Parceria intermunicipal para aliviar trânsito junto à A4
As câmaras municipais de Gondomar, Valongo e Maia estão a articular uma proposta conjunta para a criação de um novo acesso à A4, com o objectivo de facilitar a circulação e reduzir o «trânsito intenso» registado no troço que serve, sobretudo, a zona de Rio Tinto, em Gondomar. A iniciativa foi apresentada no contexto da retoma das obras da Via Nordeste, em Rio Tinto, após quatro anos de paralisação.
Retoma das obras e custos revistos
Os trabalhos na ligação entre a rotunda de Rebordãos (EN 12-1) e a Rua da Granja recomeçaram depois de uma suspensão iniciada em 2022, provocada pela falta de autorização para o abate de 55 sobreiros na área. A intervenção estava inicialmente orçamentada em 5,8 milhões de euros, mas, segundo a autarquia de Gondomar, o investimento final deverá ascender a 6,4 milhões de euros devido aos trabalhos complementares necessários após a paragem.
| Elemento | Valor |
|---|---|
| Orçamento inicial | 5,8 milhões € |
| Investimento previsto final | 6,4 milhões € |
| Extensão já executada (fase inicial) | 2,2 km |
| Sobreiros cuja autorização de abate faltou | 55 exemplares |
Compensações ambientais e calendário
Para mitigar o impacto do abate das árvores, a proposta prevê plantações compensatórias em Covelo, na zona de Midões. Sobre o calendário, o presidente da Câmara de Gondomar apontou como meta realista o final do ano para conclusão dos trabalhos, embora tenha sublinhado a necessidade de vistoria do piso e de eventuais intervenções adicionais se o pavimento não estiver em condições.
«É a nossa intenção completar a rede de vias de ligação interna à cidade do Porto e à A4», afirmou o presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Luís Filipe Araújo.
Impactos em Valongo: mobilidade, economia e planeamento
Para os residentes de Valongo, a criação de um novo acesso à A4 pode traduzir-se em redução de tempos de viagem e menor pressão sobre vias locais usadas como alternativa. A atividade comercial e os fluxos pendulares entre a Área Metropolitana do Porto e os concelhos do interior poderão também beneficiar de menores custos de logística e deslocação, sobretudo nos horários de ponta em que o nó de Rio Tinto tende a congestionar-se.
- Menos congestionamento em artérias locais e nas ligações a Gondomar e Maia;
- Possível aceleração de tráfego de mercadorias e melhor ligação a rotas nacionais pela A4;
- Necessidade de vigilância sobre as compensações ambientais e execução orçamental, dada a subida do investimento previsto.
Coordenação metropolitana e próximos passos
A iniciativa evidencia uma dinâmica de cooperação entre municípios da Área Metropolitana do Porto para responder a problemas de mobilidade supra-municipais. A proposta conjunta deverá ser desenvolvida em detalhe entre as três câmaras, tendo em vista garantir uma «entrada franca e mais fácil» à A4, nas palavras do responsável político de Gondomar. Os munícipes de Valongo podem esperar informações mais concretas sobre localização e impactos do novo acesso à medida que o processo de planeamento avançar e forem divulgadas decisões técnicas e financeiras finais.
Enquanto isso, a retoma da Via Nordeste em Rio Tinto e as medidas compensatórias assumem papel central no debate local sobre a conciliação entre necessidades de mobilidade e preservação ambiental.