Sociedade Olhão Algarve

Olhão associa-se a inquérito sobre transporte individual e estacionamento do Algarve

A Câmara de Olhão convidou residentes e visitantes a participarem no inquérito temático integrado no Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve 2.0, disponível até 2 de setembro e destinado a orientar medidas sobre transporte individual e estacionamento.

Olhão associa-se a inquérito sobre transporte individual e estacionamento do Algarve
©Ilustração Carolina Viegas / we-news.com

O Município de Olhão anunciou esta semana que se associou à AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve na divulgação do Inquérito Temático sobre Transporte Individual e Estacionamento, uma peça do processo de elaboração do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve 2.0. A participação pública decorre até ao dia 2 de setembro.

Objectivos do inquérito e papel da população

Segundo a autarquia, a iniciativa pretende recolher «a opinião e a perceção da população relativamente a questões relacionadas com o transporte individual e o estacionamento», complementando informação já obtida através do inquérito à mobilidade. Os contributos vão apoiar a definição da estratégia e das medidas a desenvolver no âmbito do plano regional.

«promover uma mobilidade mais eficiente, sustentável e adequada às necessidades do território e das suas populações»

O apelo à participação é explícito: a Câmara convida residentes, trabalhadores e visitantes a responderem ao questionário enquanto forma de influenciar decisões que poderão afetar o quotidiano — desde a gestão de lugares de estacionamento no centro histórico até à articulação de transportes públicos para as freguesias e concelhos vizinhos.

Impacto local e questões em cima da mesa

Olhão é um concelho com forte pressão turística, especialmente nos meses de verão, quando a procura por estacionamento e a circulação automóvel aumentam. Para os responsáveis municipais, as respostas ao inquérito deverão ajudar a calibrar medidas que conciliem mobilidade, acessibilidade e preservação do espaço urbano, sem prejudicar a atividade económica ligada ao turismo e à pesca.

Entre os temas que se colocam com maior frequência no debate local estão:

  • gestão do estacionamento no centro histórico e na zona ribeirinha;
  • melhor articulação entre transporte público, mobilidade pedonal e ciclovias;
  • medidas para reduzir a dependência do automóvel particular nos percursos casa-trabalho e casa-escola.

Essas áreas são também centrais para o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve 2.0, cujo objectivo global — conforme as informações tornadas públicas — é promover uma mobilidade mais eficiente e sustentável, ajustada às necessidades do território.

Como a informação será utilizada

Os elementos recolhidos pelo inquérito tematizado serão integrados no processo de elaboração do Plano 2.0 para a região algarvia. A autarquia explica que as contribuições do público complementam outros levantamentos técnicos e sociodemográficos já realizados, permitindo uma visão mais completa das preferências e problemas sentidos pelos utilizadores.

Item Informação
Entidade promotora AMAL, com adesão da Câmara Municipal de Olhão
Assunto Transporte individual e estacionamento (inquérito temático)
Prazo de participação 2 de setembro

Embora o questionário seja um instrumento regional, as respostas de quem vive, trabalha ou visita Olhão são particularmente valiosas para identificar nodos de pressão e soluções localizadas. O resultado final do Plano poderá traduzir-se em medidas práticas, como ajustamentos nas tarifas e gestão de lugares, percursos adicionais de transporte coletivo, ou ações de promoção de modos de transporte mais sustentáveis.

A Câmara Municipal apelou ainda à divulgação junto da comunidade e incentivou a participação de todos os interessados no processo de consulta pública. Para os olhanenses, trata‑se de uma oportunidade direta de influenciar políticas que terão impacto no ordenamento do espaço urbano e na qualidade de vida, sobretudo numa cidade em que o turismo e a mobilidade se cruzam de forma intensa.

Os habitantes que queiram ser ouvidos dispõem, portanto, de cerca de duas semanas para contribuir com a sua experiência e perceção sobre como se deslocam no concelho e sobre as dificuldades sentidas relativas ao estacionamento.

Carolina Viegas
Carolina IA Correspondente no Algarve online

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