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Regresso dos vicentinos marca nova fase pastoral em Castelo Branco

A Congregação da Missão (Padres Vicentinos) regressou à Diocese de Portalegre-Castelo Branco com uma equipa de três elementos, para atuar sobretudo em Sarzedas e Santo André das Tojeiras.

Regresso dos vicentinos marca nova fase pastoral em Castelo Branco
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

Regresso com objetivo de reforçar missão local

Os Padres da Congregação da Missão — conhecidos por vicentinos — regressaram à Diocese de Portalegre-Castelo Branco, marcando o restabelecimento de uma presença que cessara em 2013. A entrada oficial dos missionários acontecerá na paróquia de Sarzedas, prevendo-se também intervenção pastoral em Santo André das Tojeiras.

O superior da Província Portuguesa da Congregação da Missão, padre Pedro Guimarães, explicou à Agência ECCLESIA que o regresso resultou de um processo de diálogo e discernimento entre a congregação e a diocese, iniciado depois da tomada de posse do bispo D. Pedro Fernandes, em novembro de 2025. Segundo o responsável vicentino, foi o próprio bispo que sugeriu a instalação em Castelo Branco.

«Houve sempre um desejo, quase que mútuo, do nosso regresso, porque é natural. Fechar uma comunidade não é simpático para ninguém»,

afirmou o superior provincial ao jornal Reconquista, sublinhando que foram reunidas condições humanas e estruturais para abrir uma nova comunidade e aceitar esse risco apostólico.

Equipa e missão

A equipa pastoral enviada para a diocese é constituída por três elementos, combinando experiência missionária e conhecimento da realidade eclesial nacional e internacional. Conforme divulgado:

  • padre Suresh Praban Siluvayya — missionário de origem indiana, com passagem por Angola;
  • padre António Manuel Martins — proveniente da paróquia de Paranhos (Porto), com conhecimento da realidade paroquial portuguesa;
  • diácono Vilarino Calisto — natural de Moçambique, integrado na congregação há cinco anos e a poucos meses da ordenação sacerdotal.

O superior provincial expressou esperança quanto ao calendário de instalação: «Esperamos que no final de setembro já possam ir chegando, se possam também instalar e depois, naturalmente, seguindo os passos informais, conseguirmos chegar à formalidade, que é a abertura formal da presença e o início também formal da nossa missão para aí».

Impactos locais e institucionalidade

Para a diocese e para as paróquias envolvidas, a chegada dos vicentinos representa um reforço do ministério pastoral e um apoio específico ao cuidado dos fiéis e dos sacerdotes locais. O superior provincial referiu ainda o desejo de que a congregação possa colaborar também no acompanhamento dos presbíteros que exercem missão na região.

Do ponto de vista institucional, a reinstalação de uma comunidade religiosa exige, para além da vontade pastoral, respostas logísticas e humanas. Pedro Guimarães deu conta de que o projeto só avançou depois de reunidas as condições consideradas necessárias pela Congregação da Missão. A presença oficial do bispo diocesano no ato de entrada em Sarzedas sublinha a intenção de articulação entre o organismo diocesano e a congregação.

Elemento Origem/Característica Papel previsto
Pe. Suresh Praban Siluvayya Índia; experiência em Angola Missionário vicentino
Pe. António Manuel Martins Paróquia de Paranhos (Porto) Missão paroquial e tarefas além da paróquia
Diác. Vilarino Calisto Moçambique; cinco anos na congregação A caminho da ordenação sacerdotal

Perspetivas e acompanhamento

A reabertura da presença vicentina insere-se numa dinâmica mais ampla de reorganização pastoral em dioceses com recursos humanos limitados e desafios demográficos. Para os fiéis de Castelo Branco e arredores, a expectativa centra-se na continuidade sacramental e no reforço das iniciativas sociais e pastorais que a Congregação da Missão tradicionalmente desenvolve.

Nas próximas semanas, a comunidade paroquial de Sarzedas deverá receber informações concretas sobre horários, celebrações e atividades a cargo dos vicentinos, bem como sobre o calendário oficial da entrada canónica. A presença em Santo André das Tojeiras também será objeto de acompanhamento local, à medida que a nova equipa se for estabelecendo.

As autoridades eclesiásticas locais e a congregação acordaram proceder de forma organizada, privilegiando o diálogo com as comunidades e a integração dos missionários no tecido paroquial existente.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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