Foi publicado esta segunda-feira, em Diário da República, o despacho que procede à inscrição da Dança da Morgadinha, das Cavalhadas de Teivas, no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. A notícia foi recebida com «grande orgulho» pela Associação de Teivas, que sublinha o significado do reconhecimento para a comunidade local e para o concelho de Viseu.
Reconhecimento oficial e sentido comunitário
Segundo a Associação de Teivas, entidade que promove as Cavalhadas, a inscrição representa «uma boa prenda» no dia em que se celebra o Dia do Município de Viseu. Para a direção da associação, o registo no inventário constitui um «grande passo» e impõe uma responsabilidade acrescida no que respeita à conservação e à transmissão da tradição.
«É com grande orgulho e um grande agrado para a população de Teivas que recebemos hoje esta notícia da publicação em Diário da República da Dança da Morgadinha no inventário nacional»
O presidente da Associação de Teivas, Armando Cardoso, citado pela agência Lusa, destacou que o reconhecimento não só valoriza a manifestação cultural como cria condições para projetos locais de valorização patrimonial. Entre as iniciativas já planeadas pela associação, e aprovadas pelos sócios, está a criação de um museu dedicado à história da Dança da Morgadinha, cuja finalidade é dar a conhecer a relação entre a dança e a identidade da aldeia.
Importância patrimonial e implicações práticas
O despacho que determinou a inscrição seguiu proposta do Departamento de Bens Culturais do IP — Património Cultural, IP. A fundamentação aponta a dança como um «reflexo da identidade da comunidade envolvente» e dos processos sociais e culturais que lhe deram origem e a mantêm na contemporaneidade. Este enquadramento jurídico e técnico pretende assegurar medidas de salvaguarda e visibilidade à manifestação.
- Reconhecimento: Dança da Morgadinha inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
- Iniciativa local: Associação de Teivas pretende criar um museu para divulgar a história da dança.
- Responsabilidade: A inscrição aumenta o compromisso da comunidade na preservação e continuidade da tradição.
Os representantes locais entendem que o registo abre espaço a novas dinâmicas — desde a salvaguarda do repertório e dos trajes até ao desenvolvimento de ofertas culturais e turísticas que reforcem a identidade de Teivas no mapa cultural do distrito de Viseu.
Contexto das Cavalhadas e repercussões locais
As Cavalhadas de Teivas, cuja Dança da Morgadinha é considerada ex-líbris, são uma manifestação festiva e ritual que mobiliza a população local e visitantes. A inscrição no inventário nacional tende a reforçar a perceção pública sobre o valor histórico e social da iniciativa, podendo também favorecer acesso a apoios técnicos e financeiros destinados à preservação do património imaterial.
| Item | Informação |
|---|---|
| Manifestação inscrita | Dança da Morgadinha — Cavalhadas de Teivas |
| Órgão proponente | Departamento de Bens Culturais do IP, IP |
| Publicação | Diário da República (publicação recente) |
A Associação de Teivas sublinha ainda que a distinção é motivo de reconhecimento não só para Teivas, mas também para a freguesia de São João de Lourosa e para o Município de Viseu, setores que, segundo Armando Cardoso, têm sido parceiros desta tradição. O anúncio oficial e a calendarização de passos subsequentes — como o projeto de museu e outras ações de valorização — serão tratados em sede local conforme as decisões dos órgãos associativos.
Do ponto de vista técnico, a inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial implica, habitualmente, um trabalho de documentação e medidas de divulgação e salvaguarda que mobilizam investigadores, técnicos de património e agentes culturais. Para Teivas e para Viseu, o reconhecimento formal fortalece a narrativa de continuidade cultural e oferece um enquadramento para futuras políticas de proteção e promoção do património imaterial.