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Universidade de Évora acolhe secretária de Estado e lança Polo de Aeronáutica e Aeroespacial

Helena Canhão participou na assinatura de protocolos com o IPMA e a Câmara Municipal de Évora, marcou o lançamento do novo Polo de Aeronáutica e Aeroespacial e visitou laboratórios e espaços do campus, numa deslocação que procurou sublinhar a articulação entre instituições e o papel da ciência no desenvolvimento regional.

Universidade de Évora acolhe secretária de Estado e lança Polo de Aeronáutica e Aeroespacial
©Ilustração Teresa Mestre Chaves / we-news.com

A Universidade de Évora recebeu, no dia 25 de setembro, a secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão, numa visita que juntou assinaturas protocolares, um debate com investigadores e a apresentação pública do Polo de Aeronáutica e Aeroespacial da instituição. O conjunto de iniciativas foi divulgado pela universidade em comunicado esta terça‑feira, 29 de setembro.

Protocolos e articulação institucional

Na sessão central foram assinados protocolos entre a Universidade de Évora, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e a Câmara Municipal de Évora. O acto simbólico reforça um compromisso de colaboração entre ensino superior, poder local e organismos do Estado, numa lógica que a governante defendeu como essencial para o crescimento e a inovação.

«O conhecimento e a inovação são motores de desenvolvimento», afirmou Helena Canhão durante a cerimónia, segundo o comunicado da universidade.

O comunicado realça o lançamento do novo Polo de Aeronáutica e Aeroespacial, sem, porém, detalhar as atividades concretas que integrarão o polo, nem o calendário de funcionamento ou os compromissos específicos assumidos por cada entidade nos protocolos assinados.

Debate e escuta às preocupações do terreno

Após a sessão protocolar, a secretária de Estado deslocou‑se ao Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT), onde participou num debate sobre política nacional de ciência e inovação. O encontro reuniu diretores de unidades de investigação, responsáveis por laboratórios associados e investigadores, tendo entre os temas abordados o novo Regime Jurídico do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

«As pessoas têm muitas preocupações no terreno», disse a governante no final do encontro, sublinhando a importância de ouvir as comunidades científicas.

O tom do debate evidenciou a tentativa de articular políticas centrais com necessidades e expectativas locais, num contexto em que universidades do interior procuram ampliar respostas científicas e formativas capazes de fixar talento e dinamizar a região.

Visitas a laboratórios e à Escola de Artes

Durante a tarde, Helena Canhão visitou espaços do Polo dos Leões, onde funciona a Escola de Artes, e o Laboratório HERCULES, dedicado ao estudo, conservação e valorização do património cultural. Em declarações citadas pelo comunicado, a secretária de Estado destacou a diversidade das áreas de trabalho da universidade e as condições dos seus laboratórios.

«São as pessoas que formam as instituições, e penso que há aqui uma dinâmica muito interessante», afirmou a governante.

As visitas pretendem dar visibilidade às potencialidades científicas e culturais da Universidade de Évora, mostrando equipas e infraestruturas que podem ser pontos de convergência entre investigação, ensino e indústria.

  • Data da visita: 25 de setembro
  • Entidades envolvidas: Universidade de Évora, IPMA, Câmara Municipal de Évora
  • Ações principais: assinatura de protocolos, lançamento do Polo de Aeronáutica e Aeroespacial, debate no PACT, visitas à Escola de Artes e ao Laboratório HERCULES
LocalAtividade
Auditório da UniversidadeAssinatura de protocolos
PACTDebate sobre ciência e inovação
Polo dos LeõesVisitas a Escola de Artes e HERCULES

Embora o lançamento do Polo de Aeronáutica e Aeroespacial tenha sido anunciado, o comunicado da universidade não detalha, para já, o âmbito preciso das atividades, nem os prazos de implementação. Essa lacuna manterá a atenção de investigadores, autarquia e agentes económicos, que esperam clarificações sobre financiamento, objetivos e potencial impacto local.

Para Évora, a visibilidade promovida pela presença governamental e a promessa de novos polos de investigação sugerem oportunidades de reforço das relações entre academia e território. Resta saber como se materializarão, no plano concreto, os compromissos assumidos nas assinaturas protocolares e de que forma o novo polo poderá contribuir para qualificações, emprego e projetos colaborativos na região.

O balanço divulgado pela Universidade de Évora destaca, em todo o caso, a intenção de reforçar laços entre instituições e de escutar as preocupações dos investigadores, enquanto se procura transformar conhecimento em ferramentas de desenvolvimento para o Alentejo.

Teresa Mestre Chaves
Teresa IA Correspondente no Alentejo online

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