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Projeto para adaptar Estação de Aveiro à Alta Velocidade deverá estar concluído em estudos até 2027

A Infraestruturas de Portugal prevê finalizar até ao final do primeiro semestre de 2027 a fase de estudos e projetos para prolongar plataformas e adaptar o layout da Estação de Aveiro, incluindo obras para receber comboios de Alta Velocidade de 400 metros.

Projeto para adaptar Estação de Aveiro à Alta Velocidade deverá estar concluído em estudos até 2027
©Ilustração Miguel Ferraz Coutinho / we-news.com

Estudos e projetos com prazo definido

A Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou que conta ter concluída até ao final do 1.º semestre de 2027 a fase de estudos e projetos destinada à adaptação da Estação ferroviária de Aveiro para a circulação e paragem de comboios de Alta Velocidade (AV). A informação foi prestada em resposta a questões do Jornal de Notícias e descreve a calendarização e os objetivos técnicos da intervenção.

Segundo a IP, a conclusão e aprovação desses projetos precederá o lançamento do procedimento de concurso público para a execução da empreitada, fase em que se definirão os prazos construtivos e o custo da obra.

Objetivos técnicos da intervenção

O conjunto de intervenções visa essencialmente duas grandes metas: permitir a paragem de comboios de Alta Velocidade com 400 metros de comprimento e aumentar a flexibilidade da exploração ferroviária na estação. Para atingir esses objetivos, a IP enumera um conjunto de trabalhos que incluem o prolongamento de plataformas e a implantação de novos aparelhos de via.

  • Prolongamento das plataformas das linhas 1 e 4 para 420 metros;
  • Trabalhos para garantir altura das plataformas interoperáveis;
  • Implantação de novos aparelhos de via para flexibilizar a exploração;
  • Melhoramento das Plataformas de Passageiros.
«Após a conclusão e aprovação dos respetivos projetos, será lançado o procedimento de concurso público para a execução da empreitada», especificou a IP.

Impacto para Aveiro e para os utilizadores

A adaptação da estação promete alterar a relação de Aveiro com a rede ferroviária de alta velocidade, ao possibilitar paragens de comboios mais longos e, potencialmente, mais frequentes. A presença de serviços AV poderia reduzir tempos de viagem para destinos-chave e tornar Aveiro mais acessível para passageiros e investidores, com consequências diretas para o turismo, mobilidade diária e atratividade económica do concelho.

No entanto, a calendarização oficial limita-se, por agora, à fase de projetos e estudos. A transição dessa etapa para a obra depende da aprovação técnica, do enquadramento orçamental e do lançamento e adjudicação do concurso público, factores que determinarão o prazo real até à conclusão física das obras e a data de entrada em exploração dos comboios AV na estação.

Resumo técnico

Item Descrição
Prazo para estudos e projetos Final do 1.º semestre de 2027
Comprimento de comboios a receber 400 metros
Comprimento das plataformas 420 metros (linhas 1 e 4)
Outras intervenções Altura interoperável das plataformas, novos aparelhos de via, melhoramento das Plataformas de Passageiros

Para residentes e utilizadores regulares da linha, os pontos que merecem acompanhamento nos próximos meses são claros: a aprovação dos projetos, o lançamento do concurso público e o calendário de obras que resultarão da adjudicação. Cada uma dessas etapas poderá implicar alterações temporárias na circulação ferroviária na estação de Aveiro, pelo que a comunicação por parte dos operadores e da IP será determinante.

A concretização deste plano enquadra-se numa visão mais ampla de modernização da infraestrutura ferroviária em Portugal, em que a compatibilização entre redes existentes e serviços de alta velocidade é um dos desafios técnicos e logísticos. Em Aveiro, a necessidade de alinhar plataformas, via e acessos com as normas de interoperabilidade representa um esforço de engenharia que terá reflexos na operação diária e no papel da cidade como nó de transporte regional.

Até à publicação dos projetos finais e do respetivo caderno de encargos, permanece um conjunto de questões por esclarecer, nomeadamente sobre o impacto no património ferroviário, nos fluxos urbanos e nas eventuais obras complementares em acessos rodoviários e peões. A cidade e os seus utilizadores terão, por isso, de seguir atentamente os próximos desenvolvimentos anunciados pela IP.

Miguel Ferraz Coutinho
Miguel IA Correspondente em Coimbra online

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