A fábrica da Stellantis em Mangualde assinalou, no sábado, 12 de setembro, a produção de dois milhões de veículos desde o início da sua actividade, marcando a data com um Open Day que reuniu centenas de colaboradores e familiares e que serviu também para recordar a evolução da unidade ao longo das décadas.
Uma história de aceleração produtiva
O balanço divulgado durante as iniciativas de porta aberta sublinha uma diferença temporal significativa entre as duas marcas registadas: o primeiro milhão de veículos demorou cerca de 50 anos a ser produzido, enquanto o segundo milhão foi alcançado em apenas 14 anos. Essa aceleração traduz, segundo responsáveis da unidade, processos de modernização, aumento da capacidade produtiva e adaptação às exigências do mercado.
«A evolução reflete o crescimento, a modernização e a capacidade produtiva da fábrica», afirmou a gestão durante as comemorações.
O Open Day permitiu às famílias dos trabalhadores conhecerem as instalações e acompanhar a cerimónia que homenageou várias gerações de colaboradores que contribuíram para a construção da história da fábrica em Mangualde. A iniciativa combinou momentos de convívio e animação com tom institucional, destacando o papel coletivo dos operários, técnicos e gestores.
Capacidade actual e perspectiva futura
Segundo a informação divulgada, a unidade de Mangualde encontra-se a trabalhar na sua capacidade máxima, com os veículos produzidos a registar boa aceitação no mercado. A perspectiva oficial para os próximos anos aponta para uma produção anual na ordem das 100 mil unidades. Mantendo-se esse ritmo, estima-se que o horizonte de alcançar os três milhões de veículos possa surgir dentro de cerca de uma década — ressalvando-se, porém, que esse objectivo depende da evolução efectiva da produção nos próximos anos.
| Marco | Tempo até atingir |
|---|---|
| 1.º milhão | 50 anos |
| 2.º milhão | 14 anos |
| Produção anual prevista | ~100 000 veículos/ano |
Na prática, a conjugação de investimentos em infra‑estruturas, actualização de processos e qualificação dos trabalhadores foi apontada como fundamental para garantir a continuidade da actividade e a sua relevância dentro do grupo Stellantis.
Impacto local e desafios
Para Mangualde, a fábrica representa um nó de empregabilidade directa e indirecta, além de constituir um factor de dinamização económica regional. A celebração pública do marco produtivo serviu igualmente para reforçar a visibilidade do concelho no mapa industrial nacional e europeu.
- O Open Day funcionou como acto de reconhecimento aos colaboradores e às suas famílias.
- A aceleração na produção evidencia modernização e aumento de capacidade.
- A manutenção de investimento em formação e processos é apresentada como essencial para a sustentabilidade da unidade.
Apesar do optimismo expresso, a concretização das metas depende de variáveis externas — evoluções de mercado, políticas industriais do grupo e condições macroeconómicas — que influenciarão ritmo de produção e decisões de investimento futuras. A fábrica de Mangualde, contudo, surge posicionada como uma peça relevante na cadeia de valor da Stellantis, com notoriedade crescente face à recente marca dos dois milhões.
As celebrações do fim‑de‑semana deixaram um sinal de continuidade: além do reconhecimento do percurso feito, procurou‑se transmitir uma mensagem de aposta na modernização contínua e na qualificação dos recursos humanos, elementos que a administração considera essenciais para garantir que a unidade continue a cumprir um papel significativo no grupo e na economia local.
O balanço oficial e as actividades do dia focalizaram, assim, tanto a memória colectiva da fábrica em Mangualde como as ambições futuras, sublinhando o papel da comunidade laboral na consolidação de um projecto industrial que continua a evoluir.