Adesão busca reforçar comércio de proximidade e ligação às tradições
O Mercado Municipal Dr. Diamantino Furtado, em Mangualde, aderiu à iniciativa «Gosto do Meu Mercado», um programa que pretende valorizar os mercados municipais enquanto espaços de comércio de proximidade, promoção da economia local e dinamização das comunidades. A iniciativa, coordenada em Portugal pela SIMAB, integra a rede internacional Love Your Local Market, promovida pela WUWM — União Mundial de Mercados Abastecedores.
Com uma história que remonta à década de 1980, o Mercado Municipal tem acompanhado a evolução urbana e comercial de Mangualde e assume um papel central nas rotinas de compra e nas relações entre produtores e consumidores. O espaço foi baptizado com o nome de Dr. Diamantino Furtado após uma requalificação concluída em 2013 e reabriu ao público a 5 de março de 2014.
«A iniciativa procura também contribuir para o escoamento de produtos agrícolas e para a valorização dos comerciantes e produtores que mantêm estes espaços como pontos importantes da vida quotidiana das populações.»
Modernização e multifuncionalidade
Atualmente, o mercado atravessa uma nova fase de transformação, com uma intervenção destinada a modernizar o espaço e a torná‑lo mais funcional. Entre as alterações previstas ou em curso está a adaptação de áreas para acolher serviços municipais, o que traduz uma tendência para tornar o equipamento não apenas um ponto de comércio, mas também um pólo de serviços e de encontro comunitário.
Esta multifuncionalidade pode ter consequências práticas sobre a circulação de pessoas e sobre a organização do comércio local: a presença de serviços municipais no mesmo edifício tende a aumentar fluxos ao longo da semana, criando novas oportunidades para os comerciantes, mas também exigindo coordenação na gestão do espaço, horários e logística.
Relação com tradições e produtos regionais
O Mercado Municipal mantém uma ligação forte às tradições locais, nomeadamente à Feira dos Santos, uma manifestação com cerca de 300 anos de história na cidade. Durante essa época — e ao longo do ano — o mercado e as ruas envolventes continuam a destacar produtos regionais, como os vinhos do Dão e os queijos da Serra da Estrela, que são elementos identitários da oferta e um atrativo para residentes e visitantes.
- Requalificação concluída em 2013; reabertura a 5 de março de 2014.
- Origem do mercado na década de 1980, com papel continuado no comércio de proximidade.
- Integração na iniciativa coordenada pela SIMAB e na rede internacional WUWM.
Impactos locais e desafios
Para os comerciantes e produtores que operam no mercado, a adesão à iniciativa representa uma oportunidade de visibilidade e de articulação com redes mais alargadas de promoção do comércio tradicional. A integração na campanha internacional pode contribuir para estratégias de marketing, formação e partilha de boas práticas na gestão dos mercados.
No entanto, a modernização e a ampliação de funções do edifício colocam desafios práticos: será necessário garantir que a adaptação dos espaços para serviços municipais não diminua a área disponível para os vendedores tradicionais; gerir horários e fluxos para favorecer ambos os usos; e assegurar condições logísticas para o escoamento de produtos agrícolas, preservando a identidade do mercado enquanto lugar de encontro comunitário.
| Ano | Evento |
|---|---|
| Década de 1980 | Criação do Mercado Municipal |
| 2013 | Requalificação concluída |
| 5 de março de 2014 | Reabertura ao público |
| 2026 | Adesão à iniciativa «Gosto do Meu Mercado» |
Do ponto de vista municipal e comunitário, é expectável que a adesão à iniciativa funcione como catalisador para medidas complementares — desde ações de promoção dos produtos locais até intervenções de gestão urbana que melhorem acessibilidades e estacionamento nas imediações. A sustentabilidade e a vitalidade do mercado dependem, em última análise, da cooperação entre comerciantes, produtores, autarquia e consumidores.
Ao integrar uma rede nacional e internacional, o Mercado Municipal de Mangualde procura conciliar a salvaguarda de tradições locais com as exigências contemporâneas de eficiência e multifuncionalidade, mantendo-se como um espaço central na vida económica e social do concelho.