Festival atraiu público e reforçou imagem de Olhão como destino gastronómico
O 38.º Festival do Marisco de Olhão encerrou no dia 15 de agosto, depois de seis dias de programação centrada na gastronomia da Ria Formosa, música e identidade marítima do concelho. A organização contabilizou cerca de 50 000 visitantes, número semelhante ao registado em 2025 e que consolida o evento como uma das principais referências do verão algarvio.
Melhorias no espaço e na logística do recinto
Realizado no Jardim Pescador Olhanense, o festival deste ano destacou‑se também por um conjunto de alterações no espaço e na gestão do evento. Entre as intervenções apontadas pela Câmara Municipal de Olhão estão o aumento da área disponível, o reforço das condições de segurança e a criação de um novo espaço dedicado à venda de marisco, medidas que, segundo a autarquia, contribuíram para «uma maior fluidez e redução dos tempos de espera».
- Aumento do espaço no recinto
- Reforço das condições de segurança
- Criação de um novo espaço de venda de marisco
- Introdução do Poke Market e propostas de pastelaria local
«Com o recinto melhorado, o marisco de excelência e com a resposta de todos os serviços que fazem parte de um festival que se quer marcante, dinâmico, acessível e, acima de tudo, com um cartaz de excelência, conseguimos ter um ano muito, muito bom»
As declarações do presidente da Câmara, Ricardo Calé, realçam a conjugação entre qualidade do produto, logística e programação musical como a «receita» do sucesso que pretende manter o festival como ponto alto da agenda turística do Algarve.
Oferta gastronómica e cartaz musical
Para além do marisco e dos bivalves típicos da Ria Formosa, a edição de 2026 apostou na diversificação da oferta. Entrou no espaço de street food o Poke Market e marcou presença a pastelaria Kubidoce, com especialidades inspiradas na tradição local, como o floripes e o moncarapachense. Estas novidades foram pensadas para alargar a proposta aos visitantes e promover produtos ligados à identidade do concelho.
O cartaz musical procurou abranger vários públicos, com atuações de nomes que passaram pelo festival durante os seis dias. Entre os artistas anunciados estiveram:
| Artistas | Género / Observação |
|---|---|
| Matias Damásio | Pop / World |
| Deejay Telio | DJ set |
| Némanus | Banda local/projeto |
| Calema | Dupla pop |
| Mariza | Fado |
| Daniela Mercury | MPB / World |
Impactos locais e desafios futuros
O balanço oficial aponta para uma edição positiva, com resultados que valorizam tanto a promoção do marisco da Ria Formosa como a capacidade do município em acolher um evento de grande dimensão durante o pico da temporada. Para residentes e empresários locais, o festival representa uma oportunidade de rendimento direto — vendas de marisco, alojamento e restauração — e uma montra para potenciar a procura fora dos meses de verão.
Ao mesmo tempo, a repetição dos números do ano anterior sublinha a necessidade de continuar a investir na organização e em infraestruturas que permitam conciliar afluência elevada com qualidade de serviço e segurança. A experiência de 2026, referida pela autarquia como resultado de «preparação e aprendizagem a partir de outros grandes eventos realizados no país», sugere um processo de adaptação que será testado novamente na próxima edição.
Para além do impacto económico imediato, o festival reforça a imagem de Olhão como destino gastronómico ligado ao mar, um elemento que beneficia a atração turística do concelho e a promoção dos produtos locais no mercado nacional. O desafio agora é transformar essa visibilidade em benefícios sustentados para a fileira do marisco e para a dinâmica comercial e cultural do município.
Com o convite final deixado pela Câmara — «aguardem pela 39ª edição» —, o sector turístico e a gestão municipal terão meses para avaliar, ajustar e preparar uma nova edição que mantenha o equilíbrio entre promoção, experiência do visitante e preservação da identidade local.