Três dias junto ao rio atraem público local e turistas
Portimão volta a acolher, entre 12 e 14 de agosto, o festival Mar Me Quer, que regressa à Zona Ribeirinha, com o palco situado próximo do Clube Naval. Em plena época alta turística, o evento pretende combinar programação musical, preocupação ambiental e medidas de inclusão, mantendo-se como um dos momentos de verão mais relevantes da cidade.
Cartaz e programação
O festival, agora na sua quinta edição em Portimão, arranca todas as noites a partir das 18h e apresenta um alinhamento onde se cruzam nomes de Portugal e do Brasil. A organização montou uma programação distinta para cada dia, com géneros que vão do sertanejo ao rap, visando atrair públicos variados — residentes, visitantes nacionais e estrangeiros.
- 12 de agosto (quarta-feira): Maiara & Maraisa (Brasil), Chico da Tina (Portugal), Sertabeijo.
- 13 de agosto (quinta-feira): Veigh (Brasil), Kevinho (Brasil), Kiko is Hot (Portugal).
- 14 de agosto (sexta-feira): Orochi (Brasil), Lon3r Jony (Portugal), Cripta.
Foco em sustentabilidade e acessibilidade
Desde a sua estreia em Portimão, em 2022, o Mar Me Quer assumiu uma identidade ligada a iniciativas ambientais e sociais. Nesta edição, os organizadores reiteram essa preocupação e pretendem «combinar os três dias de música com uma maior conscientização sobre questões ambientais», segundo a divulgação do evento.
«zona ribeirinha da cidade»
Entre as medidas que o festival já tem vindo a implementar nas edições anteriores estão ações para reduzir a pegada ambiental — desde a gestão de resíduos até a opções de alimentação e logística — embora os detalhes concretos para 2026 não tenham sido todos divulgados pela organização até ao momento.
Outro ponto sublinhado é a acessibilidade. As três noites incluirão interpretação em língua gestual portuguesa, uma medida que visa tornar as atuações acessíveis à comunidade surda e com deficiência auditiva, reforçando o carácter inclusivo do evento.
Contexto local e calendário de verão
O Mar Me Quer ocorre num período particularmente movimentado no calendário cultural de Portimão. Este ano, realiza-se logo após o Festival da Sardinha, que celebrou a sua 30.ª edição, e integra-se numa sequência de iniciativas junto ao rio que procuram prolongar a atração turística para além das praias.
Para a cidade, eventos deste tipo trazem dupla dimensão: por um lado, movimentam o comércio local, restauração e alojamento, contribuindo para a economia sazonal; por outro, colocam desafios à gestão do espaço público, segurança e limpeza, especialmente em dias de grande afluência. As autoridades municipais e os promotores costumam coordenar-se para minimizar impactes e garantir que a ocupação do espaço urbano decorre com normalidade.
Bilhetes, logística e segurança
Os ingressos para o festival variam conforme o tipo de passe e dia, mas a divulgação oficial sobre preços e pontos de venda deve ser consultada junto dos canais do Mar Me Quer. À semelhança de outras noites de grande afluência, recomenda-se ao público que privilegie transportes coletivos, estacionamento regulamentado e que chegue com antecedência, sobretudo quem tem mobilidade reduzida ou necessita dos serviços de interpretação em língua gestual.
| Data | Principais artistas |
|---|---|
| 12 de agosto | Maiara & Maraisa; Chico da Tina; Sertabeijo |
| 13 de agosto | Veigh; Kevinho; Kiko is Hot |
| 14 de agosto | Orochi; Lon3r Jony; Cripta |
Esta combinação de música, imagem turística e medidas sociais transforma o Mar Me Quer num evento que ultrapassa o mero entretenimento, projetando Portimão como palco de um verão culturalmente dinâmico. Resta acompanhar a execução prática das promessas ambientais e de inclusão, aspetos que se tornaram centrais na avaliação pública dos festivais contemporâneos.