Em Machico, a utilização de meios dos Bombeiros Municipais para abastecer água a jardins e espaços verdes públicos voltou a ser alvo de críticas por parte da concelhia do Chega. Num comunicado assinado pela presidente do partido no concelho, Liliana Teixeira, o fenómeno é apresentado como consequência «da falta de manutenção nos sistemas de rega» e como um problema repetitivo que, segundo o partido, não tem obtido resposta municipal adequada.
Partido denuncia «avarias prolongadas» e uso indevido de recursos
O Chega refere que as avarias nos equipamentos de irrigação são «prolongadas» e que isso tem levado à «utilização recorrente de meios dos Bombeiros Municipais para abastecer água aos jardins públicos». No comunicado, a dirigente partidária sublinha a incoerência dessa prática face à natureza e missão das corporações de bombeiros locais.
«Uma corporação de bombeiros não existe para serviços de jardinagem! Existe para servir a população, acorrer a perigos iminentes e acudir a emergências»
O partido considera «injustificável» que sejam mobilizados meios de socorro para suprir falhas que, segundo a mesma nota, já foram diversas vezes reportadas por munícipes e por via da plataforma 'Informa Machico', sem que tenha havido uma solução satisfatória por parte da Câmara.
Exigências: reparação e plano de manutenção preventiva
Face à situação descrita, a concelhia do Chega em Machico exige à autarquia «a reparação urgente dos equipamentos» de rega e a elaboração de um «plano de manutenção preventiva». A proposta do partido pretende, nas palavras do comunicado, «colocar termo à utilização de meios operacionais dos bombeiros para tarefas que cabem ao município» e assegurar a funcionalidade contínua dos espaços verdes.
- Problema identificado: avarias nos sistemas de rega dos jardins públicos;
- Consequência apontada: recurso recorrente aos Bombeiros Municipais para abastecimento de água;
- Pedido do partido: reparações urgentes e plano de manutenção preventiva por parte da Câmara.
O comunicado do Chega refere ainda que as falhas já foram comunicadas por várias vias, incluindo a plataforma digital utilizada pelos munícipes para reportar problemas no concelho. Não obstante a crítica política, o texto sublinha uma preocupação prática: a correta afectação de meios relacionados com proteção civil e socorro.
| Aspecto | Descrição |
|---|---|
| Denúncia | Falta de manutenção dos sistemas de rega nos espaços verdes públicos |
| Impacto | Utilização recorrente de meios dos Bombeiros Municipais para rega |
| Reivindicação | Reparação urgente dos equipamentos e plano de manutenção preventiva |
Na ilha, as corporações de bombeiros desempenham um papel central na resposta a incêndios, acidentes e outras emergências, e a sua disponibilidade é um elemento sensível na gestão de risco. A utilização de viaturas e equipas para tarefas de manutenção municipal levanta, por isso, questões sobre prioridades operacionais e sobre a capacidade de resposta às situações de perigo.
O comunicado do Chega não apresenta números sobre a frequência das intervenções dos bombeiros em regas nem detalha os locais mais afectados, limitando-se a denunciar a prática como recorrente e a apontar a responsabilidade para a gestão municipal. Também não há, na sua nota pública, referência a eventuais custos associados a estas intervenções extraordinárias.
Até ao momento, a redação contactou a Câmara Municipal de Machico para obter esclarecimentos sobre as alegadas avarias, eventuais intervenções planeadas e a posição oficial relativamente ao recurso aos Bombeiros Municipais para tarefas de abastecimento de água. Se e quando obtivermos resposta, será publicada uma atualização com a posição da autarquia.
Este episódio insere-se num debate mais vasto sobre manutenção de infraestruturas e a eficiência na gestão dos recursos públicos, um tema recorrente nos concelhos da Região Autónoma da Madeira, onde a preservação dos espaços públicos e a preparação para situações de risco são questões centrais para os habitantes e para a economia local.