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Viseu: Dança da Morgadinha das Cavalhadas de Teivas entra no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial

A Dança da Morgadinha, ex-líbris das Cavalhadas de Teivas, foi oficialmente inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, segundo publicação em Diário da República, numa decisão destacada pela Associação de Teivas como marco para a preservação e valorização local.

Viseu: Dança da Morgadinha das Cavalhadas de Teivas entra no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

Foi publicado esta segunda-feira, em Diário da República, o despacho que procede à inscrição da Dança da Morgadinha, das Cavalhadas de Teivas, no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. A notícia foi recebida com «grande orgulho» pela Associação de Teivas, que sublinha o significado do reconhecimento para a comunidade local e para o concelho de Viseu.

Reconhecimento oficial e sentido comunitário

Segundo a Associação de Teivas, entidade que promove as Cavalhadas, a inscrição representa «uma boa prenda» no dia em que se celebra o Dia do Município de Viseu. Para a direção da associação, o registo no inventário constitui um «grande passo» e impõe uma responsabilidade acrescida no que respeita à conservação e à transmissão da tradição.

«É com grande orgulho e um grande agrado para a população de Teivas que recebemos hoje esta notícia da publicação em Diário da República da Dança da Morgadinha no inventário nacional»

O presidente da Associação de Teivas, Armando Cardoso, citado pela agência Lusa, destacou que o reconhecimento não só valoriza a manifestação cultural como cria condições para projetos locais de valorização patrimonial. Entre as iniciativas já planeadas pela associação, e aprovadas pelos sócios, está a criação de um museu dedicado à história da Dança da Morgadinha, cuja finalidade é dar a conhecer a relação entre a dança e a identidade da aldeia.

Importância patrimonial e implicações práticas

O despacho que determinou a inscrição seguiu proposta do Departamento de Bens Culturais do IP — Património Cultural, IP. A fundamentação aponta a dança como um «reflexo da identidade da comunidade envolvente» e dos processos sociais e culturais que lhe deram origem e a mantêm na contemporaneidade. Este enquadramento jurídico e técnico pretende assegurar medidas de salvaguarda e visibilidade à manifestação.

  • Reconhecimento: Dança da Morgadinha inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
  • Iniciativa local: Associação de Teivas pretende criar um museu para divulgar a história da dança.
  • Responsabilidade: A inscrição aumenta o compromisso da comunidade na preservação e continuidade da tradição.

Os representantes locais entendem que o registo abre espaço a novas dinâmicas — desde a salvaguarda do repertório e dos trajes até ao desenvolvimento de ofertas culturais e turísticas que reforcem a identidade de Teivas no mapa cultural do distrito de Viseu.

Contexto das Cavalhadas e repercussões locais

As Cavalhadas de Teivas, cuja Dança da Morgadinha é considerada ex-líbris, são uma manifestação festiva e ritual que mobiliza a população local e visitantes. A inscrição no inventário nacional tende a reforçar a perceção pública sobre o valor histórico e social da iniciativa, podendo também favorecer acesso a apoios técnicos e financeiros destinados à preservação do património imaterial.

Item Informação
Manifestação inscrita Dança da Morgadinha — Cavalhadas de Teivas
Órgão proponente Departamento de Bens Culturais do IP, IP
Publicação Diário da República (publicação recente)

A Associação de Teivas sublinha ainda que a distinção é motivo de reconhecimento não só para Teivas, mas também para a freguesia de São João de Lourosa e para o Município de Viseu, setores que, segundo Armando Cardoso, têm sido parceiros desta tradição. O anúncio oficial e a calendarização de passos subsequentes — como o projeto de museu e outras ações de valorização — serão tratados em sede local conforme as decisões dos órgãos associativos.

Do ponto de vista técnico, a inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial implica, habitualmente, um trabalho de documentação e medidas de divulgação e salvaguarda que mobilizam investigadores, técnicos de património e agentes culturais. Para Teivas e para Viseu, o reconhecimento formal fortalece a narrativa de continuidade cultural e oferece um enquadramento para futuras políticas de proteção e promoção do património imaterial.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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