Um bebê de 3 meses morreu neste domingo (23) no Rio de Janeiro após permanecer internado em estado gravíssimo desde o início de julho em decorrência de lesões incompatíveis com as explicações apresentadas pelo responsável. A informação foi confirmada pelo Grupo Prontobaby, proprietário da unidade hospitalar onde a criança estava sob cuidados desde 2 de julho.
Prisão e investigação
O pai do bebê foi detido no sábado (22) durante operação da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV). Ele foi localizado no bairro de Olaria, na Zona Norte do Rio, e teve prisão preventiva decretada pela Justiça após representação da delegacia. A Polícia Civil autuou o suspeito por maus-tratos qualificados e o encaminhou ao sistema prisional.
Quadro clínico e medidas de proteção
Ao chegar ao hospital, a criança apresentava um conjunto de lesões graves. Exames apontaram:
- Fraturas em diferentes locais do corpo;
- Hemorragia cerebral;
- Edema cerebral;
- Crises convulsivas e episódios de parada cardíaca.
Segundo a unidade, o Conselho Tutelar foi comunicado no mesmo dia da internação, conforme os protocolos aplicáveis a casos que demandam atuação da rede de proteção à criança e ao adolescente.
"O Grupo Prontobaby está prestando assistência aos familiares e permanece em comunicação e colaboração integral com as autoridades competentes, disponibilizando todas as informações e registros necessários para o esclarecimento dos fatos"
Possíveis reclassificações e próximos passos
Com a confirmação do óbito, a investigação terá novos desdobramentos e a Polícia Civil informou que deverá avaliar a reclassificação do crime inicialmente imputado ao pai. A prisão preventiva foi determinada após a representação da DCAV, e as apurações seguem sob responsabilidade da mesma especializada.
| Item | Dados |
|---|---|
| Idade da vítima | 3 meses |
| Data da internação | 2 de julho |
| Data da prisão do pai | 22 de agosto (localizado em Olaria) |
| Data do óbito | 23 de agosto |
Contexto e impacto local
Caso como este mobiliza, além das forças policiais, a rede de proteção à infância: hospitais, Conselhos Tutelares e delegacias especializadas. A DCAV tem competência para conduzir investigações envolvendo violência contra crianças e adolescentes e atua em conjunto com a Justiça quando há necessidade de medidas cautelares, como a prisão preventiva e afastamento do agressor do convívio com a vítima.
O hospital informou ainda que presta assistência aos familiares e que segue colaborando com as autoridades, fornecendo registros e informações médicas. Não foram divulgados detalhes que permitam identificar a criança ou o investigado, em respeito à legislação que protege vítimas menores de idade.
O que está em aberto
A apuração agora deve esclarecer as circunstâncias das lesões, a dinâmica dos fatos e a participação de terceiros, se houver. A eventual reclassificação do crime dependerá das evidências médicas e do conjunto probatório levantado pela DCAV e pelo Ministério Público, que pode oferecer denúncia com base nas novas conclusões. Até o momento, o suspeito responde por maus-tratos qualificados.
Casos de violência contra crianças geram reação das instituições e da sociedade, e as próximas etapas do processo — investigações complementares, possível indiciamento por crimes mais graves após o óbito e decisões judiciais — são determinantes para a responsabilização e para a proteção de outras crianças que possam estar em situação de risco.
O caso permanece sob investigação e autoridades envolvidas não divulgaram mais informações além das já informadas pelo hospital e pela Polícia Civil.