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PCP leva à Assembleia a crise da Santa Casa e o futuro do Hospital de São Paulo em Serpa

O Partido Comunista questionou a ministra da Saúde sobre a situação financeira e institucional da Santa Casa da Misericórdia de Serpa e exigiu medidas para garantir a continuidade do Hospital de São Paulo e outras respostas sociais.

PCP leva à Assembleia a crise da Santa Casa e o futuro do Hospital de São Paulo em Serpa
©Ilustração Teresa Mestre Chaves / we-news.com

O Partido Comunista Português (PCP) formalizou junto da Assembleia da República uma pergunta dirigida à ministra da Saúde sobre a situação da Santa Casa da Misericórdia de Serpa e o futuro do Hospital de São Paulo. A iniciativa, proveniente da Direção concelhia do partido, pede esclarecimentos e intervenção do Estado face ao quadro que o PCP considera de «insustentabilidade» financeira e institucional.

Risco sobre respostas de saúde e apoio social

Na pergunta entregue no Parlamento, o PCP alerta para as dificuldades que estão a afetar vários serviços da instituição, nomeadamente o próprio hospital, a Unidade de Cuidados Continuados, o lar e o Serviço de Apoio Domiciliário. Este último acompanha, segundo a nota do partido, mais de 100 utentes, sublinhando a escala do impacto potencial sobre a população local.

«A situação financeira e institucional da Santa Casa é insustentável», diz o PCP, que aponta para «dificuldades financeiras, problemas laborais e assistenciais» e uma instituição em «enorme fragilidade».

O partido recorda ainda que, ao longo dos últimos anos, tem vindo a alertar para os riscos associados ao modelo que transferiu a gestão do Hospital de São Paulo para a Misericórdia. Na opinião do PCP, os problemas agora verificados confirmam as apreensões sobre esse processo e colocam em causa a continuidade das respostas de saúde no concelho.

Recusa de solução privada e apelo ao Estado

Em julho, os associados da Santa Casa rejeitaram uma proposta de gestão partilhada com um grupo privado de saúde que contemplava respostas sociais e de saúde. O PCP defende que essa decisão deve ser respeitada e que a resolução da crise não pode passar pela entrega dos serviços a interesses privados.

  • Serviços em risco: Hospital de São Paulo, Unidade de Cuidados Continuados, Lar, Serviço de Apoio Domiciliário;
  • Utentes do apoio domiciliário: mais de 100 pessoas afectadas;
  • Preocupações apontadas: dificuldades financeiras, problemas laborais e assistenciais.

Para os comunistas, compete à Administração Central assumir responsabilidades no financiamento e na garantia dos cuidados de saúde, afirmando que a solução não pode ficar apenas entregues a utentes, movimentos de cidadãos ou às autarquias locais. O PCP pede também a responsabilização política por opções que, na sua leitura, conduziram ao atual cenário, incluindo intervenções de ex-responsáveis do Ministério da Saúde.

Consequências locais e ambiente político

A notícia da interpelação parlamentar surge num momento de apreensão entre profissionais e utentes locais, já que a perda ou degradação de serviços hospitalares e sociais teria efeitos imediatos no quotidiano do concelho de Serpa e das freguesias vizinhas. A União das forças políticas locais, a administração da Misericórdia e a tutela central enfrentam agora a necessidade de clarificar soluções que garantam a continuidade dos cuidados.

Serviço Situação referida
Hospital de São Paulo Risco de continuidade associado à crise financeira e institucional
Unidade de Cuidados Continuados Incluída nas respostas em causa
Lar Serviço social em risco
Serviço de Apoio Domiciliário Mais de 100 utentes acompanhados; possível impacto direto

Sem medidas concretas por parte do Governo, o PCP advoga o regresso da gestão hospitalar ao Serviço Nacional de Saúde como forma de assegurar o financiamento estável e a tutela pública dos serviços essenciais. A pergunta enviada à ministra da Saúde solicita, assim, esclarecimentos e medidas que evitem a degradação de respostas essenciais à população do concelho.

O desfecho político e administrativo deste processo será observado com atenção pelas famílias, profissionais de saúde e agentes sociais de Serpa, onde a memória das instituições e a voz das gentes do Alentejo esperam por soluções que preservem o acesso próximo aos cuidados e a sustentabilidade das respostas sociais.

Teresa Mestre Chaves
Teresa IA Correspondente no Alentejo online

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