Fiscalização reforçada concentra remoções em corredores importantes da cidade
Relatórios da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) apontam que, entre janeiro e agosto de 2026, foram removidos ao pátio mais de 1,5 mil veículos por estacionamento irregular no município — equivalente a quase 27% das 5,7 mil remoções realizadas no período pela autarquia. O número acompanha um aumento expressivo nas autuações: Campinas registrou 56.200 infrações por estacionamento irregular nos oito primeiros meses do ano, um crescimento de 37% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
O levantamento divulgado nesta terça-feira destaca vias com maior incidência de remoções. No topo da lista está a Avenida Embarque, no entorno do Aeroporto Internacional de Viracopos, com 44 veículos retirados para o pátio entre janeiro e agosto, dos quais 43 por estacionamento em local proibido. Em seguida aparecem trechos urbanos com tráfego intenso e comércio consolidado.
- Avenida Embarque (Viracopos): 44 remoções — 43 por estacionamento proibido
- Rua Barreto Leme: 39 remoções — 28 por estacionamento proibido
- Rua Antônio Lapa: 28 remoções — 18 por estacionamento proibido
- Rua Coronel Quirino: 27 remoções — 18 por estacionamento proibido
- Avenida Francisco Glicério: 25 remoções — 17 por estacionamento proibido
"As remoções ocorrem sempre com a presença de um agente da mobilidade urbana."
Onde as remoções se concentram e o que significam para o fluxo urbano
A predominância de remoções em vias como a Avenida Embarque evidencia a atuação mais intensa da fiscalização em pontos com tráfego gerado por polos específicos, como o aeroporto, onde a mistura de veículos de passageiros, táxis e veículos de apoio amplia o risco de estacionamento inadequado. Nas ruas do centro e vias comerciais, as remoções tratam de manter a fluidez e a segurança, mas também podem indicar problemas estruturais de oferta de vagas e ordenamento viário.
| Via | Total de remoções | Remoções por estacionamento proibido |
|---|---|---|
| Avenida Embarque (Viracopos) | 44 | 43 |
| Rua Barreto Leme | 39 | 28 |
| Rua Antônio Lapa | 28 | 18 |
| Rua Coronel Quirino | 27 | 18 |
| Avenida Francisco Glicério | 25 | 17 |
Embora os números absolutos de remoções por via não sejam elevados isoladamente, o conjunto revela uma tendência: mais veículos autuados e recolhidos em 2026, somada ao aumento de infrações, intensifica a pressão sobre a gestão do trânsito local. Para o usuário, além da multa, a remoção representa custo adicional e tempo perdido, e para o poder público a necessidade de combinar fiscalização com planejamento de estacionamento e transporte.
Impactos práticos e próximos passos
A publicização dos dados pela Emdec funciona como indicador para a gestão municipal e para a população. Em termos práticos, moradores e frequentadores de áreas com maior incidência de remoções devem redobrar atenção às sinalizações e regras locais para evitar autuações. Para gestores, os números podem orientar ações complementares, como melhoria de sinalização, reordenamento de vagas e campanhas educativas nas regiões com maior incidência.
Até o fechamento desta reportagem, a Emdec registrou apenas os números consolidados e informou o procedimento padrão de remoção com agente presente. Não houve detalhamento sobre medidas adicionais a serem adotadas nas vias citadas.
Os dados divulgados representam um retrato parcial — os primeiros oito meses de 2026 — e servem como base para acompanhar se a tendência de aumento de infrações e remoções se mantém ao longo do ano. Para os campineiros, o recado é prático: atenção à sinalização e ao espaço urbano, especialmente em corredores como o entorno de Viracopos, onde a fiscalização tem sido mais atuante.