Acidentes com postes concentram-se em via principal de Campinas
Um levantamento da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) aponta que a Avenida John Boyd Dunlop foi a via com maior número de colisões entre veículos e postes no município neste ano, entre janeiro e agosto, com 10 ocorrências. Além de liderar o ranking em número de acidentes, a via também foi a que mais sofreu interdições em razão desses episódios.
Dados oficiais mostram ainda que outras avenidas e ruas da cidade registraram quedas de postes por colisões neste mesmo período. Os registros, segundo a Emdec, indicam um padrão de concentração em corredores viários de maior fluxo, com impacto direto na circulação, no comércio local e na sensação de insegurança de quem trabalha e mora perto dessas vias.
Ruas mais afetadas em Campinas
| Via | Ocorrências (jan–ago) |
|---|---|
| Avenida John Boyd Dunlop | 10 |
| Avenida José de Sousa Campos (Norte‑Sul) | 4 |
| Avenida Lix da Cunha | 4 |
| Avenida Comendador Aladino Selmi | 3 |
| Avenida Luiz Smânio | 3 |
| Avenida Ruy Rodriguez | 3 |
| Rua da Abolição | 2 |
Impacto na rotina e relatos locais
Quem trabalha na John Boyd Dunlop descreve frequência elevada de acidentes envolvendo postes. A costureira Silvana Silva, que atua na avenida, relatou que já presenciou diversos casos e que os episódios repercutem no comércio local, quando proprietários precisam fornecer imagens de segurança para apuração dos sinistros.
“Já estou muito acostumada a ver vários postes caídos por aqui. Inclusive, teve um há um ano, de uma moça que estava vindo de moto e bateu no poste. A família queria saber como foi, então cedemos as imagens das câmeras”,
Silvana acrescenta que os acidentes continuam ocorrendo com frequência e citou que em semanas recentes novos episódios afetaram a mesma via, evidenciando uma recorrência que preocupa residentes e quem depende da avenida para trabalhar.
- Frequência: 10 colisões na John Boyd Dunlop entre janeiro e agosto.
- Concentração: acidentes concentrados em corredores de maior fluxo e impacto na mobilidade.
- Consequências: interdições de via, danos a infraestrutura e necessidade de investigação por parte de proprietários e autoridades.
Consequências práticas e pontos de atenção
Quedas de postes por colisões implicam não apenas em danos à infraestrutura pública e custos de reparo, mas também em interrupções de tráfego, riscos para pedestres e ciclistas, e possíveis prejuízos a comércios vizinhos. As interdições geradas pelas ocorrências exigem readequações de tráfego e atendimento rápido de equipes de reparo para restabelecer segurança e fornecimento de energia onde houver danos às redes.
O levantamento da Emdec permite mapear pontos críticos e orientar medidas de prevenção e fiscalização. Para moradores e comerciantes, a repetição de acidentes em trechos específicos eleva a demanda por intervenções urbanas, como sinalização adicional, revisão de postes e dispositivos de proteção, e campanhas de educação no trânsito que reduzam colisões envolvendo veículos e infraestrutura urbana.
Até o fechamento desta reportagem, a Emdec havia divulgado apenas os números consolidados entre janeiro e agosto e a relação das vias mais atingidas. A continuidade do monitoramento e ações integradas entre órgãos de trânsito, energia e administração municipal será decisiva para reduzir a sequência de acidentes e minimizar o impacto sobre a rotina em bairros afetados de Campinas.