Um incêndio que deflagrou ao início da tarde numa área de povoamento florestal em Aveiro — na zona de Eirol/Eixo — foi dado como dominado às 22:30 do dia anterior, informou uma fonte da Proteção Civil. O fogo obrigou ao corte total da circulação na Autoestrada do Norte (A1) e mobilizou centenas de operacionais e meios aéreos durante as horas mais críticas.
Situação no terreno e operações de rescaldo
O comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro declarou, em declarações transmitidas à agência Lusa, que «o incêndio foi dado como dominado, não havendo registo de vítimas, nem danos em habitações». O combate prossegue, porém, em fase de rescaldo para eliminar pontos de calor e evitar reativações.
- Operacionais no terreno: 92 elementos (conforme o último balanço disponível nesta fase de rescaldo).
- Viaturas: 34 viaturas de várias corporações a apoiar as operações finais.
- Meios aéreos e força total envolvida: o incêndio chegou a mobilizar mais de 300 operacionais e 11 meios aéreos no pico da intervenção.
Impacto na circulação e consequências locais
O alerta foi dado às 12:30 e as chamas avançaram rapidamente em direção à A1, o que levou à interrupção total do trânsito entre Aveiro Sul e Albergaria. A GNR indicou que o corte ocorreu às 14:00 e que a via foi reaberta parcialmente por volta das 19:30, depois de mais de cinco horas de condicionamento.
O encerramento prolongado da A1 provocou congestionamentos significativos nas alternativas rodoviárias mais usadas na região, nomeadamente a A25, a A17 e a Estrada Nacional 235, com consequências para o tráfego de peões, veículos ligeiros e pesados durante a tarde.
| Momento | Informação |
|---|---|
| Alerta | 12:30 |
| Corte da A1 | 14:00 (entre Aveiro Sul e Albergaria) |
| Reabertura | cerca das 19:30 |
| Momento de domínio | 22:30 |
| Operacionais em rescaldo | 92 elementos / 34 viaturas |
Factores que dificultaram o combate
Segundo o responsável da Proteção Civil, a ação de combate às chamas foi dificultada pelo vento forte e pela «pouca ou nenhuma limpeza do povoamento florestal de eucalipto». Esses fatores são determinantes na propagação de incêndios em povoamentos densos e têm impacto direto na segurança dos operacionais e na velocidade de intervenção.
Apesar da ausência de vítimas e de habitações atingidas, a mobilização intensa de meios e as horas de corte na A1 recordam a vulnerabilidade de áreas periurbanas e corredores rodoviários a incêndios florestais, especialmente em povoamentos com biomassa acumulada.
«O incêndio foi dado como dominado, não havendo registo de vítimas, nem danos em habitações.»
Enquanto decorrem as operações de rescaldo, a presença de quase uma centena de bombeiros no terreno visa garantir que não existam focos residuais que possam provocar reativações, bem como proteger infraestrutura e população. As autoridades continuam a acompanhar a situação e a monitorizar a área para restabelecer a normalidade total o mais rapidamente possível.
Para os residentes de Aveiro, este episódio sublinha a importância da gestão da vegetação próxima das vias e áreas habitadas, bem como da coordenação entre corporações de bombeiros, forças de segurança e serviços de proteção civil perante incêndios que podem ter impacto direto na mobilidade e segurança local.