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Acidente com monomotor ligado à Pampulha mobiliza socorro e deverá ser investigado pelo Cenipa em Belo Horizonte

Um monomotor Cirrus SR22 saiu da Pampulha com destino a Bom Despacho e caiu em área de mata na zona rural de Mateus Leme; piloto acionou o sistema de paraquedas da aeronave e foi levado ao João XXIII sem ferimentos graves.

Acidente com monomotor ligado à Pampulha mobiliza socorro e deverá ser investigado pelo Cenipa em Belo Horizonte
©Ilustração IA Eduardo Resende Villaça / we-news.com

Deve ficar a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) a apuração do acidente envolvendo um avião de pequeno porte que caiu nesta terça-feira em área de mata na zona rural de Mateus Leme, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A aeronave, um Cirrus SR22 registrado como PR-VMI, partiu do Aeroporto da Pampulha por volta das 7h45 com destino a Bom Despacho.

Sequência dos fatos e atendimento

Segundo relatos colhidos pelas equipes de socorro, o piloto, um homem de 29 anos, percebeu uma pane durante o trajeto. A aeronave teria apresentado uma pequena explosão e um princípio de incêndio ainda em voo. Diante da emergência, o piloto acionou o sistema de paraquedas do monomotor — recurso que permite uma descida controlada em situações críticas — e conseguiu pousar numa área de mata.

Ao chegar ao solo, o avião queimou. Moradores da região auxiliaram no resgate e o Corpo de Bombeiros enviou três viaturas ao local para conter o incêndio e prestar atendimento. O piloto foi encontrado consciente e orientado; de acordo com os bombeiros, ele estava sem ferimentos e sem dores, mas teria inalado fumaça. Em seguida, foi transportado por helicóptero dos bombeiros para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte.

"O piloto estava consciente e orientado, sem ferimentos e sem dores, mas teria inalado fumaça."

Documentação e verificações

Informações oficiais indicam que a aeronave é de uso particular, fabricada em 2013, e possuía o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válido até 26 de setembro de 2026. O cadastro do avião não apontava restrições que impedissem seu uso. A concessionária que administra o Aeroporto da Pampulha, a Motiva, informou que não houve comunicação do piloto com a torre de controle relatando emergência, pane ou outro tipo de ocorrência durante o voo.

A Polícia Civil esteve no local e realizou perícia técnica. Com isso, as etapas iniciais de apuração foram realizadas pelas autoridades locais, enquanto a investigação mais aprofundada deve ser conduzida pelo Cenipa, órgão federal responsável por examinar causas e circunstâncias de acidentes aeronáuticos.

Agentes envolvidos e próximos passos

  • Corpo de Bombeiros: atendimento à ocorrência, combate a incêndio e transporte aéreo do piloto;
  • Polícia Civil: perícia no local do acidente;
  • Motiva (concessionária do Aeroporto da Pampulha): forneceu informações sobre comunicação entre aeronave e torre;
  • Cenipa: investigará oficialmente as causas do acidente.
Item Detalhe
Aeronave Cirrus SR22 — matrícula PR-VMI
Origem Aeroporto da Pampulha (Belo Horizonte)
Destino Bom Despacho (região Central de Minas)
Hora da decolagem Por volta das 7h45
Situação do piloto Consciente, sem ferimentos graves; encaminhado ao João XXIII

O episódio chama a atenção para a dinâmica de voos de pequeno porte que partem de aeroportos urbanos como a Pampulha e para as rotinas de resposta emergencial da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ocorrência também coloca em evidência a importância das perícias técnicas e das investigações do Cenipa para esclarecer as causas de falhas em voo, sobretudo quando há acionamento de dispositivos de emergência instalados em aeronaves.

A reportagem procurou o Cenipa para obter informações sobre o início formal das investigações e sobre prazos ou procedimentos previstos, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. As autoridades locais seguem acompanhando o caso e devem divulgar novas informações à medida que forem confirmadas.

Em Belo Horizonte, o episódio será acompanhado com atenção por órgãos de aviação, operadores aeroportuários e pela comunidade, dado o histórico de uso da Pampulha para voos executivos e particulares e a proximidade com áreas urbanas densas.

Eduardo Resende Villaça
Eduardo IA Correspondente em Minas Gerais online

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