A Maia passou a dispor de uma nova plataforma logística da Aviludo após a conclusão de um investimento de 27 milhões de euros. A infraestrutura, com uma área total de 11.000 m², promete optimizar a distribuição alimentar no Norte de Portugal e influenciar custos e prazos de entrega para clientes nos sectores do horeca, instituições e retalho.
Capacidade e cobertura regional
Segundo a empresa, o novo centro foi concebido para suportar produtos entre os -24ºC e a temperatura ambiente e terá capacidade para cerca de 9.000 paletes. A plataforma inclui ainda 17 cais de carga — seis destinados a camiões e 11 a carrinhas — e antecâmaras com controlo térmico, num total de 1.400 m². A Aviludo afirma que a instalação permitirá assegurar cobertura de cerca de 90% dos distritos do Norte, abrangendo Porto, Viana do Castelo, Braga, Aveiro, Coimbra, Viseu, Vila Real e Bragança.
- Área: 11.000 m²
- Capacidade de paletes: 9.000
- Cais de carga: 17 (6 para camiões, 11 para carrinhas)
- Antecamâras: 1.400 m²
- Emprego previsto: 140 postos de trabalho diretos até 2027
«Tendo em conta a nossa operação no Norte e a estratégia de crescimento definida para a região, considerámos fundamental investir numa infraestrutura moderna e estrategicamente localizada junto aos principais eixos rodoviários. A Maia permite-nos garantir uma resposta mais rápida, eficiente e competitiva, traduzindo o know-how global do Grupo Metro AG e os 42 anos de história e proximidade local da Aviludo numa oferta de excelência para os nossos clientes»
Meios técnicos, energia e sustentabilidade
A plataforma incorpora soluções técnicas apontadas para eficiência e sustentabilidade. Está prevista a instalação de uma unidade fotovoltaica com 891 kWp de potência, estimada para cobrir cerca de 39% do consumo energético da operação. A iluminação é totalmente em LED e existem 12 pontos de carregamento elétrico para apoiar a frota de distribuição.
Ao nível da cadeia de frio, o sistema de refrigeração utiliza CO₂ como fluido refrigerante e complementa-se com painéis isotérmicos. Nos relatados parâmetros técnicos aparecem áreas dedicadas a congelados e frio positivo: a comunicação da Aviludo refere 900 m² de áreas específicas para congelados e, em outros pontos das especificações, indica 2.400 m² destinados a congelados e 2.000 m² a frio positivo.
Impacto no emprego e na operação comercial
O projecto prevê a criação de 140 postos de trabalho directos até 2027, entre funções operacionais e técnicas qualificadas. Para reforçar a presença comercial na região, a empresa ampliou a equipa com 40 assessores comerciais dedicados ao Norte. A construção do novo centro ficou a cargo da empresa Garcia & Garcia, sediada em Santo Tirso, e foi concluída em cerca de 13 meses.
| Item | Valor |
|---|---|
| Investimento | 27 milhões de euros |
| Área | 11.000 m² |
| Capacidade de paletes | 9.000 |
| Fotovoltaico | 891 kWp (≈ 39% do consumo) |
| Pontos de carregamento | 12 |
| Emprego previsto | 140 postos diretos até 2027 |
Para as empresas e operadores locais, a nova plataforma representa uma oportunidade de reduzir custos logísticos e tempos de entrega na região. A Aviludo estimou, em declarações ligadas ao projecto, uma redução potencial dos custos operacionais na ordem dos 15% a 20% para os clientes servidos a partir da Maia, embora esta cifra seja apresentada como orientadora numa fase inicial da operação.
Do ponto de vista do território, a escolha da Maia — junto a eixos rodoviários estratégicos do Grande Porto — reforça o papel da cidade como nó logístico emergente no Norte e poderá atrair serviços associados, fornecedores e subcontratados relacionados com frio industrial, transporte e manutenção de equipamento. A aposta integra-se numa estratégia mais ampla do grupo, que pretende consolidar operações no Norte e expandir serviços a áreas do interior onde ainda não tinha cobertura total.
Com a nova plataforma operacional, a Aviludo espera não só optimizar a cadeia de frio e reduzir tempos de trânsito como também «traduzir o know‑how global do Grupo Metro AG» na oferta aos clientes locais, afirma a administração. Resta agora acompanhar a execução do plano de contratação e a integração da plataforma na malha logística regional ao longo dos próximos anos.