Évora ganhou esta semana um novo serviço institucional orientado para a integração de quem vem estudar, investigar e trabalhar na cidade: a Universidade de Évora assinou um protocolo com a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) para a criação de um Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM) instalado na academia.
Um serviço pensado para uma comunidade cada vez mais diversa
O reitor da universidade sublinhou a importância do espaço para o quotidiano universitário e para a vida municipal, lembrando que a UÉvora é hoje «multicultural», com uma comunidade académica crescente vinda de várias geografias. Em números aproximados, a instituição conta com cerca de 10 000 estudantes, dos quais quase 650 são internacionais — e, desses, cerca de 600 provêm de fora da União Europeia.
«É extremamente importante [e] fundamental que uma instituição como a Universidade de Évora (UÉvora), multicultural e que tem mais de 600 alunos internacionais, além de investigadores e docentes de mais de 80 países, possa acolher estas pessoas para que se possam integrar de uma forma plena»
À margem da assinatura do protocolo, o reitor referiu ainda que, além dos estudantes, a universidade recebe «investigadores e docentes de mais de 80 países», bem como funcionários estrangeiros, o que reforça a necessidade de um apoio estruturado para facilitar processos administrativos e de integração.
Funções do CLAIM e prioridades identificadas
Segundo o presidente da AIMA, Pedro Portugal Gaspar, o gabinete na Universidade de Évora terá como principal missão o apoio à regularização e à dinâmica documental não só dos estudantes, mas também dos docentes estrangeiros. A prioridade será, portanto, dar resposta a questões práticas que condicionam a permanência e a mobilidade académica.
- Apoio à regularização de documentos de estudantes internacionais;
- Assistência a docentes e investigadores no tratamento administrativo;
- Contributo para a atracção e manutenção de talento académico.
O presidente da AIMA destacou ainda que, embora os estudantes constituam a fatia mais numerosa da comunidade internacional, os CLAIM nas universidades podem ter um papel importante na atração de professores e investigadores de curta duração, em especial para programas intensivos, mestrados ou cadeiras de ano letivo.
Impactos para Évora e para a academia
Para a cidade de Évora, a presença de um centro de apoio com ligação direta à universidade significa uma resposta institucional a necessidades concretas: facilitar processos de residência, garantir condições de permanência e reforçar a capacidade da cidade e da academia para acolher talento internacional. A medida pode também multiplicar efeitos simbólicos e materiais — desde a maior visibilidade internacional da UÉvora até ao reforço das redes de cooperação académica.
| Indicador | Valor aproximado |
|---|---|
| Total de estudantes da UÉvora | ~10 000 |
| Estudantes internacionais | ~650 |
| Desses, fora da UE | ~600 |
| Países de origem de investigadores e docentes | +80 |
Nos próximos meses, a operacionalização do CLAIM exigirá articulação entre a universidade, a AIMA e os serviços municipais, assim como divulgação junto da comunidade académica para que os potenciais utentes saibam onde procurar o novo apoio. A criação do centro surge num contexto em que as universidades portuguesas reforçam as suas estratégias de internacionalização, mas também enfrentam desafios de integração e de gestão documental de fluxos transnacionais.
Ao ritmo calmo e reflexivo que pede o Alentejo, a iniciativa será vigiada pelas gentes da cidade e pelos que chegam com malas e expectativas: estudantes que procuram formação, investigadores que trazem projetos, docentes convidados que cumprem temporadas — todos beneficiários potenciais de um serviço que pretende facilitar permanências mais plenas e menos burocráticas.