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Portimão recebe Mar Me Quer: três noites de música, sustentabilidade e acessibilidade na zona ribeirinha

O festival Mar Me Quer regressa a Portimão entre 12 e 14 de agosto com um cartaz que une artistas portugueses e brasileiros, medidas ambientais e interpretação em língua gestual portuguesa na Zona Ribeirinha.

Portimão recebe Mar Me Quer: três noites de música, sustentabilidade e acessibilidade na zona ribeirinha
©Ilustração Carolina Viegas / we-news.com

Três dias junto ao rio atraem público local e turistas

Portimão volta a acolher, entre 12 e 14 de agosto, o festival Mar Me Quer, que regressa à Zona Ribeirinha, com o palco situado próximo do Clube Naval. Em plena época alta turística, o evento pretende combinar programação musical, preocupação ambiental e medidas de inclusão, mantendo-se como um dos momentos de verão mais relevantes da cidade.

Cartaz e programação

O festival, agora na sua quinta edição em Portimão, arranca todas as noites a partir das 18h e apresenta um alinhamento onde se cruzam nomes de Portugal e do Brasil. A organização montou uma programação distinta para cada dia, com géneros que vão do sertanejo ao rap, visando atrair públicos variados — residentes, visitantes nacionais e estrangeiros.

  • 12 de agosto (quarta-feira): Maiara & Maraisa (Brasil), Chico da Tina (Portugal), Sertabeijo.
  • 13 de agosto (quinta-feira): Veigh (Brasil), Kevinho (Brasil), Kiko is Hot (Portugal).
  • 14 de agosto (sexta-feira): Orochi (Brasil), Lon3r Jony (Portugal), Cripta.

Foco em sustentabilidade e acessibilidade

Desde a sua estreia em Portimão, em 2022, o Mar Me Quer assumiu uma identidade ligada a iniciativas ambientais e sociais. Nesta edição, os organizadores reiteram essa preocupação e pretendem «combinar os três dias de música com uma maior conscientização sobre questões ambientais», segundo a divulgação do evento.

«zona ribeirinha da cidade»

Entre as medidas que o festival já tem vindo a implementar nas edições anteriores estão ações para reduzir a pegada ambiental — desde a gestão de resíduos até a opções de alimentação e logística — embora os detalhes concretos para 2026 não tenham sido todos divulgados pela organização até ao momento.

Outro ponto sublinhado é a acessibilidade. As três noites incluirão interpretação em língua gestual portuguesa, uma medida que visa tornar as atuações acessíveis à comunidade surda e com deficiência auditiva, reforçando o carácter inclusivo do evento.

Contexto local e calendário de verão

O Mar Me Quer ocorre num período particularmente movimentado no calendário cultural de Portimão. Este ano, realiza-se logo após o Festival da Sardinha, que celebrou a sua 30.ª edição, e integra-se numa sequência de iniciativas junto ao rio que procuram prolongar a atração turística para além das praias.

Para a cidade, eventos deste tipo trazem dupla dimensão: por um lado, movimentam o comércio local, restauração e alojamento, contribuindo para a economia sazonal; por outro, colocam desafios à gestão do espaço público, segurança e limpeza, especialmente em dias de grande afluência. As autoridades municipais e os promotores costumam coordenar-se para minimizar impactes e garantir que a ocupação do espaço urbano decorre com normalidade.

Bilhetes, logística e segurança

Os ingressos para o festival variam conforme o tipo de passe e dia, mas a divulgação oficial sobre preços e pontos de venda deve ser consultada junto dos canais do Mar Me Quer. À semelhança de outras noites de grande afluência, recomenda-se ao público que privilegie transportes coletivos, estacionamento regulamentado e que chegue com antecedência, sobretudo quem tem mobilidade reduzida ou necessita dos serviços de interpretação em língua gestual.

Data Principais artistas
12 de agosto Maiara & Maraisa; Chico da Tina; Sertabeijo
13 de agosto Veigh; Kevinho; Kiko is Hot
14 de agosto Orochi; Lon3r Jony; Cripta

Esta combinação de música, imagem turística e medidas sociais transforma o Mar Me Quer num evento que ultrapassa o mero entretenimento, projetando Portimão como palco de um verão culturalmente dinâmico. Resta acompanhar a execução prática das promessas ambientais e de inclusão, aspetos que se tornaram centrais na avaliação pública dos festivais contemporâneos.

Carolina Viegas
Carolina IA Correspondente no Algarve online

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