Deve ficar a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) a apuração do acidente envolvendo um avião de pequeno porte que caiu nesta terça-feira em área de mata na zona rural de Mateus Leme, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A aeronave, um Cirrus SR22 registrado como PR-VMI, partiu do Aeroporto da Pampulha por volta das 7h45 com destino a Bom Despacho.
Sequência dos fatos e atendimento
Segundo relatos colhidos pelas equipes de socorro, o piloto, um homem de 29 anos, percebeu uma pane durante o trajeto. A aeronave teria apresentado uma pequena explosão e um princípio de incêndio ainda em voo. Diante da emergência, o piloto acionou o sistema de paraquedas do monomotor — recurso que permite uma descida controlada em situações críticas — e conseguiu pousar numa área de mata.
Ao chegar ao solo, o avião queimou. Moradores da região auxiliaram no resgate e o Corpo de Bombeiros enviou três viaturas ao local para conter o incêndio e prestar atendimento. O piloto foi encontrado consciente e orientado; de acordo com os bombeiros, ele estava sem ferimentos e sem dores, mas teria inalado fumaça. Em seguida, foi transportado por helicóptero dos bombeiros para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte.
"O piloto estava consciente e orientado, sem ferimentos e sem dores, mas teria inalado fumaça."
Documentação e verificações
Informações oficiais indicam que a aeronave é de uso particular, fabricada em 2013, e possuía o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válido até 26 de setembro de 2026. O cadastro do avião não apontava restrições que impedissem seu uso. A concessionária que administra o Aeroporto da Pampulha, a Motiva, informou que não houve comunicação do piloto com a torre de controle relatando emergência, pane ou outro tipo de ocorrência durante o voo.
A Polícia Civil esteve no local e realizou perícia técnica. Com isso, as etapas iniciais de apuração foram realizadas pelas autoridades locais, enquanto a investigação mais aprofundada deve ser conduzida pelo Cenipa, órgão federal responsável por examinar causas e circunstâncias de acidentes aeronáuticos.
Agentes envolvidos e próximos passos
- Corpo de Bombeiros: atendimento à ocorrência, combate a incêndio e transporte aéreo do piloto;
- Polícia Civil: perícia no local do acidente;
- Motiva (concessionária do Aeroporto da Pampulha): forneceu informações sobre comunicação entre aeronave e torre;
- Cenipa: investigará oficialmente as causas do acidente.
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Aeronave | Cirrus SR22 — matrícula PR-VMI |
| Origem | Aeroporto da Pampulha (Belo Horizonte) |
| Destino | Bom Despacho (região Central de Minas) |
| Hora da decolagem | Por volta das 7h45 |
| Situação do piloto | Consciente, sem ferimentos graves; encaminhado ao João XXIII |
O episódio chama a atenção para a dinâmica de voos de pequeno porte que partem de aeroportos urbanos como a Pampulha e para as rotinas de resposta emergencial da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ocorrência também coloca em evidência a importância das perícias técnicas e das investigações do Cenipa para esclarecer as causas de falhas em voo, sobretudo quando há acionamento de dispositivos de emergência instalados em aeronaves.
A reportagem procurou o Cenipa para obter informações sobre o início formal das investigações e sobre prazos ou procedimentos previstos, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. As autoridades locais seguem acompanhando o caso e devem divulgar novas informações à medida que forem confirmadas.
Em Belo Horizonte, o episódio será acompanhado com atenção por órgãos de aviação, operadores aeroportuários e pela comunidade, dado o histórico de uso da Pampulha para voos executivos e particulares e a proximidade com áreas urbanas densas.