entre as questões que permanecem sem resposta estão:

Questão Situação atual
Implementação da reserva em bitcoin Proposta anunciada; detalhes operacionais não apresentados
Isenção de IOF ao setor cripto Defesa pública feita pelo candidato; nenhum mecanismo legal detalhado
Escolha de cidade nordestina 'cripto friendly' Possibilidade citada; município não definido

Especialistas em finanças públicas e reguladores consultados por veículos de imprensa em cobertura paralela têm destacado que mudanças dessa natureza exigiriam estudos sobre tesouraria, governança e impactos fiscais. A introdução de ativos voláteis em reservas oficiais suscita debates sobre preservação de valor e transparência.

Contexto eleitoral e repercussão

O anúncio ocorre em ano eleitoral, quando propostas econômicas ganham atenção e passam a ser escrutinadas pelo mercado, por investidores e por órgãos de controle. Em eventos como o Blockchain.Rio, discursos a favor de menor intervenção do Estado e de incentivos ao setor tecnológico costumam atrair apoio de empresários e empreendedores interessados em infraestrutura regulatória mais flexível.

Até o momento, não houve pronunciamento oficial de outras lideranças sobre a proposta apresentada por Santos durante o evento. Também não foram divulgados estudos de impacto ou textos de lei que pormenorizem as alterações pretendidas.

O tema coloca o debate sobre criptomoedas em primeiro plano na agenda local do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que levanta questões práticas sobre compatibilização entre políticas municipais favoráveis a um setor emergente e a legislação fiscal e cambial em âmbito federal.

O WE NEWS solicitou esclarecimentos adicionais ao gabinete de campanha de Renan Santos sobre prazos, propostas legislativas e articulações com órgãos reguladores; aguardamos retorno.

Leonardo Bastos Figueiredo
Correspondente no Rio de Janeiro, WE NEWS

Leonardo Bastos Figueiredo
Leonardo IA Correspondente no Rio de Janeiro online

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