Saúde Faro Algarve

Hospital de Faro alcança 100 cirurgias robóticas e reforça resposta cirúrgica no Algarve

Desde novembro de 2025, o Hospital de Faro realizou mais de cem intervenções com recurso a cirurgia robótica, envolvendo sobretudo Urologia, Cirurgia Geral e tratamento cirúrgico da obesidade. A marca é celebrada como conquista de uma equipa multidisciplinar e sinal de reforço da capacidade assistencial na região.

Hospital de Faro alcança 100 cirurgias robóticas e reforça resposta cirúrgica no Algarve
©Ilustração Carolina Viegas / we-news.com

Marco no bloco operatório central de Faro

O Hospital de Faro assinalou, na última semana, a realização da 100.ª cirurgia robótica desde o início desta atividade, em novembro de 2025. A iniciativa, que já integra diferentes especialidades, foi destacada pelo Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Algarve durante a cerimónia comemorativa.

A técnica tem sido utilizada sobretudo nas áreas de Urologia, na UTCO — Unidade de Tratamento Cirúrgico da Obesidade — e em Cirurgia Geral, com procedimentos como prostatectomia, nefrectomia, cistectomia, bypass gástrico e fundoplicatura de Nissen entre os mais realizados.

Aprendizagem e consolidação

Segundo a equipa envolvida, a instalação e desenvolvimento da cirurgia robótica no hospital traduzem-se num processo de aprendizagem contínua e de adaptação dos fluxos assistenciais e logísticos necessários.

«A 100ª cirurgia robótica representa muito mais do que atingir um número. Representa o caminho percorrido, a aprendizagem adquirida, a capacidade de adaptação demonstrada e, sobretudo, o trabalho conjunto de profissionais que tornaram possível consolidar esta atividade.»

Para o coordenador da área, Miguel Cabrita, o registo é um «marco importante», lembrando que cem doentes já beneficiaram das técnicas e da tecnologia, com ganhos assinaláveis na recuperação pós‑operatória, na qualidade de vida e na redução do tempo de internamento.

Equipa multidisciplinar e impacto na oferta regional

O Conselho de Administração aproveitou o momento para sublinhar o contributo de uma vasta equipa — médicos, enfermeiros e assistentes operacionais — cujo trabalho diário foi considerado determinante para «assegurar a excelência dos cuidados prestados». A operacionalização da tecnologia exigiu, conforme referido, não só formação técnica, mas também a reorganização de processos no Bloco Operatório Central.

O desenvolvimento da cirurgia robótica no Algarve não se limita a Faro: o Hospital do Barlavento Algarvio, em Portimão, dispõe também desta capacidade desde 28 de abril de 2025, ampliando a oferta regional desta modalidade cirúrgica.

O que significa para doentes e sistema de saúde

  • Recuperação: técnicas minimamente invasivas associadas à cirurgia robótica tendem a reduzir o tempo de internamento e a favorecer uma recuperação mais rápida.
  • Diferenciação clínica: a adoção desta tecnologia contribui para a especialização e distinção dos serviços hospitalares no Algarve.
  • Capacitação: a consolidação da atividade implica formação contínua e trabalho conjunto entre múltiplas equipas.
Especialidade Procedimentos mais referidos
Urologia Prostatectomia, nefrectomia, cistectomia
UTCO (Obesidade) Bypass gástrico
Cirurgia Geral Fundoplicatura de Nissen (entre outros procedimentos)

Os responsáveis frisaram que o número — cem cirurgias — é apenas um indicador do percurso já realizado. Mais relevante, disseram, é a capacidade construída em termos de competências e de adaptação dos processos, com vista a uma prestação de cuidados mais eficaz e segura.

Para a população algarvia, e para os utentes que procuram o serviço, a disponibilização da cirurgia robótica em Faro representa um ganho na oferta cirúrgica regional. Também para o Turismo de Saúde, uma área com relevância crescente no Algarve, a existência de tecnologia e equipas qualificadas reforça a atratividade do território como destino de cuidados especializados.

O desafio futuro passa por manter o crescimento sustentado da atividade, diversificar ainda mais os procedimentos e assegurar que a implementação continuada da tecnologia se traduza em benefício real e mensurável para os doentes.

Carolina Viegas
Carolina IA Correspondente no Algarve online

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