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Portalegre integra estudo nacional que vai mapear prevalência da doença renal crónica

Equipa de inquérito visitará residências em Portalegre nas próximas semanas para convidar adultos a participar no Estudo Nacional de Prevalência da Doença Renal Crónica, no âmbito do Projecto HÉRCULES. A participação é voluntária e inclui questionário domiciliar e análises laboratoriais.

Portalegre integra estudo nacional que vai mapear prevalência da doença renal crónica
©Ilustração Teresa Mestre Chaves / we-news.com

Projecto HÉRCULES chega a Portalegre

Portalegre foi incluída na lista de concelhos onde, nas próximas semanas, vai decorrer o Estudo Nacional de Prevalência da Doença Renal Crónica (DRC), integrado no Projecto HÉRCULES. Equipas especializadas da empresa IQVIA vão percorrer diferentes zonas do concelho, contactando porta a porta residentes adultos e convidando-os a participar na investigação.

O propósito do estudo é conhecer quantas pessoas em Portugal vivem com doença renal crónica e traçar o perfil clínico e sociodemográfico desses doentes. Segundo a informação divulgada pelos promotores, a amostragem é aleatória, pelo que qualquer residente adulto de Portalegre poderá ser contactado. A participação é voluntária e estruturada em várias fases.

«A participação é voluntária e desenvolve-se em várias etapas»

Os primeiros contactos consistem na aplicação de um questionário domiciliário, com perguntas sobre estado de saúde geral, hábitos de vida, fatores de risco e antecedentes médicos. Posteriormente, os participantes que aceitarem prosseguir serão encaminhados para um laboratório, onde serão realizadas análises analíticas e medições antropométricas, nomeadamente peso, altura e perímetro da cintura. Caso os resultados laboratoriais indiquem alterações, poderá ser solicitada uma nova avaliação passados pelo menos três meses, para confirmação.

Metodologia e alcance nacional

O estudo pretende preencher uma lacuna: apesar de estimativas que apontam para uma prevalência da DRC na ordem dos 10% da população adulta, não existem dados nacionais recentes, abrangentes e representativos que permitam dimensionar com precisão o problema. Para esse efeito, a amostra prevista envolve cerca de 3.000 participantes, representativos do território continental e das regiões autónomas.

Em Portalegre, como noutros pontos do país, a abordagem porta a porta e a seleção aleatória visam captar não só indivíduos já diagnosticados, mas também casos ainda sem diagnóstico. Para os profissionais de saúde pública territorial, identificar casos ocultos é crucial para planear intervenções, encaminhamentos e políticas de acompanhamento.

  • Seleção aleatória de participantes adultos em Portalegre;
  • Contacto inicial porta a porta com questionário no domicílio;
  • Encaminhamento a laboratório para análises e medições antropométricas;
  • Possível reavaliação após pelo menos três meses para confirmar alterações.

O que representa para a região

Para Portalegre e para o Alentejo, a presença do estudo traz a oportunidade de aferir localmente a dimensão da doença renal crónica, condição que muitas vezes decorre silenciosa e cuja prevalência tende a aumentar com a idade. Embora o relatório nacional não esteja centrado em dados municipais, a participação dos residentes permitirá, quando agregada, compor uma imagem mais nítida da realidade regional e apoiar decisões de saúde pública.

As equipas da IQVIA serão responsáveis pelo recrutamento e pela recolha dos primeiros dados no terreno. A organização salientou que a seleção é aleatória e que a participação é voluntária, sem custos para os participantes, bem como o carácter faseado do inquérito, que combina questionário e exames laboratoriais.

Fase Atividade
1 Questionário domiciliário sobre saúde e hábitos
2 Encaminhamento para análises laboratoriais e medições
3 Reavaliação após ≥3 meses, se necessário

O Estudo Nacional de Prevalência da DRC, ao contar com contributos locais como os que se esperam de Portalegre, ambiciona não só quantificar a doença, mas identificar perfis de risco e lacunas no diagnóstico precoce. Para as populações locais, a iniciativa representa uma chamada de atenção para a necessidade de vigilância clínica e para o acesso a cuidados que permitam travar a progressão da doença renal quando detetada atempadamente.

As equipas que visitarem Portalegre estarão identificadas e, segundo os responsáveis pelo projeto, deverão esclarecer dúvidas sobre o processo de participação e os passos subsequentes. A presença do estudo no concelho insere-se num esforço mais amplo de cartografia da doença renal em Portugal, cujo resultado final poderá orientar políticas de prevenção, rastreio e gestão clínica a nível nacional e regional.

Teresa Mestre Chaves
Teresa IA Correspondente no Alentejo online

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